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O hiperrealismo é uma técnica de pintura que procura fazer parecer real uma ilusão, ou, nas palavras do hiperrealista Simon Hennessey: "Minhas pinturas são vistas como um reflexo da realidade, mas na verdade a obra de arte transcende a sua própria abstração da realidade. Com o uso de uma câmera como uma fonte visual para a pintura, eu sou capaz de criar falsas ilusões que são julgados como a nossa própria realidade. Confira alguns trabalhos deste e outros hiperrealistas: Simon Hennessey O jovem inglês Simon Hennessey vem expondo seus closes mais que reais, sua especialidade, desde 2003. - - Hilo Chen - - - Istvan Nyari O artista de Budapeste, na Hungria, ultrapassa o conceito de hiperrealismo, trazendo para a realidade a fantasia e o surreal. - - Linnea Strid A artista sueca busca inspiração na água como elemento e nas emoções humanas. - Diego Gravinese O argentino Diego traz à vida temas criativos, sem utilizar photosohp. - - - Roberto Bernardi Nascido em Todi, na Itália, Roberto Bernardi. - - - Richard Estes Americano de Ilinois, Richard Estes é considerado um dos fundadores do movimento hiperrealista, iniciando nos 1960. - - - Doug Bloodworth Obra do norte-americano Doug Bloodworth. - - - Pedro Campos Apesar do nome, Pedro Campos não é brasileiro, é espanhol, de Madrid, e mora em Nova Iorque. - - Leia também: A nudez feminina, a intimidade, a água — na pintura hiperrealista da americana Alyssa Monks Acredite se quiser: NADA do que você vai ver agora são fotos O que faz a foto de uma mulher nua sobre um pedestal, num blog de respeito como este? Nudez, sexo, ousadia nos quadros hiperrealistas do americano Terry Rodgers Ela própria — nua –, solidão, doces e frutas: a pintura hiperrealista de Lee Price São fotografias em preto e branco? Não, são pinturas. Confira Parece real, muuuuuito real — mas são apenas esculturas (do site de Ricardo Setti/Veja) |
sábado, 16 de agosto de 2014
Pintura hiperrealista: o 'absurdo' em tinta, pincel e tela
Criativos truques surrealistas do fotógrafo espanhol Chema Madoz
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"Sabemos que nos encontramos em um mundo de objetos (ainda) impossíveis: puros demais para suportar a suja realidade". Assim, com uma necessária perspectiva filosófica, é apresentada a obra do fotógrafo espanhol Chema Madoz em seu site oficial. De fato, basta uma rápida olhada em sua vasta obra para se entender a que se refere a frase. Com 15 livros publicados e uma carreira de três décadas, este madrileno nascido em 1958 gosta de "perverter" os objetos e recombiná-los, de forma a emular uma imagem identificável. A técnica, utilizada com enorme criatividade e aliada à estética preto e branco, dá ao trabalho um tom surrealista moderno, sempre instigante e surpreendente. Atualmente, Chema Madoz está expondo no prestigiado festival Les Rencontres, em Arles, França. |
Fidel Castro e sua inacreditável ilha particular (que não é Cuba)
PARAÍSO SECRETO — Localizada a 15 quilômetros do litoral sul de Cuba, Cayo Piedra é, desde a década de 60, o refúgio particular e preferido de Fidel Castro (Foto: Reprodução/VEJA)
Revelado o segredo dos altos índices de desenvolvimento humano em Cuba. Eles devem estar sendo medidos na ilha privativa de Fidel Castro, um paraíso nababesco Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA Cultuado pelos partidos de esquerda do Brasil e da América Latina, Fidel Castro vende com facilidade a falsa imagem do revolucionário despojado, metido antes em farda de campanha e, agora, na decrepitude, em agasalhos esportivos Adidas que ganha de presente da marca alemã. Inúmeros relatos de pessoas que privaram da intimidade de Fidel haviam arranhado a aura de asceta do ditador cubano. Sabia-se que ele manda fazer suas botas de couro, sob medida, na Itália; que tem um iate e um jato particulares; come do bom e do melhor – enfim, nada diferente da vida luxuosa levada, em despudorado contraste com a miséria do povo, por tantos ditadores de todos os matizes ideológicos no decorrer da história. Mas, como manda o manual do esquerdismo latino-americano, que nunca conseguiu se afastar do culto ao caudilhismo populista, se