quinta-feira, 6 de março de 2008

Os 12 mandamentos da mulher:

1 - Mulher não mente... e sim omite os fatos.
 
2 - Mulher não fofoca... mas sim troca informações.
 
3 - Mulher não trai... se vinga.
 
4 - Mulher não fica bêbada... entra em estado de alegria.
 
5 - Mulher nunca xinga... apenas é sincera.
 
6 - Mulher não grita... testa as cordas vocais.
 
7 - Mulher nunca chora... lava as pupilas dos olhos com freqüência.
 
8 - Mulher nunca olha para um homem sarado... apenas verifica suas formas anatômicas.
 
9 - Mulher sempre entende o que homem diz... só pede que explique novamente para testar sua capacidade de raciocínio.
 
10 - Mulher não sente preguiça... descansa a beleza.
 
11 - Mulher nunca sofre por amor... e sim entra em contradições com os sentimentos.
 
12 - MULHER NUNCA ENGANA OS HOMENS, PRATICA O QUE APRENDEU COM ELES.
 
PS: Então, tá.

O chefão e o mudinho


Um chefão da Máfia descobriu que seu contador havia desviado dez milhões de dólares do caixa. O contador era surdo. Por isto fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, não poderia depor como testemunha.
Quando o chefão foi dar um arrocho nele sobre os US$ 10 milhões, levou
junto sua advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos.
O chefão perguntou ao contador:
- Onde estão os U$10 milhões que Você levou?
A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contador, que logo respondeu (em sinais): - Eu não sei do que vocês estão falando.
A advogada traduziu para o chefão:
- Ele disse não saber do que se trata.
O mafioso sacou uma pistola 45 e encostou-a na testa do contador, gritando:
- Pergunte a ele de novo.
A advogada,sinalizando, disse ao infeliz:
- Ele vai te matar se você não contar onde está o dinheiro. O contador sinalizou em resposta:
- OK, vocês venceram, o dinheiro está numa valise marrom de couro, que está enterrada no quintal da casa de meu primo Enzo, no nº 400, da Rua 26, quadra 8, no bairro Santa Marta!
O mafioso perguntou para advogada:
- O que ele disse?
A advogada respondeu:
- Ele disse que não tem medo de viado e que você não é macho o bastante para puxar o gatilho. . .

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Manuel em Tókio


O Manuel estava em Tókio onde comprou um par de óculos, cheio de tecnologia, que mostrava todas as mulheres peladas.
Manuel coloca os óculos e começa a ver todas as mulheres peladas, ele se encanta.
Põe os óculos... Peladas!
Tira os óculos... Vestidas!
- "Que maravilha! Ai Jesus!!!"
E assim foi Manoel para Portugal, louco para mostrar a novidade para a mulher (Maria).
No avião, se sente o máximo vendo as aeromoças todas peladas.
Quando chega em casa, já coloca os óculos para pegar Maria pelada.
Abre a porta e vê Maria e o Compadre no sofá pelados.
Tira os óculos... Pelados!
Põe os óculos... Pelados!
Tira... Pelados!
Põe..... Pelados!
E Manuel diz: -
"Pqp! já quebrou!"

Ensinamentos de mãe.

O QUE SEMPRE PRECISEI SABER, APRENDI COM A MINHA MÃE, E COM TUDO ISSO ESTOU VIVO ATÉ HOJE.


Minha mãe ensinou a valorizar o sorriso.

ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!

 
Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.

EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!


Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS...

SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!

 
Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA...

PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?

 
Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...

CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!

 
Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...

FECHA A BOCA E COME!


Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...

ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!


Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...

CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA TU VAI VER SÓ...


Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...

OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!

 
Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...

SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!

 
Minha Mãe me ensinou MEDICINA...

PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.

 
Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...

SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!

 
Minha Mãe me ensinou sobre SEXO...

...E COMO VOCÊ ACHA QUE VOCÊ NASCEU?


Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...

VOCÊ É IGUALZINHO AO TRASTE DO SEU PAI!


Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...

TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?


Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...

QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.


Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...

UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRA VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!

 
Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...

MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!

 
Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...

SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!

 
Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...

OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!

 
Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...

VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!

 
Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRILOQUIA...

NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?

 
Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...

EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!

 
Minha mãe me ensinou a ESCUTAR...

SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!

 
Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..

SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!...

 
Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...

AJUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!



Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!

 


Brigadão, Mãe!

