sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O dono do mundo


Feed: Felipe Moura Brasil - VEJA.com

George Soros
No último post, eu citei um livro de David Horowitz lançado em 2010, One-Party Classroom, e também mencionei o maior financiador da esquerda mundial, inclusive da campanha pela legalização das drogas, George Soros, este aí da foto ao lado, de quem também falamos no nosso best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Mas é preciso falar mais deles.
Em seu último livro, The New Leviathan, Horowitz mostra que as doações de empresas para os movimentos de esquerda nos EUA somam três bilhões de dólares; para a direita, 32 milhões. Como observou Olavo de Carvalho: "alguém tem alguma dúvida sobre de que lado está o poder econômico?"
Se você ainda tem, ou cai no engodo de que a esquerda é uma pobre coitadinha lutando contra os burgueses malvados de direita, nada melhor que conhecer abaixo a história de George Soros, no excelente resumo "O dono do mundo", escrito pelo meu amigo e, assim como eu, autor contratado pela Editora Record, Alexandre Borges, publicado originalmente em seu blog no Facebook, no dia do aniversário de Soros, e depois no Mídia Sem Máscara, do qual é colaborador.
Leia e mostre este texto (com notas, links e grifos meus) para aqueles seus amigos que não têm a menor ideia de onde vêm e quem financia as ideias em que eles acreditam. Vale dizer que isto inclui não só os amigos de esquerda, mas também os daquela parte de uma autointitulada direita, que inadvertidamente pensa com a cabeça de Soros. [FMB]
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84 anos, em 12 de agosto de 1930, nascia em Budapeste Schwartz György, depois renomeado George Soros, o mais bem-sucedido gestor de fundos multimercados da história.
Ele nasceu numa família de judeus não praticantes numa época conturbada em que a Hungria, durante a década de 30, tinha estreitas relações com a Alemanha nazista e a Itália fascista. Em 1940, o país entrou formalmente no Eixo, permanecendo até o fim da Segunda Guerra. Temendo que a família fosse perseguida e eventualmente morta, o pai de George Soros subornou um oficial húngaro para que ele hospedasse George dentro de sua casa e apresentasse o rapaz como seu afilhado cristão. A função deste funcionário do governo húngaro, de nome Baumbach, era encontrar judeus, denunciar para as autoridades responsáveis pelas deportações para campos de concentração e confiscar seus bens. Em muitas dessas ações, o jovem George, rebatizado como Sandor Kiss, acompanhava o padrinho. Sobre isso, numa entrevista para a CBS em 1998, Soros disse que era um mero espectador e não sentia qualquer remorso, além de revelar que foi o período mais feliz da sua vida porque, mesmo com tanto sofrimento em volta, ele se sentia protegido.
Com 17 anos, George Soros se muda para Londres e mais tarde nasce o financista. Em 1959, vai para Nova York e, dois anos depois, consegue a cidadania americana. Ele vive intensamente os anos 60 nos EUA e a contracultura, que marcaram sua visão de mundo para sempre. Nessa época, fica íntimo do autor socialista Michael Harrington e passa a frequentar seu círculo de amigos. O livro mais conhecido de Harrington, o libelo esquerdista The Other America, foi lido e elogiado publicamente pelo presidente democrata Lyndon Johnson, que ele dizia ter influenciado seu governo e suas ideias de redistribuição de renda via estado.
Em 1992, ficou mundialmente famoso por ter "quebrado" o Banco da Inglaterra, faturando na operação 1 bilhão de euros. Assim como sua carreira como financista é conhecida, sua influência política é ignorada ou abafada. Neste mesmo ano de 1992, Soros confessa que seus gastos com suas fundações para influenciar a política e a sociedade já ultrapassava US$ 300 milhões anuais.
Seu principal executivo na Soros Foundation Network era ninguém menos que Aryeh Neier, fundador da Students for a Democratic Society (SDS), o maior e mais radical grupo de esquerda dos EUA nos anos 60, do qual uma dissidência nasceu o Weather Underground, grupo terrorista de inspiração comunista liderado por Bill Ayers, o lançador da carreira política de Barack Obama. Atualmente, Ayers se tornou especialista em educação e suas idéias estão ajudando a implementar nos EUA o Common Core, o polêmico sistema integrado e unificado de padronização educacional do país comandado pelo governo federal.
[Nota de FMB: ver meu artigo "A verdadeira insanidade".]
Soros é, possivelmente, o indivíduo sem cargo eletivo mais influente do mundo. Possuidor de uma fortuna pessoal estimada em US$ 13 bilhões e administrando US$ 25 bilhões de terceiros, é tão poderoso no Partido Democrata americano que no programa humorístico Saturday Night Live foi chamado de "dono" do partido. E na prática não é nada muito diferente disso. Dentro do Partido Democrata, candidatos independentes, não ligados a Soros, são cada vez mais raros.
Rebuilding Economics: George Soros se vê como um missionário das próprias utopias e não conhece limites para usar sua fortuna quase sem paralelo para influenciar a política, a imprensa e a opinião pública em diversos países, especialmente os EUA. Como ele mesmo disse, "minha principal diferença de outros com uma quantidade de recursos acumulados parecida com a minha é que não tenho muito uso pessoal para o dinheiro, meu principal interesse é em ideias." Soros também revelou que seu sonho era escrever um livro "que durasse o mesmo que nossa civilização" e que ele valorizaria isso mais do que qualquer sucesso financeiro. Ele já lamentou que mudar o mundo é muito mais difícil do que ganhar dinheiro. Num livro de 1987, disse que já tinha se achado uma espécie de deus mas que depois se convenceu que seria mais como uma mistura de John Maynard Keynes com Albert Einstein.
Sua ideias políticas incluem uma oposição à supremacia política e econômica dos EUA, que ele considera um impeditivo para a criação de uma sociedade "global", com interesses comuns e supranacional. Num livro de 2006, afirmou que os EUA são a grande fonte de instabilidade do mundo. Segundo ele, os americanos são nacionalistas demais e ignoram os principais problemas do planeta, que poderiam ser resolvidos com "cooperação internacional". Para ele, se os EUA não forem o tipo "correto" de líder mundial, o país vai se autodestruir.
Não por acaso, Soros é um grande entusiasta da zona do Euro e sonha com uma integração política na Europa sucedendo a integração econômica, mesmo que sem acabar formalmente com os estados nacionais, mas transformando todos em satélites dessa "sociedade aberta". Ele crê que as nações são fontes eternas de instabilidade e só a criação de instituições supranacionais poderá trazer equilíbrio ao mundo, o que ele chama de "aliança". A ideia é um pesadelo para qualquer democrata, mas uma utopia desejável para mentes fanáticas. O pai de George Soros, Tivadar, era um entusiasta do Esperanto, uma risível tentativa de criação de um idioma global.
