quinta-feira, 19 de junho de 2008

Seção: copy+Paste!: direitos

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.
Preâmbulo:
Considerando que todo o animal possui direitos;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,
Proclama-se o seguinte:
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º
1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais
3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.
Artigo 3º
1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º
1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º
1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º
1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo 7º
Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º
1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º
Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º
1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º
Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º
1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º
1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.
2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º
1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

seção: copy+paste! Frases: livros


"O sucesso de muitos livros deve-se à afinidade entre a mediocridade das idéias do escritor e as do público" (Nicolas Chamfort)

"Um país se faz com homens e livros" (Monteiro Lobato)

"Como os santuários e os outros locais de encontros sagrados, as livrarias são artefatos essenciais à natureza humana" (Jason Epstein)

"Organizar bibliotecas é exercer, de modo silencioso, a arte da crítica" (Jorge Luis Borges)

"Um livro pode ser o machado que quebra o mar gelado em nós" (Franz Kafka)

"Agora livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve." (Paul Verlaine)

"Um livro é uma janela pela qual nos evadimos." (Julien Green)

"Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma." (Fernando Pessoa)

"Se um livro é mau, nada o pode desculpar; sendo bom, nem todos os reis o conseguem esmagar." (Voltaire)

"Uns livros lêem-se na cozinha, outros no salão. Um livro verdadeiramente bom, lê-se em toda parte." (Thomas C. Haliburton)

"A literatura é sempre uma expedição à verdade" (Franz Kafka)

"A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil e o escrever dá-lhe precisão" (Francis Bacon)

"Para escrever só existem duas regras: ter algo a dizer e dizê-lo" (Oscar Wilde)

"Um verdadeiro escritor escreve pela fatalidade que leva o pinto a quebrar a bicadas a casca de um ovo..." (Érico Veríssimo)

"Escrevo porque não sou feliz. É uma maneira de lutar contra a infelicidade..." (Mario Vargas Llosa)

"Se ao lado da biblioteca houver um jardim, nada faltará." Marcus Tullius (Cicero)

"Ler é pensar com a cabeça dos outros." (Arthur Schopenhauer)

"O livro é lido para eternizar a memória." (Jorge Luis Borges)

"Um bom livro é aquele que se abre com expectativa e se fecha com proveito." (Louisa May Alcott)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Câmera Digital de Mineiro

Um mineiro comprou uma câmera digital e levou para seu sítio.
Chegando lá, mostrou aquela novidade para todos.
Nunca ninguém tinha visto algo igual e ele diz:
- 'Pessoar, todo mundo pra-per-da-cerca-di-arami farpado ali, pra-modi-quê vô tirá umas foto docêis'.
Ele então programou o temporizador e correu pra junto de todos.
Nessa, quando os outros o viram correr na direção deles, saíram correndo, atravessando acerca de arame farpado, rasgando-se todos.
Então ele pergunta: - 'O qué qui aconteceu, uai?'
E sua tia, com as duas orelhas penduradas, respondeu:
- 'Se ocê qui cunhece esse trem ficou cum medo, imagina nóis qui num cunhece'.

Não me pertence mais!

'3HORS' Óleo sobre tela: 20X40

domingo, 15 de junho de 2008

Pegadinhas de nosso idioma...

De: Presidente/ Para: Diretor
Na próxima segunda-feira, aproximadamente às 20:00 horas, o cometa Halley passará por aqui. Trata-se de um evento que ocorre somente a cada 76 anos.Peço que os funcionários sejam reunidos no pátio da fábrica, todos usando Capacetes de segurança, e eu explicarei o fenômeno a eles. Se estiver chovendo, não poderemos ver o raro espetáculo a olho nu, e todos deverão se dirigir ao refeitório onde será exibido um filme documentário Sobre o cometa Halley.
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De: Diretor/Para: Gerentes
Por ordem do Presidente, na sexta-feira às 20:00 horas, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica.Se chover, os funcionários deverão ser reunidos, todos com capacete De segurança, e encaminhados ao refeitório, onde o raro fenômeno aparecerá, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.
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De: Gerentes/ Para: Chefe de Produção
A convite do nosso querido Diretor o cientista Halley de 76 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica, usando capacete, pois vai ser Apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O Diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.
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De: Chefe de Produção/Para: Supervisor de Turnos
Na sexta-feira às 20:00 horas, o Diretor, pela primeira vez em 76 Anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica para filmar o Halley, o cientista famoso e sua equipe. Todo mundo deverá estar de capacete, Pois vai ser apresentado um show sobre a segurança na chuva. O Diretor levará a banda para o pátio da fábrica.
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De: Supervisor de Turnos/Para: Escriba do Aviso
Todo mundo nu, sem exceção, deve estar no pátio da fábrica, na próxima sexta-feira, às 20:00 horas, pois o presidente e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme 'Dançando na Chuva'. Todo mundo no refeitório de capacete.
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Do escriba de Aviso em Aviso para todos:
Na sexta-feira, o chefe vai fazer 76 anos e liberou geral para a Festa às 20:00 no refeitório. Vão estar lá, pagos pelo manda-chuva, 'Bill Halley e seus Cometas'.O chefe quer todo mundo nu e de capacete, pois a banda é muito louca e o rock vai rolar solto, mesmo com chuva.

Recém lançado: literatura


Fantasma Sai de Cena, de Philip Roth, fala de velhice e da proximidade da morte

Daniel Galera

Mais ou menos na metade de Fantasma Sai de Cena há uma passagem antológica, um parágrafo que pode ser visto como eixo para todo o romance. Nele, Philip Roth refere-se à ficção literária como uma amplificação efêmera do quociente de dor que nos cabe na vida, porém observa: 'Para umas poucas , muito poucas, essa amplificação, que brota do nada, insegura, constitui a única confirmação, e a vida não vivida, especulada, traçada no papel impresso, é a vida cujo significado acaba sendo mais importante.'

Vinda de um autor grandioso com a obra alicerçada em alter egos, a declaração de que a ficção importa mais que a vida é difícil de ser ignorada, sobretudo quando quem a enuncia é Nathan Zuckerman, o maior 'outro eu' de Roth, que, supostamente, se despede para sempre nesse volume.

O livro não se resume, é claro, a essa defesa do valor intrínseco da ficção. Numa narrativa sucinta e vigorosa, ressurgem aqui diversos temas caros ao autor, como a proximidade da morte, os reflexos da situação política e histórica na vida privada dos americanos e, sobretudo, o combate das paixões - acima de todas o desejo sexual - com as forças superiores que tentam abafá-las. A partir do esplêndido O Teatro de Sabbath (1995), seus protagonistas cerceados pela religião, pelos vínculos familiares, pela moral e pelos bons costumes ganharam um novo oponente, certamente o mais implacável de todos: a velhice.