**************

Contribuição, vinda de Coimbra, Portugal, de João Paulo Mesquita Simões

terça-feira, 4 de março de 2008

Embalagens com 3, 6 e 12


Um homem caminha por uma drogaria com seu filho de dez anos.
Aconteceu de eles passarem pela seção de preservativos e o menino perguntou:
- O que é isso, pai?
O pai responde:- São os chamados preservativos, filho... Os homens usam pra fazer sexo seguro.
- Ah, tá..., respondeu o menino, pensativo. Sim, eu já ouvi falar disso nas aulas de saúde física na escola.
Ele olha para a prateleira, apanha um pacote de três preservativos e pergunta:
- Por que tem três nesse pacote?
O pai responde:- Esses são para garotos do Segundo Grau. Uma para a Sexta, uma para o sábado e uma para o Domingo.
- Legal, diz o menino.
Agora ele pega um pacote com 6 e pergunta:
- E esses? Para que servem?- Esses são para garotos da Faculdade, o pai responde. Duas para a sexta, duas para o sábado e duas para o domingo.
- Uau! - exclamou o menino.
Então quem usa estes? perguntou o menino, apanhando um pacote com 12.
Com um suspiro de desalento, o pai responde:
- Estes são para os homens casados.
-Uma para janeiro, outra para fevereiro, outra para março......e assim por diante , até dezembro.

Canção da Plenitude


de Lya Luft

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida, há muito se manchou.
Há rugas, onde havia sedas,
Sou uma estrutura agrandada pelos anos
e o peso dos fardos bons e ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir,
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar quando antigamente
quereria apenas ser amada.
a entender-te se precisas,
a aguardar-te quando vais,
a dar regaço de amante
e colo de amiga,
e sobretudo a força que vem do aprendizado
Posso dar-te muito mais do que a beleza
e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor,
com mais paciência e não menos ardor,
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés- mesmo se fogem – retornam,
cuja correntes ocultas não levam destroços,
mas o sonho interminável das sereias.

Nosso cérebro doido!

 

 

O nosso cérebro é doido !!!

 

De aorcdo com uma peqsiusa
 

de uma uinrvesriddae ignlsea,  
 

não ipomtra em qaul odrem as  
 

Lteras de uma plravaa etãso, 
 

a úncia csioa iprotmatne é que  

a piremria e útmlia Lteras etejasm 
 

no lgaur crteo. O rseto pdoe ser  
 

uma bçguana ttaol, que vcoê 
 

anida pdoe ler sem pobrlmea.  
 

Itso é poqrue nós não lmeos 
 

cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa 
 

cmoo um tdoo. 
 

 

Sohw de bloa.

 

 



Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua  mente leia corretamente o que está escrito.


 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4

M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R

CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!

NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45

N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O

CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M

PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R

B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!

P4R4BÉN5! 
 

segunda-feira, 3 de março de 2008

A menopausa masculina

de Ivan Lessa
 
Agora que já se sabe o nome do novo presidente da Rússia e o nome da moça que ganhou o Oscar de coadjuvante feminina, o mundo já pode ir dormir um pouco mais descansado.
 
Uma notícia nos jornais de ontem — uma das poucas notícias que não era ou sobre Oscar ou sobre eleições na Rússia —, uma notícia, dizia eu, informava a quem quisesse saber que dois médicos do Instituto WellMan, em Londres, depois de exaustivas pesquisas chegaram a conclusão de que — atenção! — a menopausa masculina, existe, sim, senhor, e é bom não botarem banca com ela.
 
Aí está a ilação "registro científico, desempenho artístico": a menopausa masculina explica, e eloqüentemente, as ações algo perturbadas do personagem vivido por Spacey em "Beleza Americana".
 
Segundo o estudo, a menopausa masculina não é tão súbita quanto a menopausa feminina.
 
Parece que é mais sinistra. Chega assim como quem não quer nada, de mansinho, e, de repente, cataplum!, acerta o camarada — um quarentão, claro — bem no meio da testa.
 
Num dia ele está lá dando boa noite para os filhos, lavando o carro aos sábados, no outro, de repente, não mais que de repente, começa a sofrer de calores súbitos no rosto, ter depressão, ficar inquieto, começa a — perdoem-me — não funcionar lá muito direito no departamento sexual.
 
A notícia é péssima para os homens, claro. E não pode ser mais irritante para as mulheres.
 
Não só têm elas lá os seus problemas de menopausa quando ainda por cima têm de lidar com o comportamento bizarro dos maridos, que — some-se à lista — começam a querer freqüentar cassino ou boate, comprar carro esporte e, pela primeira vez, examinam seriamente a possibilidade de deixar, de uma vez por todas e para sempre, a mulher e filhos e começar vida nova.
 
Fazendo arte. No sentido elevado da palavra. Escrevendo um romance, poesia, pintando quadro, por aí.
 
De qualquer forma, o estudo, a uma certa altura, deixa bem claro: as mulheres que se cuidem, tudo isso pode não passar de simples pretexto do homenzinho supostamente tomado de menopausa — confiem desconfiando, recomendam.
 
E aí é outra história, outro filme, outro Oscar.
***
Ivan Lessa, auto-asilado na Inglaterra, segundo ele por ter-se desencantado com o Brasil, trabalha na BBC de Londres.

QUANTO VALE O BLASTOCISTO?