Soros defende também que, a despeito dos bons resultados econômicos do capitalismo, o sistema de livre mercado é incompetente para resolver desigualdades sociais, o que é uma mentira facilmente demonstrável. Não há um único ranking da The Heritage Foundation que não prove, ano após ano, que os países mais livres são não só os mais prósperos mas também os que provêm mais riqueza e mobilidade social para os cidadãos de baixa renda [Ver: http://www.heritage.org/index/].
Na visão de Soros, o empreendedorismo é algo falho e incompleto e que deveria ser substituído pela idéia de "empreendedorismo social", uma mistura entre a busca de lucros e "justiça social". Alguma diferença do que pensa Barack Obama? Não que eu saiba. Soros acredita também que o terrorismo deve ser combatido com mais diplomacia e medidas pontuais, que levem em consideração as motivações e reivindicações dos terroristas, e é radicalmente contra ações militares para o combate ao terror. Alguma diferença do que pensam vários bocós, inclusive da direita? Não que eu saiba.
Sobre Israel, ele diz que não é um sionista e que a questão palestina deveria ser resolvida também com mais diplomacia, citando as tentativas de Jimmy Carter e Bill Clinton, que teriam sido torpedeadas por conta de um lobby poderoso da American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), a principal associação pró-Israel dos EUA. Alguma diferença do que pensam vários "analistas isentos" da imprensa que culpam Israel por tudo de ruim que acontece no Oriente Médio? Não que eu saiba.
[Nota de FMB: Em 2003, Soros culpou Israel e os EUA pelo "ressurgimento do antissemitismo na Europa": "As políticas do governo Bush e da administração Sharon contribuem para isso. Se mudarmos essa direção, em seguida o antissemitismo também vai diminuir". Agora, onze anos depois, o garoto de recados de SorosJeremy Ben Ami, da organização americana anti-Israel J Street, repetiu o discurso do patrão, dizendo que Israel estava "abanando chamas crescentes de antissemitismo". Sobre esses embustes, ver o meu post "Por que a esquerda odeia Israel" e toda a minha cobertura do conflito em Gaza: aqui.]
Há 30 anos, Soros mantém a Open Society, nome tirado de um livro de Karl Popper. A Open Society é uma ONG bilionária destinada a influenciar a opinião pública e a política no mundo. Ela está presente em mais de 70 países é tão poderosa que, em alguns regimes, é considerada um "governo informal".
Nos EUA, mantém o poderosíssimo Media Matters, que dá o tom de praticamente toda imprensa americana, além de ser o principal financiador do The Huffington Post, um ícone da esquerda mundial. A Open Society é inspirada pela idéia do filósofo francês Henri Louis Bergson que acreditava num mundo com valores morais "universais" e não de sociedades "fechadas", o que influenciou vários pensadores que até hoje criticam os ideais do pais fundadores da nação americana e do "excepcionalismo americano".
[Nota de FMB: Ver também no MSM o artigo sobre a Open Society e os planos de Soros para influenciar a opinião pública, "Project Syndicate: o oráculo de George Soros"; e na Folha, "Quem paga a conta", sobre alguns dos tentáculos de Soros na América Latina, inclusive no Brasil.]
As agendas políticas promovidas e patrocinadas financeiramente por George Soros e suas fundações partem do princípio de que os EUA são uma nação opressora e violadora dos direitos humanos, que suas ações militares são fruto de racismo e intolerância com outros povos, o que seria, na avaliação de Soros, algo historicamente relacionado à sociedade americana. Muitas dessas fundações e ONGs constantemente pautam a imprensa com denúncias contra o governo dos EUA, muitas delas promovendo processos judiciais contra o país.
Soros financia também inúmeros grupos defensores de "valores progressistas", de "redistribuição de renda", o que inclui o recrutamento e treinamento massivo de candidatos a cargos eletivos, militantes, ativistas e lobistas. A ideia central é expandir ao máximo os programas assistencialistas e o welfare state para corrigir o que ele vê como "imperfeições" do capitalismo. Algumas dessas organizações miram diretamente na imprensa, no sistema judiciário, o que inclui a formação de juízes, e em instituições religiosas, treinando clérigos.
Outras agendas políticas importantes incluem a flexibilização das fronteiras dos EUA e facilitação das regras de imigração, além de oposição a toda ação militar americana (classificadas como "imorais" e desnecessárias), cortes no orçamento militar, ambientalismo e ativismo feminista radical, mais poder para organizações globais como a ONU, legalização das drogas e da eutanásia, "antissionismo", além do financiamento bilionário de candidatos do partido democrata.
[Nota de FMB: Soros, como não poderia deixar de ser, também financia o movimento abortista. Sobre o tema, ver meus posts "O filme que o Bonequinho do Globo não quer que você veja", "Vamos educar contra o aborto" e também o capítulo "Aborto" do nosso best seller.]
Ele também financiou vários movimentos revolucionários e insurgentes no mundo. Nos anos 90, se orgulhava de ter patrocinado a derrubada de governos como os de Vladimir Meciar, Franjo Tudjman e Slobodan Milosevic. Na Geórgia, ajudou a derrubar o governo de Eduard Shevardnadze. Na Ucrânica, é associado a grupos que lutam contra a dominação russa. Pode parecer um contra-senso, mas Soros é um opositor das nações "isoladas" e sonha com um mundo "aberto", sem fronteiras, por isso apoia a esquerda no Ocidente e é opositor dela na Ásia.
Soros é tão próximo de Bill Clinton que alguns dos mais importantes ocupantes de cargos públicos no seu governo são considerados indicações diretas dele. Em 2004, gastou tudo que podia para tentar impedir a reeleição de George W. Bush mas não conseguiu.
Em dezembro de 2006, George Soros recebeu Barack Obama em seu escritório em Nova York. Duas semanas depois, Obama revelou que seria candidato a presidente dos EUA e, uma semana depois, George Soros anunciou publicamente que apoiava sua indicação nas primárias contra Hillary Clinton, o que parecia uma maluquice na época. O resto é história. Hoje ele apoia Hillary para a próxima eleição presidencial.
O número de fundações, ONGs, sindicatos e veículos de comunicação que recebem dinheiro de George Soros ou de suas fundações é tão vasto que só um incansável pesquisador como David Horowitz para catalogar e publicar no seu portal "Discover the Networks". Se você tiver curiosidade, é só clicar aqui.
[Alexandre Borges]
Felipe Moura Brasil  http://www.veja.com/felipemourabrasil
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VÍDEO: Usando computação gráfica...