A satisfação dos desejos, por mais transitória e ambígua que fosse, ainda era a desforra de personagens idosos como Mickey Sabbath, o Coleman Silk de A Marca Humana (2000) e o David Kepesh de O Animal Agonizante (2001). Para o Zuckerman de Fantasma Sai de Cena, porém, o cerco se fecha: a extração de uma próstata cancerosa o deixou não apenas incontinente, mas também impotente.

Não é indispensável conhecer as peripécias anteriores de Zuckerman para entender o que se passa no novo livro, mas há vínculos importantes, em especial com The Ghost Writer (no Brasil, Diário de Uma Ilusão), de 1979, no qual o personagem, então com 23 anos, se encontra com E. I. Lonoff, um escritor capaz de renunciar a tudo em nome da literatura. Zuckerman cobiça não apenas a disciplina de seu ídolo, mas também sua jovem amante, Amy Bellette.

Em Zuckerman Unbound (1981), nosso herói conhece as amargas conseqüências do sucesso repentino de seu romance Carnovsky (como ocorreu com Roth e seu O Complexo de Portnoy, de 1969). É um homem acuado, ignorando os leitores que 'confundiam faz-de-conta com confissão e gritavam na rua para um personagem que vivia dentro de um livro'.

Fantasma Sai de Cena se passa em 2004 e nos apresenta Zuckerman aos 71 anos. Após um auto-exílio de 11 anos num lugarejo nas montanhas, o consagrado escritor retorna a Nova York para um tratamento contra incontinência urinária. Tendo passado mais de uma década isolado sem celular, computador, televisão e jornais, livre da 'tirania de sua intensidade emocional', ele rapidamente se vê 'de volta ao drama, ao momento, ao turbilhão dos acontecimentos'. Primeiro, avista Amy Bellette numa lanchonete, ostentando na cabeça raspada a cicatriz de uma cirurgia. Depois, vê nos classificados de uma revista um anúncio assinado por dois jovens escritores propondo trocar seu apartamento em Manhattan por um refúgio rural. Por impulso, telefona para o casal e aceita a troca. E assim Zuckerman conhece Jamie Logan.

Assim que vê Jamie, Zuckerman fica enfeitiçado. A simples presença da linda moça de 30 e poucos anos no mesmo recinto exerce um efeito devastador. Mas ele já não é um 'homem inteiro'. É um velho impotente que usa fraldas e não sabe quem é Tom Cruise. Para piorar, vê-se perseguido por um ex-namorado de Jamie, o impetuoso Richard Kliman, que pretende escrever a biografia de Lonoff e revelar um segredo escabroso sobre a vida pessoal do autor falecido. Zuckerman decide impedi-lo a qualquer custo, não apenas para honrar a memória de seu ídolo e proteger Amy, mas também porque Richard representa a virilidade e a juventude perdidas. Agora Zuckerman sabe que é tarde demais para retornar ao seu refúgio. O tumulto das paixões o engoliu de novo.

É impressionante a velocidade com que Roth arma esse tabuleiro e aproxima suas peças. Por um lado, esse romance é um testemunho sobre a tragédia da velhice, da oposição entre a decadência física e os impulsos primitivos que se recusam a ceder - tema que o autor tem enfrentado com sinceridade e obstinação exemplares. Por outro, o desespero de seu protagonista é o gancho para tratar de outro assunto, as relações entre a vida e a ficção.

Zuckerman não ousa tocar em Jamie, mas, depois de passar a noite no apartamento do jovem casal democrata acompanhando a vitória de Bush nas urnas, ele retorna ao hotel e escreve um diálogo intitulado 'Ele e ela', a dupla que, de acordo com Chekhov, era o centro de gravidade de qualquer conto. Nathan e Jamie. Transformados num hábito, esses diálogos de alta voltagem erótica são a saída que Zuckerman encontra para sublimar suas aspirações. 'As conversas que não tive com ela me emocionam mais do que as conversas que tivemos de fato.' É apenas na ficção que ele confessa já tê-la visto 10 anos antes num almoço, que fala do 'prazer devastador' que sente em sua presença. 'Quero morrer de ciúme', ele pede. 'Me fale sobre todos os homens que você já teve.' É o mesmo artifício que usara com Amy Bellette décadas antes, na casa de Lonoff, quando, para aplacar o desejo e a culpa, imaginara que a moça era, na verdade, Anne Frank.

Em paralelo, Zuckerman discute com Richard a validade de uma biografia de Lonoff. Para Richard, é a chance de dar a um gênio esquecido a visibilidade que merece. Para o alter ego de Roth, uma biografia é uma 'segunda morte'. Ele argumenta que julgar a ficção de um autor com base em suposições sobre sua biografia é uma 'mentira que é só mentira', ao passo que a ficção é a 'mentira que revela a verdade'. Como os diálogos imaginários que trava com Jamie na solidão de seu quarto de hotel.

São vários os gritos de desespero de Zuckerman ao longo do romance, mas um deles o percorre por completo e o extrapola: é o grito em defesa da supremacia da imaginação sobre a realidade. Acreditar na fábula literária, deixar-se afetar por seu encadeamento de mentiras que revelam verdades, depende de um acordo tácito entre autor e leitor, um acordo sobre o qual não se fala sob pena de desmanchar o encanto. Roth é um especialista no assunto, e com Fantasma Sai de Cena ele investe contra leitores, críticos e qualquer um interessado em desmanchar a mágica da ficção. Se não por outro motivo, simplesmente porque para alguns poucos, não importa a causa de seu atrito com o mundo, a literatura segue sendo 'a vida cujo significado acaba sendo mais importante'.

Daniel Galera, escritor, é autor de Mãos de Cavalo, entre outros

(SERVIÇO)Fantasma Sai de Cena, Philip Roth, Tradução de Paulo Henriques Britto
Cia das Letras, 282 págs., R$ 42

sexta-feira, 30 de maio de 2008

puteiro em brasilia

Um jornalista do Correio Brasiliense descobre que existe um puteiro em
Brasília à qual vão todos os políticos e decide investigar. Fala com a
cafetina e pergunta:
- FHC vinha aqui?
- Sim, claro! Dava gosto, um cavalheiro. As melhores meninas, o melhor
champanhe, as melhores gorjetas. Cada vez que vinha, era uma festa.
- Guido Mantega vem?
- Sim! Mas não é a mesma coisa. Sempre pede desconto, nunca pede
champanhe, nunca está de acordo com a conta, sempre se queixa e nos ameaça
com mais impostos.
- Gabeira, também vem?
- Sim, mas não procura meninas e, sim, meninos.
- E a Dilma?
- Bem, essa é o contrário; procura meninas e não meninos.>
- E o Lula?
- Também vem, mas esse fica só um pouquinho. Entra, dá um beijo na mãe e sai

domingo, 25 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A ARTE DA NEGOCIAÇÃO

Pai - Filho, quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
Filho - Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.

Pai - Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
Filho - Bem neste caso eu aceito.

Então o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai - Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates - Mas a minha filha é muito jovem para casar.