"Mesmo o homem supersticioso tem direitos inalienáveis.
Ele tem o direito de defender suas imbecilidades tanto quanto quiser.
Mas certamente não tem direito de exigir que elas sejam tratadas como sagradas."
(H. L. Mencken)
 
por Rodrigo Constantino

O debate sobre as pesquisas com células-tronco ganhou força, pois o Supremo Tribunal está para julgar a sua proibição ou não no Brasil. Os avanços científicos obtidos com estas pesquisas podem significar a cura de inúmeras doenças, salvando ou melhorando a vida de milhões de seres humanos. Praticamente todos aqueles que se opõem a estas pesquisas o fazem por motivos religiosos. Ainda que vários crentes tentem conciliar religião e ciência, o fato é que a primeira sempre esteve criando obstáculos para a segunda. Quando um avanço científico esbarra num dogma religioso, é este que deve prevalecer, segundo os crentes. A cruzada contra os avanços científicos com estas pesquisas em embriões garante uma sensação de nobreza a seus adeptos, que buscam o monopólio moral da preocupação com a vida. A questão que surge é: qual vida?
 
Sam Harris escreve: "Os embriões humanos que são destruídos nas pesquisas com células-tronco não têm cérebro, nem sequer neurônios. Assim, não há razão para acreditar que eles possam sentir qualquer tipo de sofrimento com a sua destruição, de maneira alguma. Nesse contexto, vale lembrar que, quando ocorre a morte cerebral, atualmente julgamos aceitável extrair os órgãos da pessoa (desde que ela os tenha doado para esse fim) e enterrá-la. [...] A verdade moral aqui é óbvia: qualquer pessoa que creia que os interesses de um blastocisto podem prevalecer sobre os interesses de uma criança com uma lesão na espinha dorsal está com seu senso moral cegado pela metafísica religiosa. O vínculo entre a religião e a 'moral' – tão proclamado e tão poucas vezes demonstrado – fica aqui totalmente desmascarado, tal como acontece sempre que o dogma religioso prevalece sobre o raciocínio moral e a compaixão genuína".
 
Parece evidente que esses religiosos não estão tão preocupados assim com a vida humana. O sofrimento desnecessário de milhões de seres humanos não os sensibiliza tanto quanto a vida de um ovo sem qualquer característica atual que o faça ser considerado realmente um ser humano. O argumento que fala do potencial das células não leva a nada, pois uma potência não é uma atualidade, assim como sementes não são ainda uma floresta. Por trás da cruzada religiosa contra as pesquisas está o conceito humano de alma. Mas os religiosos precisam antes explicar algumas coisas importantes. Por exemplo: nesta fase embrionária inicial, o ovo pode se dividir naturalmente. O que ocorre então? A alma também se divide? O The Guf produz mais uma alma em caráter de urgência? Se ocorrer o oposto, a fusão de dois ovos, as almas praticam uma fusão também? Se as pessoas desejam barrar importantes pesquisas científicas em pleno século XXI, será preciso mais do que apelos dogmáticos que usam um conceito humano, demasiado humano, como alma.

A ansiedade de exposição na Net


Na internet, você entra no YouTube, vira a câmera para si mesmo e perde a individualidade. Passa a se apresentar como um pacote público
Lúcia Guimarães*
 
Primeiro, uma confissão: venho me servindo do ensaísta e crítico cultural Lee Siegel há anos. Não, ele não vai me processar por assédio sexual. As idéias de Lee Siegel me socorreram quando algum fenômeno da cultura popular americana me colocava na contramão do gosto coletivo e me batia uma solidão danada em festas ou papos de bar. Em parte por causa dele me mantive assinante da revista The New Republic. E desconfiei que havia algo malcheiroso no incidente que levou-o a uma suspensão temporária desta publicação por ter assumido um pseudônimo para se defender de ataques de leitores sociopatas. Volto à celeuma já, já. Mas, no espírito da transparência editorial, foi na condição de tiete que, ao ver o novo livro de Siegel exposto na livraria, decidi procurá-lo ao terminar a primeira página do prefácio.
 
No prefácio de Against the Machine, Being Human in the Age of the Electronic Mob, Siegel resume o que faz dele um personagem démodé do jornalismo contemporâneo: "As coisas não têm que ser como são".
 
No auge do baba-ovo geral com a série Sex & the City, em 2002, um ensaio solitário de Siegel, Relationshipism, na New Republic, chamou atenção para o fato de que as quatro mulheres usavam a própria independência para, entre outros comportamentos destrutivos, confundir sexo com afeto e submeter-se a humilhações sistemáticas. Siegel estava defendendo as mulheres delas mesmas.
 