  
morph1
  
Em sua página no Facebook, o artista holandês Verstappen explica que morphing, como se chama essa evolução entre imagens, é apenas um "efeito especial em figuras em movimento e animações que transforma uma imagem em outra por meio de uma transição sem emendas".
Confiram o vídeo:
www.youtube.com/watch?v=foqGirKxbvk

Reynaldo-BH: ‘Temos de votar pelos mortos por 12 anos de descaso com a saúde’


REYNALDO ROCHA
Gracias a la vida! Como em quase tudo, damos valor ao que não temos. Ou estamos perdendo. Defendemos o que merece nossa crença durante a vida. E na véspera de ir-se – como todos irão – LUTAMOS pelo que deixamos de fazer. Pela vida não vivida. Pelos valores óbvios. Pela dignidade. Pelos filhos e filhas. Pelos amigos. Pelo que se pode deixar como legado.
A visão de mundo passa a ser mais intensa. O sentimento de ser menor do que a necessidade. De ser um ponto fora de uma reta (não curva) determinada por um pensamento único.
Não é privilégio nem maldição. É a vida. Assim ela é. Só sabe quem vive, na inteira concepção da palavra.
De onde vem a verdade que nestes tempos negros passou a ser propriedade dos poderosos? Quais valores éticos são valorizados? Ódio, ameaça, ofensa, raiva e mentira passam a ser um alegre modelo de combate. Do mau combate.
Um dia o marqueteiro americano James Carville cunhou a frase célebre "É a economia, idiota!" para identificar o que determinaria o futuro de uma eleição.
No Brasil, é a VIDA, IDIOTA!
Tenho – contra a minha vontade, óbvio… – frequentado hospitais com uma frequência que ninguém merece. Nem escolhe. E a pior parte. Aquela que, a cada nova consulta ou internação, falta um… E ninguém ousa perguntar.
Não sou médico. Sou doente. E como tal entendo a saúde pública no Brasil de modo mais intenso que um médico cubano ou paciente do Sírio Libanês.
Empresários que exploram planos de saúde privados são hoje mandatários da ANS e determinam valores irrisórios pagos a médicos e custos nunca cobertos nos hospitais. A saúde privada desceu ao patamar da pública, em acelerada marcha. As filas são as mesmas, a insatisfação do corpo médico idem. E o governo anuncia avanços na área que Lula acha perto da perfeição.  Seria risível se não fosse ofensivo. E macabro. O resultado é uma sepultura. Adiada para os eleitos. Antecipada para todo o resto: nós.
São doze anos de descaso com a saúde. De não formação de médicos. De sucateamento dos hospitais e centros especializados. De uso da saúde privada como alternativa vulgar do que é obrigação do estado, até o ponto de acabar com ela.
Tenho pressa. Todos deveriam ter. A vida é breve e passa muito rápido.
O uso criminoso de gangues que dominam ministérios e agências de saúde ha doze anos provocou quantas mortes que poderiam ser ao menos adiadas? Querem um inventário pessoal? Básico, particular e real.
Alguns exemplos bastam. Doutor Rebelo, um português, agonizou por 15 dias com um câncer cerebral à espera de ANESTESIA para ser operado. Morreu antes.
Zé Augusto  precisava de interferon. A Receita Federal impediu a entrada do medicamento numa das operações de rotina. Morreu 25 dias depois por septicemia derivada de um câncer de rim.
A dona Aninha, uma senhorinha que pedia para morrer, faltava morfina. Um amigo médico contrabandeou a droga para o hospital. E ela teve os últimos 5 dias de paz e sonhos até partir.
Palito, menino de rua com câncer de pele, cheirava mal. Não havia vaga na UTI. Morreu no corredor. Em cima de uma maca. Aos 15 anos.
Seu João, o padeiro, descobriu que tinha câncer numa consulta. Morreu 18 dias depois de internado. Era ainda o quinto da fila para atendimento.
A bela Analice extirpou o câncer de mama. A recidiva ocorreu três meses depois. Não havia vaga na UTI. Morreu em casa em consequência da metástase devastadora.
Vi médicos com olhos vermelhos nos corredores. Causa: bebida, maconha ou choro. Por dor. Por não desistirem da luta. Por terem escolhido a profissão certa no país errado. Por tentarem ser fortes. Os olhos, que nunca mentem, denunciavam a revolta, a humilhação, a comiseração.
Esse é o Brasil que quero deixar no passado. Que após 12 anos reduziu TUDO (saúde pública ou privada) a um padrão africano.
Tenho pressa. O Brasil deveria ter. Em nome de tantos que em 5 de outubro não irão votar.
Morreram antes.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