Pai - Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates - Neste caso tudo bem.

Finalmente o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
Pai - Sr. presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser
vice-presidente do Banco Mundial.
Pres Banco Mundial - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais
do que o necessário.

Pai - Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Pres Banco Mundial - Neste caso ele está contratado.

Não existe negociação difícil, perdida nem impossível !
Tudo depende da ESTRATÉGIA...

Para Ler Como Um Escritor


de Francine Prose
(Trecho)

A escrita criativa pode ser ensinada?
É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é "pode o amor à linguagem ser ensinado?", "pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?", então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com Paraíso perdido, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence.
O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.
Em vez disso, respondo relembrando minha própria e valiosíssima experiência, não como professora, mas como aluna numa das poucas oficinas de ficção que freqüentei. Foi na década de 1970, durante minha breve carreira como estudante de pós-graduação em literatura inglesa medieval, quando me foi permitido o prazer de fazer um curso sobre ficção. O generoso professor ensinou-me, entre outras coisas, a editar meu trabalho. Para qualquer escritor, a capacidade de olhar uma frase e identificar o que é supérfluo, o que pode ser alterado, revisto, expandido ou – especialmente – cortado é essencial. É uma satisfação ver que a frase encolhe, encaixa-se no lugar, e por fim emerge numa forma aperfeiçoada:clara, econômica, bem definida.
Ao mesmo tempo, meus colegas proporcionavam-me meu primeiro público real. Nessa pré-história, antes que a massificação da fotocópia permitisse aos alunos distribuir manuscritos previamente, líamos nosso trabalho em voz alta. Naquele ano, eu estava começando o que viria a ser meu primeiro romance. E o que fez uma importante diferença para mim foi a atenção que sentia na sala enquanto os outros ouviam. Fui estimulada pela ânsia que tinham de ouvir mais.
Essa é a experiência que descrevo, a resposta que dou para as pessoas que me perguntam sobre o ensino de escrita criativa: uma oficina pode ser útil. Um bom professor pode lhe mostrar como editar o seu trabalho.A turma adequada pode formar a base de uma comunidade que o ajudará e sustentará.
Mas não foi nessas aulas, por mais úteis que tenham sido, que aprendia escrever.
Como a maioria dos escritores, talvez todos, aprendi a escrever escrevendo e lendo, tomando os livros como exemplo.
Muito antes de a idéia de palestras de escritores passar pela mente de alguém, escritores aprendiam pela leitura da obra de seus predecessores. Eles estudavam métrica com Ovídio, construção de trama com Homero, comédia com Aristófanes; afiavam seu estilo absorvendo as frases claras de Montaigne e Samuel Johnson. E quem teria podido pedir melhores professores: generosos, não-críticos, abençoados com sabedoria e gênio ,tão infinitamente magnânimos como só os mortos podem ser?
Embora muitos escritores tenham aprendido com os mestres de uma maneira formal, metódica — Harry Crews descreveu como analisou um romance de Graham Greene para ver quantos capítulos continha,quanto tempo abrangia, como Greene lidava com ritmo, tom e ponto de vista —, a verdade é que esse tipo de educação envolve mais freqüentemente uma espécie de osmose. Depois que escrevo um ensaio em quecito extensamente grandes escritores, tendo de copiar longas passagens de suas obras, noto que meu próprio trabalho se torna um pouco mais fluente, ainda que por um breve momento.
No processo de me tornar uma escritora, li e reli os autores de que mais gostava. Lia por prazer, primeiramente, mas também de maneira mais analítica, consciente do estilo, da dicção, do modo como as frases eram formadas e como a informação estava sendo transmitida, como o escritor estava estruturando uma trama, criando personagens, empregando detalhes e diálogos. E à medida que escrevia, descobri que escrever,como ler, fazia-se uma palavra por vez, um sinal de pontuação por vez. Requer o que um amigo meu chama de "pôr cada palavra em xeque":mudar um adjetivo, cortar uma frase, remover uma vírgula e pôr a vírgula de volta.
Leio minuciosamente, palavra por palavra, frase por frase, ponderando cada aparentemente mínima decisão tomada pelo escritor. E embora seja impossível recordar todas as fontes de inspiração e instrução, posso lembrar os romances e contos que me pareceram revelações: poços de beleza e prazer que eram também livros didáticos, aulas particulares da arte da ficção.
Este livro pretende ser em parte uma resposta a essa pergunta inevitável sobre como os escritores aprendem a fazer algo que não pode ser ensinado. O que os escritores sabem é que, em última análise, aprendemos a escrever com a prática, o trabalho árduo, a repetição de tentativas e erros, o sucesso e o fracasso e com os livros que admiramos. Assim, o livro que se segue representa um esforço para recordar minha própria educação como romancista e ajudar o leitor apaixonado e aquele que deseja ser escritor a compreender como um escritor lê.

Duas loiras?


Duas mulheres bem gostosas, verdadeiros aviões, resolvem sacanear com um velhinho de 88 anos.
Aproximam-se dele e perguntam:
- Mas que velhinho simpatico! tudo bem? O que você faria com duas mulheres tão gostosas quanto nós ?
E o velhinho:
- Com vocês duas, não faria nada, mas com mais quatro ou cinco, abriria um puteiro.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

PISICOPOLÍTICA E "CURA MENTAL"


por MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA - 9/05/2008

Ultimamente muito se tem falado em Antonio Gramsci (1891-1937-foto), um dos principais dirigentes do Partido Comunista italiano que preso pelo regime fascista morreu no cárcere em 1926.

Como vários teóricos marxistas do século XX, Gramsci não negou a importância da infra-estrutura, que segundo a teoria de Karl Marx é o modo de produção da vida material, mas ressaltou a importância e o papel da superestrutura que compreende as instituições políticas, o direito, a moral, a religião, as artes, a filosofia, a economia, etc.

Para Gramsci a superestrutura possui dois elementos fundamentais: "a sociedade política", onde se encontra o aparelho de coação e comando, isto é, o Estado ou governo, e a sociedade civil que assenta na persuasão. E se para os revolucionários russos, o essencial era derrubar o aparelho do Estado, para os revolucionários ocidentais o terreno essencial de luta se situa na sociedade civil que sempre aceitou os valores e a ideologia da classe dominante, portanto sua hegemonia.

Entendeu Gramsci que a hegemonia é assegurada por aqueles a quem chamou de intelectuais orgânicos (clero, intelectuais, universitários, tecnocratas), e os trabalhadores somente se afirmariam se conseguissem fazer prevalecer o seu próprio sistema de valores, sua própria visão de mundo, sua própria ideologia. Seria, então, imperativo que aqueles tomassem a direção cultural e moral da sociedade e passassem a ser uma classe dirigente antes de ser uma classe dominante.