O argumento central do livro é que a internet veio acelerar uma tendência cultural preexistente - o fato de que nunca na história o indivíduo foi tão elevado acima da sociedade, e satisfazer o próprio desejo tornou-se mais importante do que equilibrar os relacionamentos com o outros. "Nós vivemos dentro da nossa cabeça mais do que qualquer sociedade em qualquer outro momento e, para alguns, agora, a realidade só existe dentro da cabeça deles." Siegel não está condenando e sim apontando o fato de que a tecnologia é neutra e amoral. "A internet", diz, "não criou patologias de comportamento", mas as difundiu e acelerou, como a pedofilia, a violência pornográfica e o isolamento resultante de doença mental.
 
Ele convida o leitor a considerar o caso do automóvel, o ícone sagrado da prosperidade americana. No começo da década de 60, 50 mil americanos morriam anualmente nas estradas. Havia detalhes de engenharia específicos e conhecidos para alterar a fabricação, mas o carro como símbolo de status e individualismo era intocável. Até que foi publicado o clássico Unsafe at Any Speed (Inseguro a Qualquer Velocidade), de Ralph Nader, sobre a negligência criminosa da indústria de automóveis. O grande público ficou horrorizado, gradualmente os engenheiros passaram a ser ouvidos e milhares de mortes foram evitadas.
 
As coisas não tinham que ser como eram.
 
Siegel não sugere que a internet seja letal como o automóvel, é claro, mas compara as duas tecnologias pela sua recepção triunfal e acima da crítica. Ambas foram saudadas sob a retórica da liberdade e da democracia. Siegel lembra a famosa previsão de Lenin sobre o imperialismo como a fase final do capitalismo. Ele discorda: "A fase final do capitalismo, a fronteira sem fundos, é a exposição pública do universo privado, da psique. A privacidade virou performance. É uma transação pública. Against the Machine propõe uma moratória nas platitudes triunfalistas e um resgate da cultura adulta.
 
Primeiro vamos falar da impressão de que seu livro é "contra" a internet.
 
Claro que não é. Eu dependo da internet, assim que acabar esta entrevista vou para casa checar meu ranking nas vendas da Amazon. Eu me mantenho ligado no e-mail como se fosse um apêndice. Só acho que a tecnologia deve ser usada com cuidado. Ela deve amplificar nosso humanismo, não nos desumanizar.
 
Seu problema é com a maneira como o comércio se apropriou da internet?
 
Sim, desde o princípio. Na verdade, a internet começou como uma iniciativa militar e a comercialização foi imediata. E você pode ver as ramificações a toda hora. O Rupert Murdoch comprou o My Space. A Microsoft tenta comprar o Yahoo. O Google continua a criar todo tipo de estratégia para derrotar a Microsoft. E acho que, no nível pessoal, quando as pessoas entram na internet, com freqüência elas acabam se "empacotando". Não existe mais nada não intencional. Você entra no YouTube, vira a câmera para si mesmo e uma vez que está on camera você muda. A vida muda. Você passa a calcular, perde a espontaneidade, se torna autoconsciente e se apresenta como um pacote.
 
Uma crítica fácil de fazer a seu livro é que ele foi uma reação ao episódio do pseudônimo no blog, que lhe valeu a suspensão temporária da 'New Republic'…
 
Há uma corrente forte para suprimir qualquer crítica à internet como coisa de reacionário. Eu já fazia críticas há anos, desde 2003, na New Republic, na Slate, no Los Angeles Times - sob meu próprio nome. Umas das coisas que primeiro me incomodaram foi o anonimato. Não podia acreditar que as pessoas pudessem entrar nos sites e, sob a proteção de um pseudônimo, fazer comentários abusivos e até difamar os outros à vontade. Isso me deixava maluco. Eu tinha meu próprio blog na New Republic e passei meses pedindo aos editores para não publicar a baixaria. Até que um assinante, usando pseudônimo, me chamou de pedófilo. "Basta", pensei. "Vou fazê-los provar um pouco do próprio remédio. Vou assumir uma identidade e mostrar como isso acontece." E todo mundo se apressou a me condenar. Foi uma forma de protesto. Acho que se você tem algo a dizer, diga no próprio nome.
 
Você usa a expressão 'blogofascismo' para definir um aspecto do fenômeno dos blogs. Mas eles foram um resultado natural de uma tecnologia disponível…
 
Claro, a internet trouxe cenários inevitáveis. Seu valor dominante é a conveniência. E a vida contemporânea, por ter se complicado, depende em grande parte da conveniência. Por isso eu e você adoramos a internet. Mas a conveniência, por si só, pode ser problemática. Se você levantar e sair da sala, posso achar conveniente tirar o dinheiro de sua carteira. Pode ser conveniente trair, roubar mentir ou matar. A internet facilitou muita coisa, mas não necessariamente o que deva ser conveniente. O que se vê na internet é algo novo. Não é cultura de massa no sentido de que é produzida para a massa por um número reduzido de agentes. É cultura produzida pela massa. Este é, a meu ver, o verdadeiro aparecimento da cultura da massa, pela primeira vez. Na cultura, chegamos à ditadura do proletariado que Marx queria ver na economia e felizmente não aconteceu. As vozes mais irresponsáveis, mais barulhentas e agressivas estão erodindo a autoridade do jornalismo tradicional. Quando todos têm o mesmo direito de falar, acaba a discordância. É o igualitarismo antidemocrático. Vivemos um clima de hostilidade ao mérito e ao talento que destaca certas pessoas. Acesso não tem nada a ver com democracia, é um grito de guerra do consumidor. Mas quem fala sobre isto é acusado de elitista.
 