a realidade sobre Fidel desmentir a lenda, que prevaleça a lenda. Assim, a farsa sobrevive. Assim, as novas gerações vão sendo ludibriadas. Resta ver se a farsa vai resistir às revelações sobre a corte de Fidel que aparecem na autobiografia de um ex-guarda-costas do ditador, Juan Reinaldo Sánchez. O livro, que está chegando às livrarias brasileiras no fim de junho com o título A Vida Secreta de Fidel (Editora Paralela), revela excentricidades que seriam aberrantes mesmo para um bilionário capitalista. Algum rentista de Wall Street tem uma criação particular de golfinhos destinados unicamente a entreter os netos? Fidel tem. Os líderes das empresas mais valorizadas do mundo, Google e Apple, que valem centenas de bilhões de dólares, são donos de ilhas particulares secretas, vigiadas por guarnições militares e protegidas por baterias antiaéreas?
Com um total de 1,5 quilômetro de extensão, as duas ilhotas têm uma estrutura luxuosa e recebem exclusivamente familiares e amigos íntimos do ditador (Foto: Reprodução/VEJA)
O que o ex-guarda-costas revela em detalhes é a existência de uma ilha ao sul de Cuba onde Fidel Castro fica boa parte do seu tempo livre desde a década de 60. Nada mais condizente com uma dinastia absolutista do que uma ilha paradisíaca de usufruto exclusivo da família real dos Castro. Juan Reinaldo Sánchez narra a liturgia diária do séquito de provadores oficiais que experimentam cada prato de comida e cada garrafa de vinho que chegam à mesa do soberano para garantir que não estejam envenenados. "A vida inteira Fidel repetiu que não possuía nenhum patrimônio além de uma modesta cabana de pescador em algum ponto da costa", escreve Sánchez no seu livro. A modesta cabana de Fidel é uma imensa casa de veraneio de 300 metros quadrados plantada em Cayo Piedra, ilha situada a 15 quilômetros da Baía dos Porcos, no mar caribenho do sul de Cuba. Quando Fidel conheceu Cayo Piedra, logo depois do triunfo de sua revolução de 1959, o lugar lhe pareceu o refúgio ideal para alguém decidido a nunca mais deixar o poder. Eram duas ilhotas desertas sobre um banco de areia com uma rica fauna marinha. Condições excelentes para a caça submarina, um dos passatempos do soberano resignatário de Cuba. Muito se especulava sobre a existência do resort de Fidel, mas sua localização só se tornou conhecida agora, depois da publicação do livro de Sánchez. O escritor colombiano Gabriel García Márquez, falecido recentemente, frequentava esse refúgio e, claro, nunca revelou o segredinho do amigo Fidel. As coordenadas da casa principal de Cayo Piedra são: latitude 21°57¿52.06″N e longitude 81°7¿4.09″O. Além dela, o paraíso caribenho de areias branquinhas e mar transparente foi equipado com alojamento para a guarda pessoal, casa de criados, estação de geração de energia, baterias antiaéreas, um viveiro de tartarugas (Fidel as adora numa sopa), uma casa de hóspedes de 1 000 metros quadrados, piscina semiolímpica e um delfinário – que podemos apelidar, por que não, de a "Sea World do castrismo". Um lazer obsceno, quando se sabe que os cubanos não têm recursos para frequentar praias, reservadas aos turistas estrangeiros e seus dólares. Quando vão à praia, é para tentar um bico como guia ou se prostituir. Em Cayo Piedra há também um heliporto, que serve apenas para o recebimento de suprimentos e para uma eventual emergência. Segundo Sánchez, Fidel só viajava para a ilha a bordo de seu iate – pelo menos até o seu câncer no intestino se agravar, em 2006. O Aquarama II é uma versão melhorada e ampliada de uma embarcação que ele confiscou de um milionário local depois de derrubar o governo de Fulgencio Batista, em 1959. Construído nos anos 70, o iate de Fidel tem 27,5 metros de comprimento e leitos para dezesseis pessoas, as mais privilegiadas no conforto de duas suítes. O interior é revestido de madeiras nobres de Angola e há quatro motores – presentes do então líder soviético Leonid Brejnev – capazes de desenvolver a velocidade de 78 quilômetros por hora. No salão principal estão seis poltronas de couro negro. Uma delas, a maior, era exclusiva de Fidel. Ele costumava passar os 45 minutos da viagem bebendo uísque da marca Chivas Regal, o seu preferido, com gelo.
