'3HORS' Óleo sobre tela: 20X40
quarta-feira, 18 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Pegadinhas de nosso idioma...

Recém lançado: literatura

Fantasma Sai de Cena, de Philip Roth, fala de velhice e da proximidade da morte
Daniel Galera
Mais ou menos na metade de Fantasma Sai de Cena há uma passagem antológica, um parágrafo que pode ser visto como eixo para todo o romance. Nele, Philip Roth refere-se à ficção literária como uma amplificação efêmera do quociente de dor que nos cabe na vida, porém observa: 'Para umas poucas , muito poucas, essa amplificação, que brota do nada, insegura, constitui a única confirmação, e a vida não vivida, especulada, traçada no papel impresso, é a vida cujo significado acaba sendo mais importante.'
Vinda de um autor grandioso com a obra alicerçada em alter egos, a declaração de que a ficção importa mais que a vida é difícil de ser ignorada, sobretudo quando quem a enuncia é Nathan Zuckerman, o maior 'outro eu' de Roth, que, supostamente, se despede para sempre nesse volume.
O livro não se resume, é claro, a essa defesa do valor intrínseco da ficção. Numa narrativa sucinta e vigorosa, ressurgem aqui diversos temas caros ao autor, como a proximidade da morte, os reflexos da situação política e histórica na vida privada dos americanos e, sobretudo, o combate das paixões - acima de todas o desejo sexual - com as forças superiores que tentam abafá-las. A partir do esplêndido O Teatro de Sabbath (1995), seus protagonistas cerceados pela religião, pelos vínculos familiares, pela moral e pelos bons costumes ganharam um novo oponente, certamente o mais implacável de todos: a velhice.
A satisfação dos desejos, por mais transitória e ambígua que fosse, ainda era a desforra de personagens idosos como Mickey Sabbath, o Coleman Silk de A Marca Humana (2000) e o David Kepesh de O Animal Agonizante (2001). Para o Zuckerman de Fantasma Sai de Cena, porém, o cerco se fecha: a extração de uma próstata cancerosa o deixou não apenas incontinente, mas também impotente.
Não é indispensável conhecer as peripécias anteriores de Zuckerman para entender o que se passa no novo livro, mas há vínculos importantes, em especial com The Ghost Writer (no Brasil, Diário de Uma Ilusão), de 1979, no qual o personagem, então com 23 anos, se encontra com E. I. Lonoff, um escritor capaz de renunciar a tudo em nome da literatura. Zuckerman cobiça não apenas a disciplina de seu ídolo, mas também sua jovem amante, Amy Bellette.
Em Zuckerman Unbound (1981), nosso herói conhece as amargas conseqüências do sucesso repentino de seu romance Carnovsky (como ocorreu com Roth e seu O Complexo de Portnoy, de 1969). É um homem acuado, ignorando os leitores que 'confundiam faz-de-conta com confissão e gritavam na rua para um personagem que vivia dentro de um livro'.
Fantasma Sai de Cena se passa em 2004 e nos apresenta Zuckerman aos 71 anos. Após um auto-exílio de 11 anos num lugarejo nas montanhas, o consagrado escritor retorna a Nova York para um tratamento contra incontinência urinária. Tendo passado mais de uma década isolado sem celular, computador, televisão e jornais, livre da 'tirania de sua intensidade emocional', ele rapidamente se vê 'de volta ao drama, ao momento, ao turbilhão dos acontecimentos'. Primeiro, avista Amy Bellette numa lanchonete, ostentando na cabeça raspada a cicatriz de uma cirurgia. Depois, vê nos classificados de uma revista um anúncio assinado por dois jovens escritores propondo trocar seu apartamento em Manhattan por um refúgio rural. Por impulso, telefona para o casal e aceita a troca. E assim Zuckerman conhece Jamie Logan.