Há um movimento, liderado pelo professor Lawrence Lessig, de Stanford, que cunhou o termo 'copyleft'. Ele não só condena o excesso de zelo na proteção de copyright como uma forma de engessar a criatividade, mas exalta a internet como a grande ferramenta democratizante.
 
O Lessig é um cara divertido. Tenho certeza de que é um advogado competente, mas quando começa a falar de cultura, fica engraçado. Ele começa com o papo da democratização e argumenta que você pode mandar um poema de amor para alguém, pode difundir seus hobbies para o mundo. Ele confunde o que a democracia permite - escrever um poema de amor, desfrutar da livre expressão - com o que permite a existência da democracia, um mecanismo político e não cultural.
 
No livro, você critica programas como o 'Daily Show', do Jon Stewart, e 'Curb Your Enthusiasm' (com Larry David, criador do 'Seinfeld') e toda uma tendência de filtrar a realidade por meio da ironia. Você não acha uma vantagem quando jovens que não prestariam atenção ao noticiário são informados por um cômico como o Stewart, que expõe as fraquezas do jornalismo e a hipocrisia do poder?
 
Primeiro, acho que essa tendência não fortalece a ironia e sim o sarcasmo. Houve uma grande mudança no humor, acelerada também pela internet. Antes, a piada clássica começava assim: "Dois sujeitos entram num bar…", e a piada continuava até a punch line. Agora a piada é: "Dois sujeitos entram num bar… e os dois são gordos!" E todo mundo cai na gargalhada. A internet produz rapidez, agilidade, malícia, crueldade, desrespeito a qualquer forma de autoridade. É isto que esses shows promovem, um prazer em testemunhar o ridículo - seja de Bush ou de um padre flagrado com a mão onde não devia.
 
Outra crítica importante do livro é sobre a diferença entre informação e conhecimento, uma distinção que está difícil de fazer em relação à web.
 
Eu tenho um filho de 1 ano e meio. Quando ele nasceu, minha mulher e eu ficamos acessando todo tipo de site médico associado a hospitais respeitados, queríamos nos tranqüilizar sobre cada novo momento. Esse tipo de recurso traz muito alívio. Mas a internet não dá refresco neste país, envia informação sem parar, 24 horas por dia. As histórias importantes se perdem, as questões importantes são relativizadas, tudo se confunde. Eu não preciso saber que alguém levou um tiro num estacionamento no Arizona. Mas eles vão me empurrar essa história e os psicólogos que aparecem e os comentários dos sociólogos e das testemunhas do crime - a coisa parece interminável até o momento em que salta para o próximo assunto - alguém fabricou uma camiseta no Texas que virou um sucesso no mundo todo! E não acaba nunca. É a praga da popularidade. A internet substituiu a cultura popular pela cultura da popularidade. O principal critério de sucesso na internet é popularidade. A cultura popular costumava atrair as pessoas para o que elas gostavam. A internet atrai as pessoas para o que os outros gostam. Então, na home page dos jornais americanos, agora você tem as listas "mais populares, mais enviados por e-mail, mais mencionados em blogs". É patético. E o que acontece com a reportagem sobre uma mulher negra idosa em Chicago, despejada de casa no meio do inverno? É claro que não vai ser popular nem sexy. Você vai ter que ler sobre a Britney Spears ou a Paris Hilton, e esse critério é devastador.
 
Confesso que, depois de mais de 20 anos na cidade , cometi um gesto impensável para uma jornalista. Deixei de comprar o 'New York Times' uma vez ou outra, leio on line e desconfio que o jornal passou a me irritar por tentar servir a essa tendência de popularidade.
 
Você tem razão, não há mais a fonte singular de notícias. Eu fiz uma experiência. Passei uma semana sem ler jornal e evitando TV e rádio. Não consegui ficar desinformado. Era só andar de metrô, usar o computador. Despejaram informação em mim, mas não informação relevante. Num futuro não muito distante, a informação vai ser como uma neblina, um miasma, quem sabe, em vez de máscaras de gás, nós vamos ter máscaras de informação para respirar…
 
Como é o choque de gerações provocado pela cultura digital?
 