OSTENTAÇÃO — Fidel, em 1988, com o guarda-costas Juan Reinaldo, autor do livro devastador sobre o luxuoso estilo de vida do ditador socialista, ídolo do PT (Foto: SIPA Press)
A residência de Fidel em Havana é uma casa de dois pavimentos com área construída de cerca de 1 200 metros quadrados e situada no centro de uma propriedade de 30 hectares, o equivalente a 36 campos de futebol. Conhecida como Ponto Zero, a área concentra ainda um conjunto de mansões onde vivem alguns de seus filhos. Há casas de hóspedes, academia de ginástica, piscina, lavanderia industrial e até uma sorveteria exclusiva para a família Castro. As ruas dos arredores são inacessíveis para qualquer outro morador da cidade. O sítio urbano e cercado por muralhas de Fidel também tem um pomar, uma horta orgânica, um galinheiro e um curral. O ditador é obcecado por suas vacas. No período em que Sánchez frequentou sua casa, cada integrante da família bebia o leite de uma vaca específica. A do ditador era a de número 5, o mesmo da camisa de basquete que ele usava na juventude. Fidel dizia que o leite de cada vaca tinha um nível de acidez e que, depois de muitos testes e cruzamentos genéticos, ele havia encontrado o sabor de leite ideal para cada um dos cinco filhos que teve com Dalia del Valle, sua segunda mulher, com quem vive até hoje. (No total, Fidel tem nove filhos, incluindo um do primeiro casamento e três de relações extraconjugais.) A farra das vacas leiteiras de Fidel é um acinte em um país em que apenas crianças de até 7 anos têm acesso garantido ao leite, e ainda assim limitado a 1 litro por dia. Houve um tempo, conta o seu ex-segurança, em que Fidel guardava suas preciosas vacas na mesma casa em que morava uma de suas amantes, a revolucionária de primeira hora Celia Sánchez, no bairro de Vedado, um dos melhorzinhos de Havana. Celia, falecida em 1980, ocupava o 4º e último andar de um dos melhores imóveis da quadra. No 3º andar, ficavam quatro vacas, que foram alçadas ao estábulo especial por meio de guindastes. Elas tinham em seus aposentos mais espaço do que a maioria dos seres humanos da capital, onde é comum que duas ou mais famílias sejam obrigadas a dividir um apartamento no qual deveria caber apenas um casal com dois filhos. A relação obsessiva de Fidel com as vacas limita-se, aparentemente, à produção de leite. Uma delas, que chegou a figurar no Guinness por produzir 109 litros de leite em um único dia, está exposta no Museu da Revolução. Empalhada. À mesa, o ditador preferia peixe, lagosta, presunto espanhol e ovelha, enquanto os seus súditos se consideram afortunados quando têm carne de porco e, ainda mais raramente, de frango para comer. Frutos do mar, para os cubanos, só em restaurantes turísticos e ao custo de um salário mensal. Não é difícil encontrar em Havana adultos que nunca comeram um bife de boi ou um assado de ovelha na vida. Pelo menos eles não convivem com a paranoia de morrer envenenado, como ocorre com