(Da seção: "Ai, ai") MUNDO MUÇULMANO


Nota: os números aqui expostos estão defasados (são de 2009). Certamente, se atualizados, dependendo de que lado se encontra o leitor/espectador, a ameaça/sucesso terá crescido bastante. Assuste-se ou festeje!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Teaser Book trailler Do Romance A CENA MUDA, fragmentos extraídos de cenas eróticas

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Depressão, violência e imagens satânicas


Autor: Mr X
Robin Williams morreu. Ao que parece, suicida. Dizem que tinha sido cocainômano e alcoólatra, mas agora faz muitos anos estava "limpo". No entanto, sofria de depressão. (Aliás, depressão e abuso de substâncias estão ligados, mas não se sabe se tem a mesma origem genética, ou se é apenas que a pessoa deprimida procura alívio no álcool e nas drogas.)

Bem, eu não sabia que sofria de depressão, muito embora isso pareça ser comum em comediantes (Não é um paradoxo, necessariamente: o humor pode ser uma forma de compensar o sofrimento; associar humor com "alegria" é falso). E, fora isso, artistas em geral tem maior tendência à depressão e sucidam-se em uma proporção de 18 vezes a do "homem comum", segundo um estudo que li mas não acho o link.

Eu, pessoalmente, tenho uma teoria bizarra. Acho que a depressão é o normal, ou seria o normal se todos pudéssemos ver a verdadeira realidade da vida. "Human kind cannot bear very much reality", disse T. S. Eliot. O que é anormal é a felicidade.

De qualquer modo, Williams era um ator simpático. Difícil não gostar dele. Mas outros já fizeram elogios ao ator, e não era disso que eu queria falar. É que, num dos comentários em algum site de notícias, alguém falou que a culpa pela morte de Williams foi das "imagens satânicas" veiculadas pela mídia e da sua participação em propaganda "illuminati". Eu normalmente acharia que isso seria uma grande bobagem mas, na verdade, ultimamente começo a achar que alguma influência tais imagens tem na psiquê das multidões em geral, e nos atores e celebridades de Hollywood em particular.

Eu acho a Miley Cyrus, por exemplo, muito estranha. As imagens sexuais, a língua de fora, as roupas, os videoclips, tudo nela é bizarro e parece propositalmente querer passar imagens sexualização de meninas e perdição moral.

Mais cedo este ano, duas meninas de 12 tentaram matar uma amiguinha, aparentemente influenciadas por um personagem de horror da Internet. No entanto, parece que o pai de uma das garotas estava perfeitamente ciente desse interesse, e mais, todos naquela família eram fãs de músicas e imagens grotescas associadas com morte, esqueletos e diabos.

Não sei se você percebeu, mas hoje em dia vêem-se muitas decorações com caveiras ou figuras do Diabo e da Morte. Há quem não leve a sério, e há quem ache que sejam imagens que induzem ao satanismo e a pensamentos de assassinato ou suicídio. Bem, pode ser que não induzam ao satanismo, mas será que também não tem absolutamente nenhuma influência?

Você já ouviu falar dos juggalos, por exemplo? São fãs de uns conjuntos musicais que fazem música com letras de horror e apologia à violência e ao consumo de estupefacientes. O nome da produtora é "Psychopatic Records" e o logo é um jovem correndo com um cutelo na mão. O grupo mais famoso é um certo "Insane Clown Posse", ou "grupo de palhaços insanos". Seus fãs encontram-se em shows uma vez por ano, onde consomem drogas, fazem tatuagens e piercings e pintam o rosto de forma a parecer palhaços mórbidos. As mulheres andam de peitos de fora, quando não completamente nuas.

Seria apenas diversão inocente? Ou será que o uso de tais imagens poderia levar a problemas psiquiátricos no futuro?  Vejam as fotos e digam vocês.

Eu, pessoalmente, acho que uma juventude submetida a tal tipo de música e imagens mórbidas, vestimento bizarro, mutilação corporal e comportamento exibicionista e promíscuo, não pode ser de todo saudável; por outro lado, os hippies dos anos 70 passaram por algo parecido (ainda que menos demoníaco nas imagens e mais inspirado na natureza e nas flores) e muitos deles depois cresceram e viraram pessoas normais e até de sucesso.