A internet está criando uma estranha geração de jovens de meia-idade, que são padronizados, cautelosos e calculistas. Enquanto isso, os mais velhos, que não cresceram com esse meio, ainda amam os livros, o individualismo dos livros. Eles têm maior tolerância pelos erros. Maior tolerância pelas paixões e as idiossincrasias que são flagradas e ridicularizadas com tanta rapidez na internet. Essa tecnologia é quantificadora, motivada por comercialismo e está roubando a juventude dos jovens. Os defensores da internet não querem admitir isto, mas 80%, talvez 90% do tráfego da internet seja pornografia. A enorme propagação da pornografia pela internet está criando uma incapacidade de ter tesão. Está ficando cada vez mais complicado ter uma ereção. E a pornografia acaba influenciando tudo - é a gratificação instantânea. As pessoas se tornam objetos. Você acessa a internet porque quer alguma coisa, todo mundo quer alguma coisa. As coisas mais explícitas que estão lá do ponto de vista sexual são bastante destrutivas. Há os predadores tentando seduzir crianças. Pessoas que vão reviver os próprios traumas porque estão interagindo com fantasmas. Se não houvesse todo o anonimato, você não teria tanta pornografia - quem é que quer assistir a um filme pornográfico realista, identificar-se como espectador e identificar os personagens? Então o anonimato é um princípio da internet tanto quanto é um princípio da pornografia. Se você não sabe com quem está se relacionando, então não está se relacionando com ninguém. Está apenas projetando, criando um personagem baseado nas suas necessidades e neuroses. Há muita reencenação de trauma na internet, os psicólogos, afinal, estão estudando isso.
 
E o que é positivo nessa cultura de massa pela massa? Você acha que no jornalismo algo de bom esteja acontecendo como reação às pressões de popularização da internet?
 
No momento, não. Mas por causa da inquietação da cultura americana e, veja, não estou comentando sobre a cultura da internet em outros países, sujeita a outras variáveis, mas por causa da nossa inquietação, alguma forma de dissidência há de se tornar popular, simplesmente porque o mercado não descansa. Acredito que os adultos vão tomar a cultura das mãos da garotada ou parar de fingir que são os jovens que decidem o que a cultura deva ser. E há de haver alguma maturidade, alguma seriedade, e com isso quero dizer, por exemplo, teremos o riso e traquinagem, ao invés de sarcasmo e deboche, obsessão com popularidade para escola de segundo grau. O livre mercado, que eu defendo, e que é tão importante para a democracia, pode também ser uma calamidade para a cultura popular. Já que o valor dominante é a conveniência, os aspectos mais crassos da cultura são amplificados, tudo requer gratificação imediata. Eu penso sobre o fato de que nós, americanos, temos esses assassinos em massa que entram num local e matam um grande número de pessoas rapidamente. Você já notou que o mesmo dedo usado para double click no teclado é o dedo usado para apertar o gatilho? Como crítico cultural, o que mais me interessa são as vozes originais. E acho que a internet tem um potencial enorme para difundir talentos originais, seja porque não dependem de grandes estúdios de gravação, de grandes editoras, das corporações. Quando espaços não comerciais se protegem do barulho ensurdecedor da massa, vemos florescer muito talento. Sabe o que eu acho que vai acontecer de positivo? A própria internet vai ser usada para combater o lado negativo da internet. Estou esperançoso. A necessidade tipicamente americana de combater o status quo pode ser gratuita, mas pode também ser construtiva. Quem sabe vamos ver nascer a contracultura da internet, um movimento genuíno de dissidência?
***
* A jornalista Lúcia Guimarães atua como correspondente em Nova York desde 1985. Dirigiu documentários para o GNT e é produtora e participante do programa Manhattan Connection, do mesmo canal

domingo, 2 de março de 2008

Dinâmica de grupo

Numa dinâmica de grupo para se trabalhar numa empresa multinacional, foi feita a seguinte pergunta para três candidatos:
 
O que você gostaria que falassem de você no seu velório?
 
O 1º candidato disse:
- Que eu fui um grande médico e um ótimo pai de família.
 
O 2º candidato disse:
- Que eu fui um homem maravilhoso, excelente pai de família, e um professor de grande influência no futuro das crianças.
 
Aí, o 3º arrasou:
- Gostaria que eles dissessem: "Olha, ele está se mexendo..."
 
Isto é Otimismo...
Foi contratado !