Fidel, que exige que cada prato feito por seus dois chefs particulares seja provado antes por um funcionário ou pelo guarda-costas. Suas roupas, depois de lavadas e passadas, são submetidas a um teste de detecção de radiação. Com o fim dos repasses de dinheiro da União Soviética para Cuba, no início da década de 90, conta o ex-guarda-costas, Fidel organizou um esquema de venda no mercado negro de diamantes contrabandeados de áreas de conflito na África e passou a vender serviços a traficantes colombianos. "Para Fidel, o narcotráfico era uma arma de luta revolucionária antes de ser um meio de enriquecimento ilícito", escreveu Sánchez, que trabalhou com Fidel entre 1977 e 1994. Ele foi demitido depois que o seu irmão fugiu de balsa para os Estados Unidos. Para Fidel, era inadmissível ter ao seu lado alguém que não previu que dentro de sua família havia "traidores da revolução". Sánchez foi preso. Depois de dois anos na cadeia, passou uma década tentando fugir do país. Conseguiu em 2008, e levou consigo alguns segredos de Fidel. |
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
O queixo de Campos no queixo de seus filhos
Feed: Reinaldo Azevedo | VEJA.com
Data de Postagem: quinta-feira, 14 de agosto de 2014 07:01
Assunto: O queixo de Campos no queixo de seus filhos
Data de Postagem: quinta-feira, 14 de agosto de 2014 07:01
Assunto: O queixo de Campos no queixo de seus filhos
Circula na Internet um vídeo que os filhos de Eduardo Campos fizeram em homenagem a seu aniversário. Havia completado 49 anos no dia 10 deste mês. Se tem marqueteiro por trás, isso não sei. Talvez sim. Mas não importa. Há ali espontaneidade, felicidade, alegria de viver genuínas. E se percebe como o caçula, Miguel, é uma criança amada. Vejam.
Campos, tudo indica, era um pai amoroso. "E daí, Reinaldo? Isso não diz nada!" Sim, pais ausentes também podem ser bons governantes, tanto quanto há os extremosos incompetentes. Parece-me que ele conseguia ter uma família de verdade mesmo sendo obcecado pelo jogo político. E isso é uma sabedoria. E, não há como ignorar, deixou, como diria Drummond, um pouco de seu queixo no queixo de seus filhos. E eu me comovo sinceramente ao vê-los.
Admirei especialmente Eduardo Campos quando nasceu o menino Miguel, portador de Síndrome de Down. Nem se fez proselitismo nem se procurou esconder o fato. Viu-se tão-somente a imagem de uma criança amada. E essa ainda é a principal carência de milhões de crianças mundo afora.
Que Deus o tenha em bom lugar e conforte sua família!
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Essas mulheres e seus instrumentos!
https://www.youtube.com/embed/BKezUd_xw20?rel=0
e... Adiós Nonino (Piazzola)
https://www.youtube.com/watch?v=tABGeAcga-M
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e... Adiós Nonino (Piazzola)
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Mais sexo?
"Meus livros não são uma democracia." |
Oliver: ‘Morrer de Brasil’
Eles morreram de Brasil.