Em suma, Antonio Gramsci elaborou uma "estratégia do consentimento" através dos intelectuais orgânicos que são o elemento organizador da sociedade civil. E isto é algo mais eficaz do que a tomada do poder pela força. Seria uma revolução sem armas rumo ao comunismo. Funcionaria como processo corrosivo trabalhado através da persuasão envolvendo mentes e sentimentos.

Sentimentos podem ser induzidos por intelectuais orgânicos e se conquistam com líderes eloqüentes e muita propaganda, coisas que não são difíceis de fabricar porque os homens não oram apenas pelo pão de cada dia, mas também por sua ilusão diária. Isso porque, a maioria vive em circunstâncias de frustração calada.

Ora, pessoas frustradas são mais crédulas na medida em que necessitam de algo em que acreditar. Gente frustrada precisa também de odiar e o ódio compartilhado com outros é a mais poderosa de todas as emoções unificadoras. Naturalmente é fácil odiar uns aos outros através da luta de classes. Estimular o ódio entre classes, raças ou etnias é, portanto, o caminho mais fácil para a conquista e a manutenção do poder.

Todavia Gramsci não foi tão inovador como se pensa. Lavrenty Pavlovich Beria (1899-1953-Foto), ministro do Interior e marechal da União Soviética, executado depois da morte de Stalin, também sabia que nem só de infra-estrutura vive o homem. Sua arma para dominar os incautos, os frustrados, os necessitados de ilusão, na verdade era uma espécie de ciência que ele denominou de Psicopolítica, através da qual se podia obter a "cura mental", ou algo que podemos chamar de lavagem cerebral.

Para entendermos melhor de Psicopolítica, observemos alguns trechos de um discurso que Beria proferiu para estudantes americanos, na Universidade Lênin:

"Vocês devem trabalhar para que todos os profissionais e professores somente professem a doutrina de "cura" originária no comunismo e nos nossos propósitos". "Vocês devem trabalhar para que tenhamos o domínio das mentes e dos corpos de todas as pessoas importantes de vossa Nação". "Vocês devem conseguir tal descrédito pelo estado de insanidade e tal convicção sobre seu pronunciamento que nenhuma autoridade governamental assim estigmatizada possa novamente ter o crédito de seu povo". "Vocês podem mudar a lealdade das pessoas pela Psicopolítica; podem alterar para sempre a devoção de um soldado, de um governante ou de um líder em seu próprio país; ou vocês podem destruir suas mentes". "Usem as Cortes, usem os juízes, usem a Constituição do país, usem as sociedades médicas e suas leis para ampliar nosso fim". Tudo vale na nossa campanha para implementar e controlar a 'cura mental"; para disseminar nossa doutrina e para nos vermos livres dos nossos inimigos". "Pela Psicopolítica criem o caos". "Tomem a nação sem líderes, matando assim os oposicionistas". "E tragam para a Terra, através do comunismo, a maior paz que o homem jamais conheceu".

Um paciente trabalho de intelectuais orgânicos foi efetuado no Brasil. Padres, professores, intelectuais, artistas, profissionais liberais se empenharam para elevar ao poder não a classe trabalhadora, mas o Partido dos Trabalhadores. Não temos mais instituições, oposições, lideranças que resistam à "cura mental" que nos é ministrada dia a dia. Confiantes, aguardemos através do petismo a maior paz que o brasileiro jamais conheceu. O problema é que a História sempre se vinga dos que a ignoram.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora, escritora.

mlucia@sercomtel.com.br

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Cartazes de 79 filmes ganhadores do Oscar


Para quem curte cinema!

O 'Movie Poster Addict' publica os posters dos 79 filmes ganhadores do Oscar na história do prêmio, a partir de 1927.

O cartaz do lado é do filme “Sindicato de ladrões”, o outro, sem comentários, mas podem-se encontrar todos, muito curiosos como “A ponte Sobre o Río Kwai”etc. etc.
Pra pegar, eis o Link do: Movie Poster Addict.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE LISBOA

"Gêmeo tenta se suicidar e mata o irmão por engano"

*
DISK FINADOS - Lançaram em Portugal, o novo serviço por telefone, é o "Disk-Finados", você telefona e ouve um minuto de silêncio !

*
CURVA PERIGOSA - O português estava dirigindo em uma estrada, quando viu uma placa que dizia: "Curva Perigosa à Esquerda" Ele não teve dúvidas: virou à direita!

*
AGENDA DE TELEFONE - *Por que os portugueses usam somente a letra "T" em suas agendas de telefone? telefone do Antonio, telefone do Joaquim, telefone do Manoel, telefone do Pereira...

*
LOJA DE SAPATOS - O Manuel foi, na segunda-feira, a uma loja de sapatos. Escolheu, escolheu e acabou se decidindo por um par de sapatos de cromo alemão. O vendedor entregou o sapato, mas foi logo advertindo-o: apertaria os pés nos primeiros cinco dias.
- Não tem problema. Eu só vou usá-los no domingo que vem.

*
FESTA - O Manuel vai a uma festa grã-fina. Ressabiado, com medo de dar algum fora, fica observando como os demais convidados se comportam. O jeito correto de beber, de comer.
Observa alguém já satisfeito, palitando os dentes, com discrição. Mais tarde, o anfitrião, vem cumprimenta-lo:
- E ai, Manuel? Esta sendo bem servido?
- Olhe, pois? Eu nunca comi tão bem! Só daqueles palitinhos, que as pessoas comem escondido, tapando a boca com as mãos, eu já comi uns quinze!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Noitada na cidade

"Aquele" político conhecido chega no Rio de Janeiro e resolve sair com os amigos pra se esbaldar em uma noitada pela cidade, com tudo que tem direito.
Vai até uma dessas boates discretas, de luxo, e escolhe uma garota deslumbrante para finalizar a noite com chave de ouro.
A garota o convida para ir até seu apê na Vieira Souto e, óbvio, o cara aceita.
Ao sair, a garota chama seu motorista, que vem com uma limusine luxuosa e os leva até o apê.
Depois da noitada o político pergunta o preço da "festa".
- R$50 reais! - responde a beldade.
- O quê? - surpreende-se ele - Você vive nesse luxo todo e cobra só R$50 reais por programa? Como pode?
- É que eu não vivo de transar com clientes - explica ela.
- Eu faço filme pornô. Quer ver como ficou o seu?

terça-feira, 29 de abril de 2008

Qual é o gosto da carne humana?


Texto Rafael Tonon

O sabor é forte – para alguns, pode parecer amarga. Para outros, é levemente doce. Opa, não precisa me olhar com essa cara: isso é a opinião da maioria dos canibais que já se manifestaram sobre o assunto.

Os astecas, no século 16, serviam um prato com carne humana e milho chamado tlacatlaolli. Pela descrição do missionário franciscano Bernardino de Sahagun, a iguaria tinha um sabor adocicado. É a mesma opinião de guerrilheiros do Congo que, no século 20, teriam comido carne de pigmeus para ficarem "mais fortes".