Quando fecha o museu II



VÍDEO IRRESISTÍVEL: Os pitbulls também amam…


Feed: Ricardo Setti - VEJA.com 
O pitbull Sharky, o gato Max-Arthur e família de pintinhos: é muito amor (Foto: Helen's Pets)
O pitbull Sharky, o gato Max-Arthur e família de pintinhos: é muito amor para dar (Foto: Helen's Pets)
Quem diria que os cães da raça pitbull, temidos por tanta gente – e, seguramente, por muitos animais -, pudessem protagonizar momentos tão enternecedores? E, ainda por cima, envolvendo representantes de outras espécies?
Pois pelo menos o pitbull terrier Sharky, morador do Estado americano do Texas com sua dona, a estoniana Helen Jürlau Arnold, está disposto a quebrar todos os preconceitos relacionados à ferocidade de sua raça.
O cão é o protagonista da maioria dos vídeos que a moça disponibiliza em seu site, nos quais aparecem bichos do "pequeno zoológico" que ela mantém em casa.
É um clipe mais irresistível que o outro. No primeiro, por exemplo, Sharky aparece como um carinhoso e beijoqueiro guardião de dois serezinhos de grande meiguice, um porquinho-da-índia e um coelho de nomes não revelados, fazendo companhia também para seu legítimo inimigo natural, o gato Max-Arthur:
www.youtube.com/watch?v=pUV1oTciznE
Neste outro, Sharky dá uma força a uma iguana na hora em que ela resolve sair da piscina para tomar sol:
www.youtube.com/watch?v=kUmJFFKXIxY
E, para encerrar, temos a dupla Sharky e Max-Arthur banhando levando para passear uma família de pintinhos:
www.youtube.com/watch?v=jOVGIAXGuoQ

domingo, 17 de agosto de 2014

Quer?


E quando fecha o museu? Ela se diverte



Escrever bem é ter o que dizer. E vice-versa

Autor: sergiorodrigues


Cena do filme "Zelig" (1983), de Woody Allen
Cena do filme "Zelig" (1983), de Woody Allen

"Fulano escreve bem, mas não tem o que dizer." Não me lembro onde li essa frase, muito tempo atrás – provavelmente numa resenha ou quem sabe em duas ou três, pois a verdade é que se trata de um semiclichê crítico. Junto com seu autor ou autores, minha memória deixou de registrar também o alvo ou os alvos da diatribe. Foi a frase em si que passou a me assombrar de tempos em tempos em meus primeiros anos de escritor tateante, como se expressasse uma advertência severa e uma verdade terrível.
Então não bastava aprender a escrever? Era preciso também ser possuidor de uma qualidade mais misteriosa, talvez inata, certamente existencial, quem sabe política, que parecia tão fugidia quanto assustadora? Eu acreditava levar jeito para aquela coisa de fazer literatura, sentia que as palavras me mostravam alguma obediência, mas… teria o que dizer? E como uma pessoa que não tem o que dizer descobre, inventa, encomenda, pega emprestado, vai à luta de algo para dizer?
Levou tempo para que eu descobrisse estar diante de uma questão falsa. Saber escrever e ter o que dizer são rigorosamente a mesma coisa, ou melhor, não existe na literatura – ou em arte alguma – a possibilidade de separar "como dizer" e "o que dizer". Ou se tem o pacote completo ou não se tem nada. Mas essa sabedoria ainda estava distante para quem, batendo cabeça entre admirações contraditórias, passava pela fase da imitação.
Enquanto eu tentava tomar posse do estilo deste ou daquele autor admirado, hoje seco feito Hemingway e Hammett, amanhã barroco e rosiano, uma semana às voltas com doudos pontos-e-vírgulas colhidos em Machado, na outra cuspindo gírias e palavrões coletados em João Antônio e Rubem Fonseca, um dia cronista cômico, no outro mais pesado que um Dostoievski de ressaca – enquanto eu brincava assim, com a maior seriedade, era talvez inevitável que me assaltasse de vez em quando uma dúvida aterradora.
Quando a insegurança batia mais forte, eu era dominado pela suspeita de ser um Zelig das letras. A própria facilidade com que mimetizava tantos estilos parecia então uma prova de que eu não tinha "nada a dizer". Dominava o como – os muitos comos! –, mas era tudo oco, casca vazia. E por que não seria? Minha vida era banal, razoavelmente feliz, e naquilo que não era feliz vinha a ser mais banal ainda. Claro que, se um dia eu chegasse a publicar alguma coisa, não faltariam críticos para apontar o vácuo gritante: "Ele escreve bem, mas não tem o que dizer!".
Devo ter perdido um bom punhado de horas de sono com isso. Sim, eu sei: é ridículo. Mas não me parecia ridículo na época e duvido que pareça ridículo hoje a muitos jovens que decidem se aventurar na literatura. Tem se tornado mais arraigada do que nunca a ideia de que a arte é apenas um veículo, entre outros, de significados sociais preexistentes. Em vez de reconhecer seu núcleo irredutível, tratando-a como um valor em si, preferimos admitir que sua linguagem pode até ser sofisticada, para não dizer elitista, mas acreditamos que o que importa mesmo é seu conteúdo, sua "mensagem". E que aquilo que ela diz poderia ser expresso de outras formas – sociológica, política, crítica, panfletária, jornalística, histórica – sem perda de valor. Tal ideia contém o germe da negação da arte, do obscurantismo absoluto, mas cada vez mais tem passado por avançada e chique. O século XX nos conduziu do pântano do esteticismo ao abismo do filistinismo.
Até conselhos bem intencionados como "Escreva sobre o que você conhece bem" e "Viva primeiro, escreva depois" reforçam a ideia de que para escrever literatura que preste é preciso desembarcar nela, como um viajante consumista voltando de Nova York, com uma bagagem recheada de valiosas "mensagens". Tais conselhos podem ter sua utilidade, pois viver é sempre bom, mas artisticamente são furados. Fundam-se na supervalorização de um certo conteúdo – no caso, a experiência vivida – sobre a forma. Ocorre que o conteúdo, pouco importa se vivido, imaginado, sonhado ou lido, só existe através da forma e como expressão dela. Se alguém não sabe escrever, não tem o que dizer, e vice-versa. O quê da literatura é fundamentalmente literário. 
Dr. house

Da série: Minha casa sonhática

minha casa meus vizinhos

Dizer que escrever contos é mais ‘difícil’ é paternalismo

 Autor: sergiorodrigues


Sylvester Stallone e Dolph Lundgren em 'Rocky 4'
Sylvester Stallone e Dolph Lundgren em 'Rocky 4