| VLADY OLIVER Há quase trinta anos me lembro de ter chorado diante do monitor de tevê. Antonio Britto acabava de anunciar a morte do Dr. Tancredo Neves. Recebi aquela notícia num misto de desesperança e abandono cívico. Muitos não entendiam a extensão de minha tristeza. Era como se o país pretendido e desenhado por ele fugisse das mãos, esvaindo-se entre os dedos. Lembro-me, depois das primeiras manifestações de todo o entorno político da época, de ter perguntado à minha mãe: "Está vendo este quase garoto aqui?" Disse isso apontando para o discursante efusivo e emocionado na telinha. "Pois guarde bem este nome que um dia ele será o presidente do Brasil. Referia-me a Aécio Neves. Pois bem; o tempo passou. Com ele se foram as presidências, vieram Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma; morreram o cruzeiro, o cruzado, Ulysses, Teotônio, Covas, Guel Arraes e o próprio Britto. Nasceram o Plano Real e as lideranças populistas. Morreram também a decência e a dignidade de um país que prometia mais que o rombudismo em que ora vivemos. Morreram a oposição, os opositores e o discurso oposicionista. Nem sei mais dizer por que, naquele arroubo de emoção e tristeza, via naquele político ainda tão jovem e longe da trajetória de um grande estadista as características necessárias para presidir um país tão distante como aquele que ainda amávamos e conhecíamos. Pois é. Hoje, ao ligar a tevê tantos anos depois, eu me deparo com a morte súbita e trágica de Eduardo Campos. E volto a sentir aquela mesma sensação de abandono e desesperança que tive, trinta anos atrás. Nem era seu eleitor, mas me pergunto: por que o Brasil é assim, fadado a naufragar sempre que a república insiste em prevalecer? Por que perde seus líderes e representantes tão antes do tempo? Muitos verão uma conspiração por trás dessas mortes. Também vejo, mas é de outra origem e substância. Ninguém abateu o avião de Campos, assim como ninguém matou Tancredo Neves. Eles morreram de um misto de improvisação, indolência, falta de planejamento e gestão de crises que os invadiu e que assola o país desde que me conheço por gente. Eles morreram de Brasil. |
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Como ainda é inexperiente quem supõe que, ao mostrar espírito e intelecto, recorre a um meio seguro para fazer-se benquisto em sociedade!
Na verdade, na maioria
das pessoas, tais qualidades despertam ódio e rancor, que serão tão mais
amargos quanto quem os sentir não tiver o direito de externar o motivo,
chegando até a dissimulá-lo para si mesmo. Isso acontece da seguinte forma:
se alguém nota e sente
uma grande superioridade intelectual naquele com quem fala, então conclui
tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá
a sua inferioridade e a sua limitação.
Essa conclusão
desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.
Mostrar espírito e
entendimento é uma maneira indireta de repreender nos outros a sua incapacidade
e estupidez. Ademais, o indivíduo comum revolta-se ao avistar o seu oposto,
sendo a inveja o seu instigador secreto. A satisfação da vaidade é, como se
pode ver diariamente, um prazer que as pessoas colocam acima de qualquer outro,
mas que só é possível por intermédio da comparação delas próprias com os
demais.
No entanto, nenhum
mérito torna o homem mais orgulhoso do que o intelectual: só neste repousa a
sua superioridade em relação aos animais. Exibir superioridade decisiva nesse
domínio, e ainda por cima diante de testemunhas é, portanto, a maior ousadia. O
opositor sente-se desafiado por tal conduta a praticar vingança e, na maioria
das vezes, procurará uma oportunidade para a exercer pela ofensa, passando
então do domínio da inteligência para o da vontade, no qual somos todos iguais.
Enquanto a posição
social e a riqueza podem contar sempre com a alta consideração na sociedade, os
méritos intelectuais nunca devem esperar por ela. Nos casos mais favoráveis,
serão ignorados; senão, serão vistos como uma espécie de impertinência ou como
um bem, que o seu possuidor adquiriu ilicitamente e ainda se atreve a
jactar-se.
Eis porque cada um se
propõe, em segredo, a humilhá-lo de outra forma, esperando apenas a
oportunidade mais propícia para o fazer.
Mesmo o comportamento
mais humilde terá muita dificuldade em conseguir o perdão para a sua
superioridade intelectual.
Arthur Schopenhauer/MAF
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