Outros canibais contam a experiência com detalhes ainda mais assustadores. O japonês Issei Sagawa, que matou e comeu uma professora em Paris, escreveu na autobiografia que a carne da moça era "como atum cru em restaurante de sushi".

Já para o americano Albert Fish, que assassinava crianças, o gosto parecia "carne de vitela", tenra e macia. Mas provavelmente a descrição mais chocante seja a do alemão Armin Meiwes, condenado à prisão perpétua em 2006 pela morte do engenheiro Bernd Brandes. Na noite de 9 de março de 2001, Armin cortou o pênis de Bernd, cozinhou o órgão e o dividiu com o próprio amputado!

No tribunal, o canibal disse que não havia gostado muito do membro assado – ele achou a carne muito difícil de mastigar. Depois foi a vez de o próprio engenheiro virar picadinho. Armin comeu mais de 20 quilos da carne do morto ao longo de vários dias e comparou o banquete à carne de porco, "um pouco mais amarga e mais forte".

Quando o degustador não tem sérios problemas mentais, a experiência de deglutir alguém da própria espécie é tão aterradora que o gosto é o que menos importa. Os sobreviventes do desastre aéreo de 1972 nos Andes, que passaram 72 dias isolados, tiveram que se alimentar da carne dos mortos no acidente para sobreviver.

O uruguaio Carlos Páez disse ter consumido a carne humana em pedaços finíssimos, congelados. Por causa das baixas temperaturas e do trauma, Páez afirmou que não sentiu gosto algum.

domingo, 27 de abril de 2008

O Dia Internacional do livro

Reprodução da tela "Willy" óleo sobre tela, 50x70cm_de MiguelAF, autorizada gentilmente pela sua proprietária: Sra. BERNADETE BEHEREGARAY de Petrópolis.


Em um 23 de abril, e no mesmo ano, morreram dois dos mais destacados escritores europeus ao longo da historia: Cervantes e Shakespeare.

Tudo aconteceu em 1616. Dada a importância dos personagens e a magnitude da coincidência (ainda que se argumente, também, que está baseada em calendários diferentes), desde 1966, a Unesco destacou esta data para proclamar "O Dia Internacional do livro".

Cada 23 de abril é, desde então, dia de eventos e celebrações de todo tipo em torno à cultura livresca. Não somente porque se considera que o legado literário é digno de ser festejado. Também porque se dá por descontado, que o livro tem um lugar inferior ao que merece e porque se assume que todos em conjunto, e em escala mundial, devemos velar pela sua saúde, sua boa reputação, sua difusão e por sua circulação universal, como se o aceso à leitura fosse um dos direitos básicos do ser humano.



Retrato de Miguel de Cervante

Autor desconhecido

ISTO É QUE É GOLPE



Acompanhado de uma belíssima mulher, o sujeito entrou na joalheria e mandou que ela escolhesse a jóia que quisesse... sem se preocupar com o preço.
Examina daqui, experimenta uma, depois outra, ela finalmente decide por um colar de ouro com diamantes e rubis.
Preço R$ 850.000,00 .
Ele manda preparar uma embalagem especial, saca um talão de cheques e começa preencher. Assina, destaca e, ao estendê-lo, percebe a fisionomia constrangida e preocupada do vendedor examinando o cheque.
O cliente, então num gesto de maior cavalheirismo, toma logo a iniciativa:
- Vejo que você está pensando que o cheque pode não ter fundos. É muito natural... eu também teria minhas dúvidas... afinal, uma quantia tão grande...
E continuou:
- Tudo bem. Façamos o seguinte: hoje é sexta-feira e o banco já fechou.
Você fica com o cheque e com a jóia. Na segunda-feira, você vai ao banco, pega o dinheiro e manda entregar a jóia na casa dela... está certo?
Cheio de mesuras, impressionado com tanta distinção, o vendedor, com muitos agradecimentos pela compreensão, encaminha o casal até a saída, desejando-lhes um bom fim de semana.
Na segunda-feira, ao meio dia, o vendedor ligou para o cliente para dizer-lhe que, infelizmente, deve ter havido algum equívoco do banco, mas o cheque não tinha fundos.
Ouviu, então, uma voz meio sonolenta:
- Tem problema não. Pode rasgar o cheque. Eu já transei com aquela mulher!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

NADA SERÁ COMO HOJE AMANHÃ

por MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

25/04/2008

Nada dura para sempre, tudo está em constante mudança, mesmo assim, nossa sede de infinito dá aquela falsa sensação de que viveremos indefinidamente. Os moços não cogitam da velhice que lhes parece remota. Os velhos não pensam na morte que se aproxima. Os que estão no poder não imaginam que mais dia menos dia perderão seu domínio e seus privilégios.

Se não há mal que dure para sempre o bem também não dura. Aliás, o bem traduzido em termos de felicidade dura menos que o mal que é o locatário do mundo. Basta observar que a história mundial registra mais déspotas do que governantes benfazejos, mais tiranias do que democracias.

Ao mesmo tempo, isso parece demonstrar que, apesar da instabilidade das formas ilusórias da existência há uma essência que traduz a única coisa imutável da natureza humana: a ignorância com seu séqüito de desgraças tais como o desamor, a inveja, a ganância, o culto da mentira, o egoísmo, o hedonismo, a ambição desmedida, enfim, essas características do animal mais evoluído e mais cruel do planeta: o homem.

Em determinadas épocas os traços negativos da humanidade se acentuam em determinadas sociedades e, em alguns casos, contaminam o mundo. Esse tipo de pestilência tem como núcleo certas formas de poder. No século passado, por exemplo, o mal esteve por excelência não tanto nas duas guerras mundiais, mas nos totalitarismos representados pelo nazismo e pelo comunismo.

Terminada, porém, a Guerra fria, derrubado o Muro de Berlim, o mal continuou a despontar aqui e ali com outras formas. Na América Latina, que parecia expurgada de seu histórico autoritarismo, emergiram populistas sedentos de poder que pensam durar para sempre no comando arbitrário de seus povos.

Em Cuba, pequenas mudanças já são perceptíveis na medida em que Fidel Castro se encontra praticamente mumificado. Se isso é bom para os cubanos, não se pense que o sucessor de Fidel no cenário latino-americano é seu irmão Raúl Castro. O herdeiro do tirano da Ilha atende pelo nome de Hugo Chávez e este tem seguidores na Bolívia, no Equador, na Nicarágua, agora no Paraguai e, porque não, na Argentina e no Brasil. E quanto mais sobe o petróleo, mais Chávez, o bem armado, amplia sua influência sobre seus comandados e sobre os muy amigos.

Gira o mundo e sinais de mau agouro se desenham no horizonte das transformações. Em termos políticos, nos Estados Unidos a vitória de Barack Obama, tido por muitos como anti-semita, mulçumano e de esquerda traria conseqüências imprevisíveis para o planeta globalizado.