Você já encontrou a afirmação por aí: "É mais difícil escrever um conto do que um romance". É possível até que a tenha encontrado tantas vezes que já a considere uma daquelas profundas verdades contraintuitivas da existência. Algo como o equivalente literário de "o café da manhã é a principal refeição do dia", falso axioma que também costuma ser repetido sem que se leve em conta a motivação do publicitário que primeiro o imprimiu numa caixa de sucrilhos. Não, a ideia não é sugerir que o conto está para o romance como o café da manhã está para o almoço ou jantar. A questão é mais complexa, como veremos.
Mas vamos começar pela motivação. Talvez a primeira pessoa que afirmou aquilo, seja quem for, tivesse um intuito nobre: combater a percepção popular, leiga e equivocada de que escrever uma história curta é moleza. Machado de Assis, magistral tanto no romance quanto no conto, jamais entrou, que eu saiba, nesse joguinho comparativo furado, mas também se sentiu obrigado a defender a narrativa breve da pecha de facinha: "É gênero difícil a despeito de sua aparente facilidade, e creio que essa mesma aparência lhe faz mal, afastando-se dele os escritores e não lhe dando, penso eu, o público toda a atenção de que ele é muitas vezes credor".
Como apreciador de ambas as extensões narrativas, com dois volumes de contos e três romances publicados, sempre me mantive ao largo da discussão sobre qual delas é mais "difícil" para o escritor. Achava uma perda de tempo. Se trato agora do tema é porque de repente me dei conta do quanto de paternalismo condescendente existe na exaltação da dificuldade suprema do conto. De olhos rútilos, o paladino do Conto Dificílimo, que muitas vezes é um romancista de algum sucesso, quer dizer o seguinte:
Vivemos, mais do que nunca, a era do romance? A narrativa curta é desvalorizada pelo mercado editorial? Vende pouco? Costuma ficar ausente dos grandes prêmios literários, com o Nobel da grande contista canadense Alice Munro funcionando mais como exceção à regra do que como tendência? Ah, tudo bem! Consolem-se, contistas desprezados, porque vocês estão acima de tudo isso. Vocês são os cultores da mais árdua e rarefeita forma de arte que existe nas letras – ou pelo menos na prosa. Na verdade, vocês são os poetas da prosa, e seu dever, como o dos poetas, é continuar cultivando seu canteiro de plantas raras e valiosíssimas mesmo que na feira ninguém queira comprá-las. Mesmo que morram de fome. É o que chamam de sacerdócio. Enquanto isso, com licença, estou indo depositar o cheque do adiantamento que a editora mandou…
Sem a mistificação e o pitaco de orelhada, o que resta da disputa entre conto e romance é uma questão tão absurda quanto esta: "O que é mais difícil, marcar mais de mil gols como Pelé ou correr como Usain Bolt?".
Excluído o delírio, vamos descobrir que a diferença óbvia entre um conto e um romance – a extensão – determina muitas outras, tanto no plano da estrutura quanto no da linguagem, que apresentam para o escritor desafios específicos. É boa e famosa a tirada pugilística de Julio Cortazar ao afirmar que o conto vence o leitor por nocaute e o romance, por pontos. Embora deixe de fora aquele tipo de conto em que o leitor não vai à lona, mas fica grogue por dias a fio, e o romance que, depois de acumular pontos ao longo de trezentas páginas, guarda para o último capítulo um cruzado mortal no queixo, a frase do escritor argentino aponta para algo verdadeiro: a facilidade maior que se possa ter para uma coisa ou outra depende do tipo de talento, do estilo, do temperamento, da inclinação de cada boxeador.
O escritor canadense Greg Hollingshead se estendeu um pouco mais sobre essas diferenças, num interessante ensaio de 1999:
A diferença primária entre o conto e o romance não é a extensão, mas a carga de sentido mais ampla e conceitual que a narrativa longa precisa levar nas costas de página a página, de cena a cena. Não é uma escolha mais frouxa de palavras que torna o romance difuso, é o percurso de longa distância do sentido. Num bom conto o sentido não é tão abstrato, tão portátil, quanto precisa ser no romance. Encontra-se incorporado de forma mais compacta e inefável nos detalhes formais do texto. Uma cena num conto – e pode ser que haja apenas uma – opera com força centrípeta de concentração. Uma cena num romance gasta boa parte de sua energia olhando não apenas para a frente e para trás no texto, mas também para os lados, para fora do texto, em direção ao mundo material, àquele conjunto de pressupostos considerados como vida comum. Essa energia é centrífuga, aberta, e não busca se enovelar no próprio eixo. (…) Enquanto o conto, como a poesia, quer concentrar o tempo, o romance, parecendo-se mais com a História e sendo a mais secular das formas, quer sobreviver a ele.
Aí vai então uma tentativa de resumir o embate: se no conto cada palavra tem um peso específico maior, o que o aproxima do discurso poético e exige do autor um trabalho mais meticuloso de ourivesaria, é o romance, inclusive por ser um gênero mais tolerante a eventuais barrigas, sobras, sujeiras, que reproduz melhor com sua estrutura abrangente a polifonia e a bagunça moral da vida.
No fim das contas, já que insistem nessa onda comparativa, acho importante dizer que difícil mesmo é escrever qualquer coisa que preste, seja de que tamanho for, mas escrever um conto ruim é sem dúvida muito mais fácil – leva menos tempo – do que escrever um romance ruim. (Mas quem quer escrever algo ruim?) Também me parece possível escrever um bom conto, digamos, no susto, acidentalmente, porque um efeito literário poderoso pode ser encontrado por acaso, e basta um para fazer uma narrativa curta – a parte chata é que a sorte pura é rara e, tendo ocorrido uma vez, dificilmente baterá de novo na mesma porta. Já escrever por acidente um bom romance, com sua sinfonia de efeitos encadeados, é praticamente impossível.
Do ponto de vista do escritor indeciso entre os dois campos, acho que a grande sabedoria está no humor com que o americano T.C. Boyle respondeu a uma enquete sobre o tema proposta pelo Huffington Post em 2010:
O prazer do conto é que você pode reagir ao momento, a eventos do momento. A desvantagem é que, depois que termina um conto, você precisa escrever outro, mesmo que se veja destituído de talento ou ideias. O prazer do romance é que você sabe o que vai fazer amanhã. O horror do romance, contudo, é que você sabe o que vai fazer amanhã.