Assim que vê Jamie, Zuckerman fica enfeitiçado. A simples presença da linda moça de 30 e poucos anos no mesmo recinto exerce um efeito devastador. Mas ele já não é um 'homem inteiro'. É um velho impotente que usa fraldas e não sabe quem é Tom Cruise. Para piorar, vê-se perseguido por um ex-namorado de Jamie, o impetuoso Richard Kliman, que pretende escrever a biografia de Lonoff e revelar um segredo escabroso sobre a vida pessoal do autor falecido. Zuckerman decide impedi-lo a qualquer custo, não apenas para honrar a memória de seu ídolo e proteger Amy, mas também porque Richard representa a virilidade e a juventude perdidas. Agora Zuckerman sabe que é tarde demais para retornar ao seu refúgio. O tumulto das paixões o engoliu de novo.
É impressionante a velocidade com que Roth arma esse tabuleiro e aproxima suas peças. Por um lado, esse romance é um testemunho sobre a tragédia da velhice, da oposição entre a decadência física e os impulsos primitivos que se recusam a ceder - tema que o autor tem enfrentado com sinceridade e obstinação exemplares. Por outro, o desespero de seu protagonista é o gancho para tratar de outro assunto, as relações entre a vida e a ficção.
Zuckerman não ousa tocar em Jamie, mas, depois de passar a noite no apartamento do jovem casal democrata acompanhando a vitória de Bush nas urnas, ele retorna ao hotel e escreve um diálogo intitulado 'Ele e ela', a dupla que, de acordo com Chekhov, era o centro de gravidade de qualquer conto. Nathan e Jamie. Transformados num hábito, esses diálogos de alta voltagem erótica são a saída que Zuckerman encontra para sublimar suas aspirações. 'As conversas que não tive com ela me emocionam mais do que as conversas que tivemos de fato.' É apenas na ficção que ele confessa já tê-la visto 10 anos antes num almoço, que fala do 'prazer devastador' que sente em sua presença. 'Quero morrer de ciúme', ele pede. 'Me fale sobre todos os homens que você já teve.' É o mesmo artifício que usara com Amy Bellette décadas antes, na casa de Lonoff, quando, para aplacar o desejo e a culpa, imaginara que a moça era, na verdade, Anne Frank.
Em paralelo, Zuckerman discute com Richard a validade de uma biografia de Lonoff. Para Richard, é a chance de dar a um gênio esquecido a visibilidade que merece. Para o alter ego de Roth, uma biografia é uma 'segunda morte'. Ele argumenta que julgar a ficção de um autor com base em suposições sobre sua biografia é uma 'mentira que é só mentira', ao passo que a ficção é a 'mentira que revela a verdade'. Como os diálogos imaginários que trava com Jamie na solidão de seu quarto de hotel.
São vários os gritos de desespero de Zuckerman ao longo do romance, mas um deles o percorre por completo e o extrapola: é o grito em defesa da supremacia da imaginação sobre a realidade. Acreditar na fábula literária, deixar-se afetar por seu encadeamento de mentiras que revelam verdades, depende de um acordo tácito entre autor e leitor, um acordo sobre o qual não se fala sob pena de desmanchar o encanto. Roth é um especialista no assunto, e com Fantasma Sai de Cena ele investe contra leitores, críticos e qualquer um interessado em desmanchar a mágica da ficção. Se não por outro motivo, simplesmente porque para alguns poucos, não importa a causa de seu atrito com o mundo, a literatura segue sendo 'a vida cujo significado acaba sendo mais importante'.
Daniel Galera, escritor, é autor de Mãos de Cavalo, entre outros
(SERVIÇO)Fantasma Sai de Cena, Philip Roth, Tradução de Paulo Henriques Britto
Cia das Letras, 282 págs., R$ 42
sexta-feira, 30 de maio de 2008
puteiro em brasilia
Brasília à qual vão todos os políticos e decide investigar. Fala com a
cafetina e pergunta:
- FHC vinha aqui?
- Sim, claro! Dava gosto, um cavalheiro. As melhores meninas, o melhor
champanhe, as melhores gorjetas. Cada vez que vinha, era uma festa.
- Guido Mantega vem?
- Sim! Mas não é a mesma coisa. Sempre pede desconto, nunca pede
champanhe, nunca está de acordo com a conta, sempre se queixa e nos ameaça
com mais impostos.
- Gabeira, também vem?
- Sim, mas não procura meninas e, sim, meninos.
- E a Dilma?
- Bem, essa é o contrário; procura meninas e não meninos.>
- E o Lula?