Na economia fala-se em fome mundial, especialmente para os mais pobres, ressuscitando-se, em pleno século 21, a tese de Malthus segundo a qual o crescimento populacional seria maior do que a produção de alimentos. Sobe absurdamente o barril de petróleo. A crise da economia americana turva o céu de brigadeiro que possibilitou a calmaria, inclusive, dos países subdesenvolvidos.

No Brasil algo começa a mudar na economia, como não poderia deixar de ser. Um velho filme de terror está sendo reprisado e tem como título a volta da inflação, que o Plano Real havia eliminado. Inútil se torna a costumeira manipulação de dados pelo governo, pois o povo já percebe a subida do preço dos alimentos, sendo que já há previsão de alta da gasolina. Reivindicações do Paraguai relativas à Itaipu, que possivelmente serão atendidas pelo governo brasileiro, elevarão ainda mais o preço da energia. E torçamos para que Evo Morales não resolva fechar de vez a torneira do gás, pois as conseqüências para nós seriam as piores possíveis.

Para além da economia, outras coisas vão mudando no Brasil, e para melhor. Significativa e importante foi a opinião do Comandante da Amazônia, general-de-exército Augusto Heleno Pereira, que durante palestra no Clube Militar do Rio de Janeiro se declarou contra a demarcação de imensas terras indígenas na fronteira, portanto, contra a reserva Raposa Serra do Sol, "uma ameaça a soberania nacional". O general criticou também a política indigenista que considera lamentável e caótica, e ainda ousou afirmar, muito apropriadamente, que o "Exército serve ao Estado e não a governos". Sua voz ecoou na mídia e se destacou do coro dos medíocres, dos estultos e dos acovardados que pululam nas diversas instituições do País.

Também a posse do ministro Gilmar Ferreira Mendes na presidência do STF ressuscitou a esperança de se encontrar na Justiça a verdadeira e legitima autoridade, aquela que se faz respeitar ao respeitar as leis. O ministro criticou o "modelo de edições de medidas provisórias" que paralisa o Congresso, a ação de movimentos sociais, a idéia do terceiro mandato e ainda defendeu o papel do Judiciário na consolidação da democracia.

Alguma coisa está, portanto, mudando. Afinal, "nada será como hoje amanhã".

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

mlucia@sercomtel.com.br


domingo, 13 de abril de 2008

Consultando aquele famoso ginecologista


Durante uma de suas consultas, aquele famoso ginecologista não resistiu à exuberância de uma de suas pacientes e avançou o sinal. Ao sentir que o exame de toque havia virado uma orquestra, a mulher deu um pulo da maca, vestiu-se atabalhoadamente e desembestou porta afora:
- Socorro! Tarado! Esse cara é um tarado!
Estupefatas, na sala de espera, as outras pacientes levantaram os olhos das revistas Veja e Marie Claire do ano retrasado e assistiram à mulher sair correndo.
Logo o médico surge na porta e esclarece:
- Desculpem-me do transtorno! Essa mulher sofre de uma terrível síndrome e eu a aconselhei a procurar ajuda psiquiatra. Ela teve um surto e acabou fazendo esse escândalo. Pobre coitada!
Balançou a cabeça e entrou em sua sala novamente. Logo em seguida, entra a secretária.
- E aí? - pergunta ele. - Acha que fui convincente?
- O discurso foi bom, mas faltou um pequeno detalhe:
o senhor se esqueceu de vestir as calças!

Da América Latina: Tristes trópicos


Tristes Trópicos

Análise escrita por João Mellão Neto,

A América Latina já era.
A revista Veja, publicou faz tempo uma oportuna matéria sobre a crescente desimportância, de nosso subcontinente, no contexto mundial. Não soubemos, como a maioria dos países asiáticos, aproveitar a onda globalizante e, assim, nos valer da abundância de capital internacional, para alavancar as nossas economias.

Mais uma vez, fica provada a tese de que não sãos as riquezas naturais, que garantem a prosperidade e o desenvolvimento das nações. O alemão Max Weber foi o primeiro pensador a ter a coragem de afirmar que fatores culturais (e religiosos) são muito mais importantes, para determinar o sucesso ou o fracasso de uma sociedade. E fez isso, em 1904, após visitar os Estados Unidos e publicar um livro, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", eleito pela crítica internacional, na virada do milênio, a obra mais importante, de todo o século 20. Trata-se de um trabalho de fácil leitura e assimilação, para os leigos, e, ainda, permanece atual. Em vez de amaldiçoar nossos irmãos do Norte, deveríamos tornar a leitura de Weber, obrigatória, em todas as nossas escolas. Quem sabe, assim, pouparíamos muito tempo e esforço, na vã tentativa de entender por que os gringos são tão ricos, enquanto nós somos tão pobres.

A culpa não é dos "malvados ianques que nos exploram". Quando muito, é de nós mesmos e do péssimo hábito, que cultuamos, de terceirizar a responsabilidade por nossas mazelas. O nosso próprio cancioneiro - seja o tango, a guarânia, o bolero, o sertanejo ou o samba-canção - é o mais eloqüente indício de que, para nós, a culpa de nossa infelicidade é, sempre, dos outros. Sejam, eles, as mulheres ingratas, os patrões prepotentes ou os garotos ricos, que nos tomaram nossas namoradas. Tema recorrente é o do "hombre macho", que costuma encher a mulher de pancada, e, depois, não entende por que ela o deixou. Não importam as situações e as circunstâncias: o fato é que, para nós, a culpa é, e será, sempre, dos outros.

Eu bem me recordo de que, no início da década de 70, ainda jovem, visitei a Ásia e saí, de lá, horrorizado com a miséria que encontrei. Havia pessoas,, em Hong Kong, por exemplo, que, esqueléticas, desnutridas, passavam a vida, sentadas nas calçadas. Durante a noite, se deitavam, ali mesmo, e, no dia seguinte, voltavam a sentar-se. Seu único bem era a tanga esfarrapada que usavam e, se permaneciam vivas, era por que o governo, no meio do dia, distribuía um punhado de macarrão, que era devorado com as mãos. Lembro-me de ter ficado horrorizado, com uma gigantesca favela flutuante, que era composta por milhares de pequenos barcos, atracados, uns aos outros, que formavam uma cidade de porte médio, com mais de 100 mil habitantes. As pessoas, que lá moravam, nasciam, cresciam e morriam, sem nunca ter pisado em terra firme. Os poucos, que se aventuravam a fazê-lo, andavam como macacos. Simplesmente, não sabiam andar eretos. Em Macau, então colônia portuguesa, não havia ninguém, que falasse o nosso idioma e a miséria era, ainda, mais gritante. A situação na Coréia do Sul, na Malásia e na Indonésia, pelo que diziam, era muitas vezes pior. Isso, para não falar na Indochina, na qual os Vietnãs e o Camboja estavam em plena guerra civil. O Sudeste da Ásia, sem dúvida, era a região mais pobre do mundo, naquela época.