O "estilo" do Paulo Coelho

(...) A formalidade em literatura chama-se estilo. Literatura sem estilo, como a de Paulo Coelho, com seu desrespeito pela  dignidade da palavra, não é literatura, é literaburra. Não é que Paulo Coelho escreva mal; o que ocorre é que ele não atingiu, ainda, o nível da palavra escrita, com seu impulso criador articulado no espírito da língua portuguesa, dentro da sua lexicologia e da sua sintaxe. Simplesmente, não sabe escrever. E não sabe escrever não porque não estudasse gramática, mas porque não lê literatura, não tem convivência com os clássicos da língua. Resumindo, em Paulo Coelho, o que é bom não é dele (é sugado de outros textos) e o que é dele não é bom. Quem matou a charada, por incrível que pareça, foi aquele brasilianista americano Matthew Shirts, tão abrasileirado que adquiriu até um simpático jeito pachola. Em artigo neste jornal, escreve que o homem de 65 milhões de livros vendidos o que fez "foi derrubar o muro que separa a ficção da auto-ajuda. Eis, a meu ver, o segredo do seu sucesso." Eis aí, o "mago" de O Alquimista não se preocupa em produzir literatura, ele faz auto-ajuda. Poderia começar por auto-ajudar-se aprendendo português."
 
Gilberto de Mello Kujawski, jornalista e escritor, não pertence a nenhuma academia nem está ligado a nenhuma faculdade ou partido político.
 

 

TENACIDADE DO CRIADOR


"Um pensamento profundo está em devir contínuo, abarca a existência de uma vida e se amolda a ela. (...) E ainda: A criação é a mais eficaz de todas as escolas de paciência e lucidez. É também o testemunho transtornador da única dignidade do homem: a revolta tenaz contra sua condição, a perseverança num esforço considerado estéril. Exige um esforço quotidiano, o domínio de si mesmo, a apreciação exata dos limites do verdadeiro, a medida e a força. Constitui uma ascese. Tudo isso "para nada", para repetir e espernear. Mas talvez a grande obra de arte tenha menos importância em si mesma que na prova que exige a um homem e na ocasião que lhe proporciona de vencer seus fantasmas e de se aproximar um pouco mais da realidade nua".
Ernesto Sábato/Miguel Angel

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O psicólogo diante da morte


de Evaldo Ferreira da Costa

Se perguntarmos a três pessoas o que entendem por morte, obteremos,
no mínimo três definições diferentes, pois a morte, ou o seu conceito, tem
significados que variam entre sociedades, entre indivíduos de uma mesma
sociedade e até mesmo em um indivíduo, haja visto que o significado pessoal
da morte muda de acordo com o amadurecimento emocional e cognitivo da
pessoa.
No entanto, segundo C. G. Jung, em seu livro *O Eu e o Inconsciente
**, "toda e qualquer experiência humana só é possível dada a presença de uma
predisposição subjetiva".* Ou seja, todas as experiências, idéias e
conceitos humanos, entre eles a morte, ocorrem devido à existência de uma
estrutura psíquica inata denominada arquétipo. Estes caracteres arcaicos são
de ordem coletiva e portanto pertencem a todo ser humano. Mas não se trata
porém de idéias herdadas e inatas a todo homem, e sim de possibilidades
herdadas de idéias e comportamento. Deve-se ressaltar ainda que os
arquétipos se manifestam como imagem arquetípica, ou seja, o que chega à
consciência não é um arquétipo propriamente dito e sim a sua imagem
arquetípica, que irá depender principalmente da cultura da pessoa e poderá
sofrer alterações ao atingir a consciência.

Ao considerarmos morte como um arquétipo, todo homem terá em si uma
imagem virtual do que seja morrer. Esta imagem manifesta-se de formas
diferentes, dependendo da cultura em que vive ou viveu, de sua história de
vida, do seu nível de desenvolvimento cognitivo e emocional, e do seu
dinamismo psíquico. Assim, o conceito que tem sobre a morte enquanto jovem
poderá mudar quando mais velho, ou o conceito que tem enquanto esta sadio
poderá mudar quando ficar doente, ou quando morrer um ente querido. No
entanto, a essência do que é a morte continuará a mesma e sempre passará um
sentimento e idéia de perda, separação, finitude, passagem, transformação e
renascimento que podem ocorrer de uma forma ou de outra. Por exemplo, o
renascimento pode ser vivenciado como significando o começo de uma nova
vida, agora sem um ente querido, ou como a crença na reencarnação.

Portanto, a morte apresenta dois aspectos: um coletivo e outro
individual que dialeticamente farão as pessoas com que as pessoas a
vivenciem ou a compreendam diferentemente. Com isso, procuramos resgatar os
aspectos sociais e fenomenológicos da morte para que ela não seja tratada de
forma unilateral, devendo o profissional de saúde que lida com a morte ter
sempre em mente estes dois aspectos.

Todas as representações da morte estão imersas num contexto coletivo
e cultural. Assim, a cultura oriental e a cultura ocidental sendo as mais
difundidas presentemente, influenciam de forma diferente no modo de lidar
com a morte.

A cultura ocidental é impregnada pelo individualismo e pela crença
em uma única vida, o que faz com que as pessoas busquem viver sua única
existência da melhor forma possível e num maior espaço de tempo. Além disso,
é uma cultura fundada no capitalismo, onde o indivíduo é visto sob a ótica
da produtividade e a sua principal expressão religiosa, o cristianismo,
prepara o homem somente para a existência na Terra, pouco falando sobre o
pós-morte.