- Também vem, mas esse fica só um pouquinho. Entra, dá um beijo na mãe e sai
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
A ARTE DA NEGOCIAÇÃO
Filho - Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Pai - Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
Filho - Bem neste caso eu aceito.
Então o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai - Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates - Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Pai - Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates - Neste caso tudo bem.
Finalmente o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
Pai - Sr. presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser
vice-presidente do Banco Mundial.
Pres Banco Mundial - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais
do que o necessário.
Pai - Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Pres Banco Mundial - Neste caso ele está contratado.
Não existe negociação difícil, perdida nem impossível !
Tudo depende da ESTRATÉGIA...
Para Ler Como Um Escritor

Duas loiras?

Duas mulheres bem gostosas, verdadeiros aviões, resolvem sacanear com um velhinho de 88 anos.
Aproximam-se dele e perguntam:
- Mas que velhinho simpatico! tudo bem? O que você faria com duas mulheres tão gostosas quanto nós ?
E o velhinho:
- Com vocês duas, não faria nada, mas com mais quatro ou cinco, abriria um puteiro.
domingo, 11 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
PISICOPOLÍTICA E "CURA MENTAL"

Ultimamente muito se tem falado
Como vários teóricos marxistas do século XX, Gramsci não negou a importância da infra-estrutura, que segundo a teoria de Karl Marx é o modo de produção da vida material, mas ressaltou a importância e o papel da superestrutura que compreende as instituições políticas, o direito, a moral, a religião, as artes, a filosofia, a economia, etc.
Para Gramsci a superestrutura possui dois elementos fundamentais: "a sociedade política", onde se encontra o aparelho de coação e comando, isto é, o Estado ou governo, e a sociedade civil que assenta na persuasão. E se para os revolucionários russos, o essencial era derrubar o aparelho do Estado, para os revolucionários ocidentais o terreno essencial de luta se situa na sociedade civil que sempre aceitou os valores e a ideologia da classe dominante, portanto sua hegemonia.
Entendeu Gramsci que a hegemonia é assegurada por aqueles a quem chamou de intelectuais orgânicos (clero, intelectuais, universitários, tecnocratas), e os trabalhadores somente se afirmariam se conseguissem fazer prevalecer o seu próprio sistema de valores, sua própria visão de mundo, sua própria ideologia. Seria, então, imperativo que aqueles tomassem a direção cultural e moral da sociedade e passassem a ser uma classe dirigente antes de ser uma classe dominante.
Em suma, Antonio Gramsci elaborou uma "estratégia do consentimento" através dos intelectuais orgânicos que são o elemento organizador da sociedade civil. E isto é algo mais eficaz do que a tomada do poder pela força. Seria uma revolução sem armas rumo ao comunismo. Funcionaria como processo corrosivo trabalhado através da persuasão envolvendo mentes e sentimentos.
Sentimentos podem ser induzidos por intelectuais orgânicos e se conquistam com líderes eloqüentes e muita propaganda, coisas que não são difíceis de fabricar porque os homens não oram apenas pelo pão de cada dia, mas também por sua ilusão diária. Isso porque, a maioria vive em circunstâncias de frustração calada.
Ora, pessoas frustradas são mais crédulas na medida em que necessitam de algo em que acreditar. Gente frustrada precisa também de odiar e o ódio compartilhado com outros é a mais poderosa de todas as emoções unificadoras. Naturalmente é fácil odiar uns aos outros através da luta de classes. Estimular o ódio entre classes, raças ou etnias é, portanto, o caminho mais fácil para a conquista e a manutenção do poder.
Todavia Gramsci não foi tão inovador como se pensa. Lavrenty Pavlovich Beria (1899-1953-Foto), ministro do Interior e marechal da União Soviética, executado depois da morte de Stalin, também sabia que nem só de infra-estrutura vive o homem.
Sua arma para dominar os incautos, os frustrados, os necessitados de ilusão, na verdade era uma espécie de ciência que ele denominou de Psicopolítica, através da qual se podia obter a "cura mental", ou algo que podemos chamar de lavagem cerebral.