Eis que, hoje, aquela é a zona do planeta que mais cresce e se desenvolve. Enquanto isso, aqui, na América Latina, a impressão é de que o tempo não passou. A renda per capita, pelo menos, está, praticamente, estagnada, há mais de duas décadas. Em termos de política - que, no final das contas, está por de trás de tudo -, quase nada evoluímos. Os argentinos continuam reverenciando Perón, os venezuelanos e bolivianos estão nas mãos de caudilhos populistas e ultranacionalistas, o Peru voltou para as mãos de Alan García, o sandinismo retornou, ao poder, na Nicarágua, Fidel continua mandando em Cuba e os jovens universitários, de todo o continente, inclusive os brasileiros, ainda se deixam mesmerizar, ante a esfinge "libertadora" de Ernesto Guevara. Ironia histórica, esta. Ao menos, nos tempos do Che, no auge da guerra fria, o resto do mundo, em especial, os países ricos, ainda se preocupava com o que acontecia por estas plagas. A caçada ao líder revolucionário, nas selvas da Bolívia, foi acompanhada pela imprensa do mundo inteiro. Hoje em dia, nem sequer as enormidades de Chávez e Morales rendem uma manchete secundária de jornal. O mundo desenvolvido está com os olhos voltados para os países islâmicos. Economicamente, quem chama a atenção é a Ásia. Quando o tema é miséria e solidariedade humana, quem monopoliza as conversas é a África.

E quanto a nós, os briosos latino-americanos? Bem, o fato é que nós não existimos mais. Quando nossos embaixadores sobem à tribuna, no plenário da ONU, o bocejo, dos demais, é geral. Somos inflamados, belicosos, verborrágicos e é só. Como entreouviu, certa vez, Roberto Campos, quando trabalhava na Organização, de diplomatas europeus: "Os latino-americanos são únicos. Eles despendem uma tonelada de palavras, para alinhavar cem gramas de argumentos."

Talvez seja esse, mesmo, o nosso maior defeito. A cultura bacharelesca, o floreio retórico, o cultivo da forma, em detrimento do conteúdo, o discurso das intenções, prevalecendo sobre a prática das ações: tudo isso é próprio do populismo, na sua vertente latino-americana.

Ainda pranteamos a morte precoce de Evita, o suicídio dramático de Vargas e o coronel Chávez, ainda, arenga às massas, cultuando Bolívar, em pleno século 21!

Enquanto isso, o tempo passa. Enquanto prevalecer a nossa cultura fatalista, este será o nosso destino. "Não perguntes por quem os sinos dobram", escreveu John Donne. "Eles sempre dobram por ti..."

Sobre o analista:
Jornalista, articulista de O Estado de São Paulo e do Florida Review (Flórida-EUA) ex- ministro e ex-deputado federal
(esta matéria foi copiada do "site" do Instituto Federalista : www.if.org.br )

sábado, 12 de abril de 2008

AMERICANO X BRASILEIRO

AMERICANO X BRASILEIRO

Um secretário de governo americano recebeu, em Washington, um ministro brasileiro. Simpático, convidou o brasileiro a ir à sua residência em estado vizinho.
O ministro brasileiro foi e ficou espantado com a bela
vivenda com haras, piscina térmica, heliporto, estufa climatizada para
plantas exóticas, adega com as melhores safras de vinhos franceses...
Com informalidade, o brasileiro pôs-se a fazer perguntas.
"Com um ordenado de secretário de estado, como é que o meu amigo conseguiu
tudo isto? Não me diga que era rico antes de ir para o Governo?"
O americano sorriu, disse que não, antes não era rico.
E com jeito de quem quer dar explicações, convidou o outro a ir até à janela.
"Estás a ver aquela auto-estrada?"
"Sim", respondeu o brasileiro.
"Pois ela foi feita por 100 milhões. Mas, na verdade, só custou 95...",
disse, piscando o olho.
Semanas depois, o secretário americano veio ao Brasil.
O brasileiro quis retribuir a simpatia e convidou-o a ir lá na sua casa em Brasília.
Era um palácio inacreditável, com varandas viradas para o pôr-do-sol, jardins
japoneses e piscinas em cascata, aeroporto particular para pouso do seu
jato executivo, farta adega com as melhores safras de champagne,
cinco automóveis importados de alto luxo entre os quais uma Ferrari.
O americano nem queria acreditar, gaguejou perguntas sobre como era
possível um homem público no Brasil ter uma mansão daquelas.
O brasileiro levou-o à varanda.
"Está vendo aquela auto-estrada?"
"Não"!

frase do dia

Frase da Semana:
"Se você é feio, pobre, burro, e mesmo assim tem um monte de mulher dando em cima de você, só tem uma explicação:
Você mora embaixo de um puteiro."
do Pd. Pze Kana

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Burton na guerra do Paraguai


Fragmento do romance "Moscas de Guerra":