Frases e Citações de Woody Allen

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Frases e Citações de Roberto Campos

Bolsa Família: voto de cabresto e terrorismo eleitoral


Feed: Rodrigo Constantino - VEJA.com
Data de Postagem: domingo, 17 de agosto de 2014 11:18
Autor: rconstantino



Deu na Veja: Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil (por Gabriel Castro e Laryssa Borges):

Um eleitorado de 40 milhões de pessoas é influenciado pelo programa, que, especialmente no Nordeste, se tornou uma arma eleitoral incomparável
"Quem de vocês aqui gosta do Bolsa Família levanta a mão?", brada ao microfone, do alto de um palanque improvisado, o senador Lobão Filho, candidato do PMDB ao governo do Maranhão, na pequena cidade de Barra do Corda (85.000 habitantes). A plateia reagiu imediatamente com os braços estendidos. O candidato continuou: "Isso me preocupa, porque os nossos adversários estão unidos a Aécio Neves, que já disse em todos os jornais e todas as emissoras de TV que é contra o Bolsa Família".
Filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que orbita o petismo como representante de José Sarney há anos, o candidato peemedebista convive com Aécio Neves no Senado. Os dois são colegas. O peemedebista sabe que o tucano nunca se opôs ao programa – pelo contrário, é de Aécio a proposta para transformar o programa em política permanente de Estado. Mas, nos grotões do Brasil, Lobão Filho utiliza um discurso convenientemente falso. Mesmo um candidato ligado à oligarquia recorre ao discurso de que os seus concorrentes são inimigos do povo por causa de uma oposição fictícia ao programa.
[...]
"Não me interessa saber quem são os outros candidatos", declara Claudilene Melo, que trabalha como doméstica mas também recebe o Bolsa Família.
O cenário eleitoral deve acentuar a importância do Bolsa Família para a candidatura de Dilma Rousseff. A trágica morte do candidato Eduardo Campos e a possível entrada de Marina Silva na disputa devem acentuar, por um lado, a vantagem de Dilma no Nordeste (onde Campos era mais popular) e, por outro lado, tirar votos da petista nas grandes cidades (onde Marina tem um eleitorado mais forte). Como consequência, a tendência é que o PT se encastele ainda mais no Nordeste, onde estão 52% dos beneficiados pelo Bolsa Família (a região tem apenas 27,7% da população brasileira).
[...]
Independentemente da postura dos adversários de Dilma Rousseff, a maior parte dos eleitores que recebem o Bolsa Família não arrisca apoiar aquilo que veem como uma aposta duvidosa. Para o jogo democrático, o efeito é desastroso. Se o único critério na escolha do candidato é o Bolsa Família, o eleitor vota sem levar em conta outros temas essenciais, como as políticas para saúde, segurança e o combate à corrupção. "É como se nós tivéssemos voltando para o século XIX, com os currais eleitorais fechados", diz o professor José Matias-Pereira, da UnB.
Como o número de beneficiários do Bolsa Família cresce continuamente, é cada vez maior o contingente de eleitores que escolhe seu candidato presidencial apenas com base no receio de perder o pagamento mensal. "O coronel local está sendo substituído pelo coronel federal. Mas o padrão é o mesmo: o modelo patrimonialista onde indivíduo usa os bens do estado para se beneficiar politica ou em benefício próprio", afirma o professor da UnB.

O que mais posso comentar? Voltamos ao velho voto de cabresto. O PT comprou todos que estavam à venda, explorou de forma demagógica e populista nossa miséria, como fez Chávez na Venezuela. É um partido que faz muito mal ao país, à democracia.
Em todo lugar que vou, não vejo um só defensor do PT ou de Dilma. Todos sumiram! Ela tem até receio de andar pelas ruas do país, por motivos óbvios: nunca antes na história deste país se viu tanta rejeição a um candidato que, pasmem!, lidera as pesquisas eleitorais. Onde estão esses eleitores?
Eis a resposta: a imensa maioria está no nordeste, recebendo esmolas sob ameaças de que elas irão cessar caso outro candidato seja eleito. Chama-se terrorismo eleitoral e compra de votos. Por isso Aécio Neves já deixou claro que pretende transformar o Bolsa Família em programa de Estado, não de governo. Justamente para impedir esse claro abuso da máquina estatal para fins partidários.
O PT, após tantas décadas de discurso de luta de classes, finalmente conseguiu segregar o Brasil, parti-lo ao meio: de um lado, aqueles que ganham para não trabalhar; do outro, aqueles que trabalham para pagar a conta.
Rodrigo Constantino