Para entendermos melhor de Psicopolítica, observemos alguns trechos de um discurso que Beria proferiu para estudantes americanos, na Universidade Lênin:
"Vocês devem trabalhar para que todos os profissionais e professores somente professem a doutrina de "cura" originária no comunismo e nos nossos propósitos". "Vocês devem trabalhar para que tenhamos o domínio das mentes e dos corpos de todas as pessoas importantes de vossa Nação". "Vocês devem conseguir tal descrédito pelo estado de insanidade e tal convicção sobre seu pronunciamento que nenhuma autoridade governamental assim estigmatizada possa novamente ter o crédito de seu povo". "Vocês podem mudar a lealdade das pessoas pela Psicopolítica; podem alterar para sempre a devoção de um soldado, de um governante ou de um líder em seu próprio país; ou vocês podem destruir suas mentes". "Usem as Cortes, usem os juízes, usem a Constituição do país, usem as sociedades médicas e suas leis para ampliar nosso fim". Tudo vale na nossa campanha para implementar e controlar a 'cura mental"; para disseminar nossa doutrina e para nos vermos livres dos nossos inimigos". "Pela Psicopolítica criem o caos". "Tomem a nação sem líderes, matando assim os oposicionistas". "E tragam para a Terra, através do comunismo, a maior paz que o homem jamais conheceu".
Um paciente trabalho de intelectuais orgânicos foi efetuado no Brasil. Padres, professores, intelectuais, artistas, profissionais liberais se empenharam para elevar ao poder não a classe trabalhadora, mas o Partido dos Trabalhadores. Não temos mais instituições, oposições, lideranças que resistam à "cura mental" que nos é ministrada dia a dia. Confiantes, aguardemos através do petismo a maior paz que o brasileiro jamais conheceu. O problema é que a História sempre se vinga dos que a ignoram.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora, escritora.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Cartazes de 79 filmes ganhadores do Oscar

Para quem curte cinema!O 'Movie Poster Addict' publica os posters dos 79 filmes ganhadores do Oscar na história do prêmio, a partir de 1927.
O cartaz do lado é do filme “Sindicato de ladrões”, o outro, sem comentários, mas podem-se encontrar todos, muito curiosos como “A ponte Sobre o Río Kwai”etc. etc.
Pra pegar, eis o Link do: Movie Poster Addict.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE LISBOA
"Gêmeo tenta se suicidar e mata o irmão por engano"*
DISK FINADOS - Lançaram em Portugal, o novo serviço por telefone, é o "Disk-Finados", você telefona e ouve um minuto de silêncio !
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CURVA PERIGOSA - O português estava dirigindo em uma estrada, quando viu uma placa que dizia: "Curva Perigosa à Esquerda" Ele não teve dúvidas: virou à direita!
*
AGENDA DE TELEFONE - *Por que os portugueses usam somente a letra "T" em suas agendas de telefone? telefone do Antonio, telefone do Joaquim, telefone do Manoel, telefone do Pereira...
*
LOJA DE SAPATOS - O Manuel foi, na segunda-feira, a uma loja de sapatos. Escolheu, escolheu e acabou se decidindo por um par de sapatos de cromo alemão. O vendedor entregou o sapato, mas foi logo advertindo-o: apertaria os pés nos primeiros cinco dias.
- Não tem problema. Eu só vou usá-los no domingo que vem.
*
FESTA - O Manuel vai a uma festa grã-fina. Ressabiado, com medo de dar algum fora, fica observando como os demais convidados se comportam. O jeito correto de beber, de comer.
Observa alguém já satisfeito, palitando os dentes, com discrição. Mais tarde, o anfitrião, vem cumprimenta-lo:
- E ai, Manuel? Esta sendo bem servido?
- Olhe, pois? Eu nunca comi tão bem! Só daqueles palitinhos, que as pessoas comem escondido, tapando a boca com as mãos, eu já comi uns quinze!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Noitada na cidade
Vai até uma dessas boates discretas, de luxo, e escolhe uma garota deslumbrante para finalizar a noite com chave de ouro.
A garota o convida para ir até seu apê na Vieira Souto e, óbvio, o cara aceita.
Ao sair, a garota chama seu motorista, que vem com uma limusine luxuosa e os leva até o apê.
Depois da noitada o político pergunta o preço da "festa".
- R$50 reais! - responde a beldade.