"Muitos na Inglaterra nunca ouviram falar nesta guerra que persiste por cinco anos. As várias dissertações chegam truncadas, por diferentes interpretações de acordo com a distância do conflito e a fantasia dos repassadores destas, tais como: telegrama recebido na legação brasileira em Londres: "A guerra acabou (falso). López fugiu para a Bolívia ou escondeu-se em Corrientes (falso). A execução de seu irmão, bispo, prisioneiro, confirmada. População de Assunção que foi ocupada pelo marquês de Caxias, retorna".
Recentemente, M. Elisée, na Revue dês Deux Mondes, classificou o Paraguai
como "Etat pacifique par excellence" com a impunidade da ignorância, quando cada cidadão era um soldado. Mesmo durante o período jesuíta, o lavrador do solo era um homem chamado às armas.
Raramente, nada mais impressionante foi apresentado ao mundo do que esta
tragédia, desta luta sem paralelo, mantida por um período tão longo, com tamanhas dificuldades chegando às vias da aniquilação e genocídio de uma raça. A tenacidade de buldogues e o heroísmo desta Esparta indígena, tendo como único ponto vulnerável a linha do rio, que corre do norte para o sul, foi
defendida com um valor selvagem raro na história da humanidade. Alguns a vêem como nação massacrada pelo peso de seus inimigos mais fortes, sua população tragada pelas necessidades de uma guerra sangrenta e perdida, sem comunicação com o mundo exterior. Entretanto, resolvidos a morrer em vez de se submeter aos poderes maiores que, lentamente, mas certamente, a esmagarão. Outros não vêem mais que uma raça bárbara, engarrafada pela geografia dos rios, com um tirano sedento de grandiosidade. Escravos de um déspota? O Atila da América, lutando por ameaças aos vizinhos que um mundo civilizado não pode mais conceber.
Aqueles que escrevem permitiram a sua imaginação e a seus preconceitos
guiar seu julgamento e a maioria jogou sua imparcialidade.
Os poucos Lópezguaios, os simpatizantes do Marechal Presidente, o
pretendem O Libertador da América do Sul, o Cincinatus da América, o rei Leopoldo do Prata, e gratificam o nome dado pelos seus cidadãos; o Grande Homem Branco (Karaí Guazu). O Paraguai é para estes autores outra Polônia, pequena ilha tragada em luta de três contra um, sob a tutela do Império.
Acusam o Brasil de impor sua vontade na bacia do Prata; que nenhum país pode impor o governo que queira outro. Predizem terríveis crises quando a questão Negra e os grandes feudalismos forem desativados. E acusam L'Empire Esclava-giste "por ter dado alforria a seus soldados escravos para escravizar outros povos. Muitos chamam o Marechal Presidente de Tirano do Paraguai, o Monstro López, o Nero, o Theodoro, o Bárbaro do Paraguai. E classificam a longa campanha como a batalha da civilização contra o isolamento de um Japão sul-americano, erroneamente datado do tempo do Dr. Francia.
As minhas simpatias estão com o Brasil, e a sua missão de abrir o grande
Mississipi do Sul; conservar aberto e desenvolver o magnífico leito navegável do Paraguai, Paraná, Prata; e varrer de seus portos baterias e fortificações que conservem suas águas desertas em vias internacionais.
No entanto, não posso deixar de admirar a energia indomável do Marechal
Presidente e seu pequeno e forte poderio, que nunca serão esquecidos enquanto a história for relembrada.
A campanha do Paraguai é essencialmente uma guerra de trincheiras, em
oposição aos cercos e ataques, e trincheiras tiveram decidida importância na estratégia militar após tão longa campanha.
Fiz duas visitas aos campos de guerra. A primeira, de 15 de agosto a 5 de
setembro de 1868, à foz do rio Tebicuary, quando as baterias de São Fernando vinham sendo bombardeadas, que precederam as cortinas para o terceiro ato. A segunda visita, de 4 a 8 de abril de 1869, quando a guerrilha seria a ultima fase da campanha. Durante três anos e meio de residência e serviço no Brasil, a questão paraguaia foi conversa diária, e onde o meu testemunho foi falho pude contar com o de outros informantes e participantes da campanha.
Tentei sintetizar a campanha, que bem explicada poderá ser facilmente
entendida. Compõe-se de três grandes cenas:
Cena 1ª: O presidente López levanta uma força de 80.000 homens e resolve
interferir nas ações do Brasil nos assuntos do Prata (invasão do Uruguai pelas forcas brasileiras); a derrubada dos Blancos aliados de López, a imposição e aliança com os Colorados de Venáncio Flores; o
bombardeamento de Paissandu; o fuzilamento de Leandro Gomes, a tomada de Montevidéu pelas forças imperiais; e a força do Banco Mauá, no Prata, e o apoio de Mitre ao Brasil. Solano López entra nas hostilidades e se determina a ser coroado Imperador até Buenos Aires.
Cena 2ª: O presidente López, comandando seus exércitos, em pessoa,
consegue defender as fronteiras da Republica e, gradualmente vai se retirando para o Norte, contra forças mais poderosas e uma possante frota naval. López luta por cada centímetro de seu território, com prodigiosa tenacidade. Esta fase de resistência acaba após três anos em Lomas Valentinas, o "Waterloo do Paraguai". Este golpe terrível foi dado em 25 de dezembro de 1868.
Cena 3ª: Até agora sem final, setembro de 1869, fase da guerrilha, o
presidente López compelido a abandonar sua capital, Assunção subindo para Cerro Leon e fazendo sua nova capital em Paraguary. Nesta fase deixei o rio da Prata.
Nomeado, por Sua Majestade britânica, Cônsul em Damasco, eu agora me
despeço, com sinceros sentimentos do Brasil, esta terra gloriosa, o jardim da América do Sul, que durante tanto tempo me acolheu como no meu lar."

Capitão, Richard E. Burton

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Quem foi o inglês que "descobriu o Brasil"
Sir Richard Francis Burton veio ao Brasil como cônsul da Grã-Bretanha na cidade de Santos (SP) e viajou o país em busca de riquezas que pudessem ser aproveitadas pelo Velho Mundo. "Em vista de tantas riquezas para as classes desgraçadas da Europa, que pode dizer que não há nada para os pobres e vis, salvo miséria e desespero", escreveu Burton a respeito do rio São Francisco. "A vinda de Burton ao Brasil não foi uma circunstância fortuita, atendia um interesse claro do Império Britânico", opina o historiador da Universidade Federal de São João Del Rey e especialista em Richard Burton, Paulo Roberto Varejão. "Burton veio aqui para estudar a experiência portuguesa de colonização nos trópicos, que ele já havia conhecido e admirado em partes da Índia." Referências Para Varejão, isso explica as diversas referências à cultura indiana que o britânico faz no livro Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano Atlântico (Explorations of the Highlands of Brazil). A obra foi o resultado dos quatro meses de viagem de Burton pelos rios das Velhas - de Sabará até Pirapora - e São Francisco. "Aqui a cana de açúcar e o abacaxi crescem naturalmente. O gado e outros animais de fazenda abundam e não haveria dificuldades em aclimatar o camelo. E a região tem um potencial de riquezas minerais que vai muito além do ouro, do ferro e dos diamantes que aqui já são explorados", escreveu Burton a respeito do vale do Velho Chico. Além de explorador renomado Burton também era um reconhecido lingüista e falava 25 idiomas. Ele chegou a liderar uma expedição em busca da nascente do Nilo, mas ataques de tribos hostis africanas e um ferimento com lança na mandíbula o obrigaram a desistir, uma aventura relatada no filme As Montanhas da Lua. Burton traduziu para o inglês obras de idiomas e culturas tão diferentes quanto o indiano Kama Sutra, o árabe As Mil e Uma Noites e o português Os Lusíadas. Também bastante interessado em religião, Burton nasceu de familia cristã, mas adulto se converteu ao islamismo e morreu como um devoto muçulmano em 1880, aos 59 anos de idade.

Refugiados


Fidel morre e chega ao céu, mas não está na lista. Assim, São Pedro manda-o para o inferno. Quando chega lá, o diabo em pessoa o recebe:

- Olá Fidel, seja bem-vindo. Eu estava te esperando. Aqui você vai-se sentir em casa.

- Obrigado, Satanás, mas estive primeiro no céu e esqueci minhas malas lá em cima.

- Não se preocupe. Vou enviar dois diabinhos para pegar suas coisas. Os dois chegam às portas do céu, mas está tudo fechado, porque São Pedro tinha saído para almoçar.

- Olha, é melhor pularmos o muro. Aí pegamos as malas sem perturbar ninguém...

Então, os dois diabinhos começam a escalar o muro. Dois anjinhos passavam por ali e ao verem os diabinhos, comentam um com o outro:

- Incrível, não faz nem dez minutos que Fidel está no inferno e já temos refugiados!