Frases e Citações de Schopenhauer

Pontilhismo: Técnica, criatividade e Paciência


Autor: Augusto Nunes 
PEDRO COSTA
Vistas à distância, as telas do ilustrador americano Miguel Endara parecem meras fotografias em preto e branco. Só de perto é possível captar com os olhos a magia visual que demora cerca de 200 horas para ficar pronta. Miguel é um craque do pontilhismo, técnica derivada do impressionismo, e utiliza apenas caneta com tinta preta em papel branco. Ele chega a fazer quatro pontos em um um segundo, com precisão e nitidez impressionantes. O vídeo que completa a sequência de desenhos registra o processo de produção da obra "Hero", que retrata o pai do artista.
Hero, 2011
Hero, 2011
Hero, 2011
Hero, 2011
Hero, 2011
Hero, 2011
Bejaman Kyle, 2012
Bejaman Kyle, 2012
Bejaman Kyle, 2012
Bejaman Kyle, 2012
Musical Composition, 2007
Musical Composition, 2007
Musical Composition, 2007
Musical Composition, 2007
Lyly with a Peal Earring, 2010
Lyly with a Peal Earring, 2010
Lyly with a Pearl Earring, 2010
Lyly with a Pearl Earring, 2010
Legacy, 2006
Legacy, 2006
Legacy, 2006
Legacy, 2006
Capricho Árabe, 2009
Capricho Árabe, 2009
Capricho Árabe, 2009
Capricho Árabe, 2009
Ash, 2008
Ash, 2008
Ash, 2008
Ash, 2008
Wake Me, 2007
Wake Me, 2007
Wake Me, 2007
Wake Me, 2007

The Making of "Hero" from Miguel Endara on Vimeo.

sábado, 16 de agosto de 2014


schopenhauer

Escrever e coçar é só começar?

Autor: sergiorodrigues 
Tolstoi, o preferido dos leitores deste blog
Tolstoi, o preferido dos leitores
Durante muito tempo, mantive neste blog uma seção chamada Começos Inesquecíveis, dedicada a aberturas especialmente brilhantes – sobretudo de romances, embora um ou outro conto tenha comparecido também. (Um desses começos, aliás, faz coro com as palavras iniciais deste post: "Durante muito tempo, costumava deitar-me cedo", escreveu Marcel Proust na primeira linha de "No caminho de Swann".)
A seção não tinha dia fixo, mas era atualizada com grande frequência por exigência dos próprios leitores, que a transformaram na mais visitada do Todoprosa. Nunca parei para contar, mas imagino que no fim das contas o número de começos contemplados se aproximasse da casa dos três dígitos.
A popularidade dos grandes começos da literatura é um tema curioso. Parece existir em nós, leitores, e principalmente nos leitores que também escrevem ou gostariam de escrever, uma crença irracional no poder mágico das palavras de abertura de um livro. Como se elas já contivessem em miniatura tudo o que importa saber, um certo espírito geral da obra. Como se, acertando no começo, o resto viesse naturalmente ao autor.
A realidade é mais complicada do que isso. Um bom início tem a responsabilidade de introduzir um certo tom, uma certa voz, e o desafio nada banal de fazer o leitor seguir em frente. Com perdão da obviedade, porém, vale lembrar que, se uma narrativa deve começar bem, não é menos importante que continue bem e termine bem. Continuar, sobretudo, é um verbo que geralmente parece não ter fim quando se escreve um romance – e às vezes não tem mesmo. O que talvez seja outra razão para o sucesso de público dos começos: escrever uma boa abertura parece estar ao alcance de todos, mesmo quando ela não conduz a lugar algum. (Com esta ideia, a de uma sucessão de começos, Italo Calvino escreveu o fabuloso "Se um viajante numa noite de inverno".)
A intensa participação dos leitores me levou a instituir, em agosto e setembro de 2009, um concurso para escolher pelo voto direto o melhor entre todos os Começos Inesquecíveis que tinham aparecido no blog até então. A pré-seleção foi minha: montei três grupos de oito, e os dois mais votados de cada um foram para a final. (Os vinte e quatro concorrentes podem ser lidos aqui, aqui e aqui.) Centenas de votos depois, a lista dos finalistas – que não incluía alguns dos meus favoritos, paciência – era a seguinte:

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. (Vladimir Nabokov, "Lolita".)

Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: "Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames". Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. (Albert Camus, "O estrangeiro".)

Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira. (Leon Tolstoi, "Ana Karenina".)

Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. (Guimarães Rosa, "Grande sertão: veredas".)

Chamem-me Ismael. Alguns anos atrás – não importa precisamente quantos – tendo pouco ou nenhum dinheiro na bolsa, e nada que me interessasse particularmente em terra firme, decidi navegar um pouco por aí e ver a parte aquosa do mundo. É um jeito que tenho de espantar a melancolia e regular a circulação do sangue. (Herman Melville, "Moby Dick".)

Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. (Fiodor Dostoievski, "Memórias do subterrâneo".)

O campeão foi Tolstoi, seguido por Nabokov e Camus.




Frases e Citações de Diogo Mainardi



Frases e Citações de Schopenhauer

Vídeo histórico, para fanáticos pelo espaço: compilação de TODOS os lançamentos de ônibus espaciais da NASA ao longo de 30 anos

Autor: ricardosetti


(Foto: NASA)
Em 12 de abril de 1981, foi lançado pela primeira vez um ônibus espacial — nave capaz de ir ao espaço e voltar aterrissando — da NASA, o Columbia (Foto: NASA)
Um usuário do YouTube chamado lunarmodule5 deu um presente para os aficionados pelo espaço: um vídeo de 1h44 que mostra todos os 135 lançamentos de ônibus espaciais da NASA, a agência espacial americana.
Em operação entre 1981 e 2011, o programa de ônibus espaciais transportou 355 pessoas — astronautas propriamente ditos, cientistas, engenheiros, médicos e biólogos, entre outros especialistas.
Após 30 anos, o último veículo da NASA, o Atlantis, foi aposentado e colocado em exposição no museu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Para os amantes da ciência, é um prato cheio.
Confiram:
www.youtube.com/watch?v=Em-Krwbn25A