- O quê? - surpreende-se ele - Você vive nesse luxo todo e cobra só R$50 reais por programa? Como pode?
- É que eu não vivo de transar com clientes - explica ela.
- Eu faço filme pornô. Quer ver como ficou o seu?
terça-feira, 29 de abril de 2008
Qual é o gosto da carne humana?

Texto Rafael Tonon
O sabor é forte para alguns, pode parecer amarga. Para outros, é levemente doce. Opa, não precisa me olhar com essa cara: isso é a opinião da maioria dos canibais que já se manifestaram sobre o assunto.
Os astecas, no século 16, serviam um prato com carne humana e milho chamado tlacatlaolli. Pela descrição do missionário franciscano Bernardino de Sahagun, a iguaria tinha um sabor adocicado. É a mesma opinião de guerrilheiros do Congo que, no século 20, teriam comido carne de pigmeus para ficarem "mais fortes".
Outros canibais contam a experiência com detalhes ainda mais assustadores. O japonês Issei Sagawa, que matou e comeu uma professora em Paris, escreveu na autobiografia que a carne da moça era "como atum cru em restaurante de sushi".
Já para o americano Albert Fish, que assassinava crianças, o gosto parecia "carne de vitela", tenra e macia. Mas provavelmente a descrição mais chocante seja a do alemão Armin Meiwes, condenado à prisão perpétua em 2006 pela morte do engenheiro Bernd Brandes. Na noite de 9 de março de 2001, Armin cortou o pênis de Bernd, cozinhou o órgão e o dividiu com o próprio amputado!
No tribunal, o canibal disse que não havia gostado muito do membro assado ele achou a carne muito difícil de mastigar. Depois foi a vez de o próprio engenheiro virar picadinho. Armin comeu mais de 20 quilos da carne do morto ao longo de vários dias e comparou o banquete à carne de porco, "um pouco mais amarga e mais forte".
Quando o degustador não tem sérios problemas mentais, a experiência de deglutir alguém da própria espécie é tão aterradora que o gosto é o que menos importa. Os sobreviventes do desastre aéreo de 1972 nos Andes, que passaram 72 dias isolados, tiveram que se alimentar da carne dos mortos no acidente para sobreviver.
O uruguaio Carlos Páez disse ter consumido a carne humana em pedaços finíssimos, congelados. Por causa das baixas temperaturas e do trauma, Páez afirmou que não sentiu gosto algum.
domingo, 27 de abril de 2008
O Dia Internacional do livro
Reprodução da tela "Willy" óleo sobre tela, 50x70cm_de MiguelAF, autorizada gentilmente pela sua proprietária: Sra. BERNADETE BEHEREGARAY de Petrópolis.Em um 23 de abril, e no mesmo ano, morreram dois dos mais destacados escritores europeus ao longo da historia: Cervantes e Shakespeare.
Tudo aconteceu em 1616. Dada a importância dos personagens e a magnitude da coincidência (ainda que se argumente, também, que está baseada em calendários diferentes), desde 1966, a Unesco destacou esta data para proclamar "O Dia Internacional do livro".
Cada 23 de abril é, desde então, dia de eventos e celebrações de todo tipo em torno à cultura livresca. Não somente porque se considera que o legado literário é digno de ser festejado. Também porque se dá por descontado, que o livro tem um lugar inferior ao que merece e porque se assume que todos em conjunto, e em escala mundial, devemos velar pela sua saúde, sua boa reputação, sua difusão e por sua circulação universal, como se o aceso à
leitura fosse um dos direitos básicos do ser humano.Retrato de Miguel de Cervante
Autor desconhecido
ISTO É QUE É GOLPE

Acompanhado de uma belíssima mulher, o sujeito entrou na joalheria e mandou que ela escolhesse a jóia que quisesse... sem se preocupar com o preço.
Examina daqui, experimenta uma, depois outra, ela finalmente decide por um colar de ouro com diamantes e rubis.
Preço R$ 850.000,00 .
Ele manda preparar uma embalagem especial, saca um talão de cheques e começa preencher. Assina, destaca e, ao estendê-lo, percebe a fisionomia constrangida e preocupada do vendedor examinando o cheque.
O cliente, então num gesto de maior cavalheirismo, toma logo a iniciativa:
- Vejo que você está pensando que o cheque pode não ter fundos. É muito natural... eu também teria minhas dúvidas... afinal, uma quantia tão grande...
E continuou:
- Tudo bem. Façamos o seguinte: hoje é sexta-feira e o banco já fechou.
Você fica com o cheque e com a jóia. Na segunda-feira, você vai ao banco, pega o dinheiro e manda entregar a jóia na casa dela... está certo?
Cheio de mesuras, impressionado com tanta distinção, o vendedor, com muitos agradecimentos pela compreensão, encaminha o casal até a saída, desejando-lhes um bom fim de semana.
Na segunda-feira, ao meio dia, o vendedor ligou para o cliente para dizer-lhe que, infelizmente, deve ter havido algum equívoco do banco, mas o cheque não tinha fundos.
Ouviu, então, uma voz meio sonolenta:
- Tem problema não. Pode rasgar o cheque. Eu já transei com aquela mulher!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
NADA SERÁ COMO HOJE AMANHÃ
25/04/2008
Nada dura para sempre, tudo está em constante mudança, mesmo assim, nossa sede de infinito dá aquela falsa sensação de que viveremos indefinidamente. Os moços não cogitam da velhice que lhes parece remota. Os velhos não pensam na morte que se aproxima. Os que estão no poder não imaginam que mais dia menos dia perderão seu domínio e seus privilégios.
Se não há mal que dure para sempre o bem também não dura. Aliás, o bem traduzido em termos de felicidade dura menos que o mal que é o locatário do mundo. Basta observar que a história mundial registra mais déspotas do que governantes benfazejos, mais tiranias do que democracias.
Ao mesmo tempo, isso parece demonstrar que, apesar da instabilidade das formas ilusórias da existência há uma essência que traduz a única coisa imutável da natureza humana: a ignorância com seu séqüito de desgraças tais como o desamor, a inveja, a ganância, o culto da mentira, o egoísmo, o hedonismo, a ambição desmedida, enfim, essas características do animal mais evoluído e mais cruel do planeta: o homem.
Em determinadas épocas os traços negativos da humanidade se acentuam em determinadas sociedades e, em alguns casos, contaminam o mundo. Esse tipo de pestilência tem como núcleo certas formas de poder. No século passado, por exemplo, o mal esteve por excelência não tanto nas duas guerras mundiais, mas nos totalitarismos representados pelo nazismo e pelo comunismo.
Terminada, porém, a Guerra fria, derrubado o Muro de Berlim, o mal continuou a despontar aqui e ali com outras formas. Na América Latina, que parecia expurgada de seu histórico autoritarismo, emergiram populistas sedentos de poder que pensam durar para sempre no comando arbitrário de seus povos.
Em Cuba, pequenas mudanças já são perceptíveis na medida
Gira o mundo e sinais de mau agouro se desenham no horizonte das transformações. Em termos políticos, nos Estados Unidos a vitória de Barack Obama, tido por muitos como anti-semita, mulçumano e de esquerda traria conseqüências imprevisíveis para o planeta globalizado.
Na economia fala-se em fome mundial, especialmente para os mais pobres, ressuscitando-se, em pleno século
No Brasil algo começa a mudar na economia, como não poderia deixar de ser. Um velho filme de terror está sendo reprisado e tem como título a volta da inflação, que o Plano Real havia eliminado. Inútil se torna a costumeira manipulação de dados pelo governo, pois o povo já percebe a subida do preço dos alimentos, sendo que já há previsão de alta da gasolina. Reivindicações do Paraguai relativas à Itaipu, que possivelmente serão atendidas pelo governo brasileiro, elevarão ainda mais o preço da energia. E torçamos para que Evo Morales não resolva fechar de vez a torneira do gás, pois as conseqüências para nós seriam as piores possíveis.
Para além da economia, outras coisas vão mudando no Brasil, e para melhor. Significativa e importante foi a opinião do Comandante da Amazônia, general-de-exército Augusto Heleno Pereira, que durante palestra no Clube Militar do Rio de Janeiro se declarou contra a demarcação de imensas terras indígenas na fronteira, portanto, contra a reserva Raposa Serra do Sol, "uma ameaça a soberania nacional". O general criticou também a política indigenista que considera lamentável e caótica, e ainda ousou afirmar, muito apropriadamente, que o "Exército serve ao Estado e não a governos". Sua voz ecoou na mídia e se destacou do coro dos medíocres, dos estultos e dos acovardados que pululam nas diversas instituições do País.
Também a posse do ministro Gilmar Ferreira Mendes na presidência do STF ressuscitou a esperança de se encontrar na Justiça a verdadeira e legitima autoridade, aquela que se faz respeitar ao respeitar as leis. O ministro criticou o "modelo de edições de medidas provisórias" que paralisa o Congresso, a ação de movimentos sociais, a idéia do terceiro mandato e ainda defendeu o papel do Judiciário na consolidação da democracia.
Alguma coisa está, portanto, mudando. Afinal, "nada será como hoje amanhã".
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
domingo, 13 de abril de 2008
Consultando aquele famoso ginecologista

Durante uma de suas consultas, aquele famoso ginecologista não resistiu à exuberância de uma de suas pacientes e avançou o sinal. Ao sentir que o exame de toque havia virado uma orquestra, a mulher deu um pulo da maca, vestiu-se atabalhoadamente e desembestou porta afora:
- Socorro! Tarado! Esse cara é um tarado!
Estupefatas, na sala de espera, as outras pacientes levantaram os olhos das revistas Veja e Marie Claire do ano retrasado e assistiram à mulher sair correndo.
Logo o médico surge na porta e esclarece:
- Desculpem-me do transtorno! Essa mulher sofre de uma terrível síndrome e eu a aconselhei a procurar ajuda psiquiatra. Ela teve um surto e acabou fazendo esse escândalo. Pobre coitada!
Balançou a cabeça e entrou em sua sala novamente. Logo em seguida, entra a secretária.
- E aí? - pergunta ele. - Acha que fui convincente?
- O discurso foi bom, mas faltou um pequeno detalhe:
o senhor se esqueceu de vestir as calças!
Da América Latina: Tristes trópicos

Tristes Trópicos
Análise escrita por João Mellão Neto,
A América Latina já era.
A revista Veja, publicou faz tempo uma oportuna matéria sobre a crescente desimportância, de nosso subcontinente, no contexto mundial. Não soubemos, como a maioria dos países asiáticos, aproveitar a onda globalizante e, assim, nos valer da abundância de capital internacional, para alavancar as nossas economias.
Mais uma vez, fica provada a tese de que não sãos as riquezas naturais, que garantem a prosperidade e o desenvolvimento das nações. O alemão Max Weber foi o primeiro pensador a ter a coragem de afirmar que fatores culturais (e religiosos) são muito mais importantes, para determinar o sucesso ou o fracasso de uma sociedade. E fez isso, em 1904, após visitar os Estados Unidos e publicar um livro, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", eleito pela crítica internacional, na virada do milênio, a obra mais importante, de todo o século 20. Trata-se de um trabalho de fácil leitura e assimilação, para os leigos, e, ainda, permanece atual. Em vez de amaldiçoar nossos irmãos do Norte, deveríamos tornar a leitura de Weber, obrigatória, em todas as nossas escolas. Quem sabe, assim, pouparíamos muito tempo e esforço, na vã tentativa de entender por que os gringos são tão ricos, enquanto nós somos tão pobres.
A culpa não é dos "malvados ianques que nos exploram". Quando muito, é de nós mesmos e do péssimo hábito, que cultuamos, de terceirizar a responsabilidade por nossas mazelas. O nosso próprio cancioneiro - seja o tango, a guarânia, o bolero, o sertanejo ou o samba-canção - é o mais eloqüente indício de que, para nós, a culpa de nossa infelicidade é, sempre, dos outros. Sejam, eles, as mulheres ingratas, os patrões prepotentes ou os garotos ricos, que nos tomaram nossas namoradas. Tema recorrente é o do "hombre macho", que costuma encher a mulher de pancada, e, depois, não entende por que ela o deixou. Não importam as situações e as circunstâncias: o fato é que, para nós, a culpa é, e será, sempre, dos outros.
Eu bem me recordo de que, no início da década de 70, ainda jovem, visitei a Ásia e saí, de lá, horrorizado com a miséria que encontrei. Havia pessoas,, em Hong Kong, por exemplo, que, esqueléticas, desnutridas, passavam a vida, sentadas nas calçadas. Durante a noite, se deitavam, ali mesmo, e, no dia seguinte, voltavam a sentar-se. Seu único bem era a tanga esfarrapada que usavam e, se permaneciam vivas, era por que o governo, no meio do dia, distribuía um punhado de macarrão, que era devorado com as mãos. Lembro-me de ter ficado horrorizado, com uma gigantesca favela flutuante, que era composta por milhares de pequenos barcos, atracados, uns aos outros, que formavam uma cidade de porte médio, com mais de 100 mil habitantes. As pessoas, que lá moravam, nasciam, cresciam e morriam, sem nunca ter pisado em terra firme. Os poucos, que se aventuravam a fazê-lo, andavam como macacos. Simplesmente, não sabiam andar eretos. Em Macau, então colônia portuguesa, não havia ninguém, que falasse o nosso idioma e a miséria era, ainda, mais gritante. A situação na Coréia do Sul, na Malásia e na Indonésia, pelo que diziam, era muitas vezes pior. Isso, para não falar na Indochina, na qual os Vietnãs e o Camboja estavam em plena guerra civil. O Sudeste da Ásia, sem dúvida, era a região mais pobre do mundo, naquela época.
Eis que, hoje, aquela é a zona do planeta que mais cresce e se desenvolve. Enquanto isso, aqui, na América Latina, a impressão é de que o tempo não passou. A renda per capita, pelo menos, está, praticamente, estagnada, há mais de duas décadas. Em termos de política - que, no final das contas, está por de trás de tudo -, quase nada evoluímos. Os argentinos continuam reverenciando Perón, os venezuelanos e bolivianos estão nas mãos de caudilhos populistas e ultranacionalistas, o Peru voltou para as mãos de Alan García, o sandinismo retornou, ao poder, na Nicarágua, Fidel continua mandando em Cuba e os jovens universitários, de todo o continente, inclusive os brasileiros, ainda se deixam mesmerizar, ante a esfinge "libertadora" de Ernesto Guevara. Ironia histórica, esta. Ao menos, nos tempos do Che, no auge da guerra fria, o resto do mundo, em especial, os países ricos, ainda se preocupava com o que acontecia por estas plagas. A caçada ao líder revolucionário, nas selvas da Bolívia, foi acompanhada pela imprensa do mundo inteiro. Hoje em dia, nem sequer as enormidades de Chávez e Morales rendem uma manchete secundária de jornal. O mundo desenvolvido está com os olhos voltados para os países islâmicos. Economicamente, quem chama a atenção é a Ásia. Quando o tema é miséria e solidariedade humana, quem monopoliza as conversas é a África.
E quanto a nós, os briosos latino-americanos? Bem, o fato é que nós não existimos mais. Quando nossos embaixadores sobem à tribuna, no plenário da ONU, o bocejo, dos demais, é geral. Somos inflamados, belicosos, verborrágicos e é só. Como entreouviu, certa vez, Roberto Campos, quando trabalhava na Organização, de diplomatas europeus: "Os latino-americanos são únicos. Eles despendem uma tonelada de palavras, para alinhavar cem gramas de argumentos."
Talvez seja esse, mesmo, o nosso maior defeito. A cultura bacharelesca, o floreio retórico, o cultivo da forma, em detrimento do conteúdo, o discurso das intenções, prevalecendo sobre a prática das ações: tudo isso é próprio do populismo, na sua vertente latino-americana.
Ainda pranteamos a morte precoce de Evita, o suicídio dramático de Vargas e o coronel Chávez, ainda, arenga às massas, cultuando Bolívar, em pleno século 21!
Enquanto isso, o tempo passa. Enquanto prevalecer a nossa cultura fatalista, este será o nosso destino. "Não perguntes por quem os sinos dobram", escreveu John Donne. "Eles sempre dobram por ti..."
Jornalista, articulista de O Estado de São Paulo e do Florida Review (Flórida-EUA) ex- ministro e ex-deputado federal