Estes fatores fazem com que as pessoas temam adoecer e mais ainda o
fato de morrer, que é visto como algo inesperado e indesejável que vem para
arrancar o indivíduo de sua vida, de seus familiares e de seus prazeres para
jogá-lo no desconhecido. Portanto, segundo Maria Julia Kovács, *"a morte na
sociedade ocidental atual é vista como algo vergonhoso e não é mais
considerada um fenômento natural, e sim fracasso, impotência ou imperícia,
por isso deve ser ocultada"*.

Como vemos, o que predomina no Ocidente é o medo da morte. De tal
modo simbolizada e trazida por um carrasco cruel vestido de negro que
carrega uma enorme foice. Essa representação, sem dúvida, inspira temor por
sua visita.

Já no oriente ocorre o oposto. Naquela cultura, fundamentada em
religiões como o Budismo e o Hinduísmo, as pessoas consideram a morte como
uma transformação necessária à purificação do espírito e há livros, como o
Livro dos Mortos Tibetanos, que oferecem orientações para o momento da
morte e para o estado do pós-morte, através do qual o ser humano deve
passar. Isso torna a morte não só algo esperado, mas necessário. Assim,
teoricamente deve ser mais fácil para um oriental enfrentar a morte do que
para um ocidental.

Contudo, sabemos que não há só o fator cultural a influenciar a
vivência da morte. Há também o aspecto subjetivo ou fenomenológico. Dentro
deste aspecto vemos a morte é uma experiência única a cada indivíduo.
Portanto, cada um tem dela uma representação própria.

Esta representação e a forma como a morte é vivenciada dependerá
principalmente da relação que o sujeito estabelecer com o fenômeno da morte
e de fatores como a idade e o estado de saúde da pessoa, dentre outros. A
posição do sujeito diante da morte pode dar-se de três formas: como
profissional, um médico ou psicólogo, por exemplo; na posição de quem morre;
ou na posição de parente de quem morre.

Entendemos, desta forma, que não é possível abordar a morte sem
considerarmos os aspectos sociais e fenomenológicos que influenciam na sua
compreensão, já que estes dois fatores atuam conjuntamente e fazem parte da
estrutura psíquica do indivíduo como nos mostra a Psicologia Analítica.
O psícólogo clínico ou hospitalar é um profissional que lida diretamente com
a morte, pois a vida é feita de inúmeras mortes, já que as pessoas
experienciam o morrer quando sofrem alguma perda. Assim, o psicólogo
trabalha as mortes trazidas pelo cliente em terapia ou pelo paciente no
leito hospitalar. Isto requer dele, além de preparo psíquico, um preparo
teórico-prático para enfrentar tema tão difícil.

A nosso ver, este preparo dar-se-á a partir de uma mudança de
posrtura em relação à morte, que deve ser entendida como algo inerente a
todo ser humano e necessário ao seu crescimento, pois complementa a vida.
Além disso, o psicólogo deve aprender a lidar com suas mortes para que possa
dar apoio psicológico a quem o procura. Para isso devemos entender a morte
sob o ponto de vista social e fenomenológico, aspectos indissociáveis da
questão.
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Evaldo Ferreira da Costa é concludente do
Curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará.
Membro do Círculo Junguiano de Fortaleza.
 

Hedonista, muito prazer

*Livro chama atenção para as coisas boas da vida.
E também para as ruins que podem ser muito boas*

Mariliz Pereira Jorge

Se você não bebe, não fuma, não come comida gordurosa, não gasta mais do que ganha, faz exercícios regularmente e sexo idem, mas sempre seguro, pelo
menos ache um tempinho para ler *Manual do Hedonista,* do americano Michael Flocker, que a editora Rocco acaba de lançar no Brasil. O livro não é exatamente uma obra de fôlego. Ao contrário, é ligeiríssimo em sua despretensiosa missão de ajudar pessoas muito ocupadas, muito apressadas e muito preocupadas – ou seja, a metade certinha da humanidade – a pelo menos dar umas boas risadas só em cogitar na possibilidade de relaxar e até cometer alguns excessos. "As pessoas passam a vida querendo ver a conta do banco crescer e esquecem que a vida está acontecendo agora, não daqui a dez anos ou quando se aposentarem. Vivem conectadas com o mundo, mas não consigo mesmas. Simplesmente esquecem de viver", disse Flocker a VEJA. Se for completamente impossível desacelerar e perder tempo com bobagens divertidas como o *Manual do Hedonista,* pelo menos passe os olhos pelas listas em que o autor resume sua filosofia, como as que ilustram estas páginas.

Para a filosofia propriamente dita, hedonismo é coisa séria. Suas raízes foram lançadas pelo filósofo grego Epicuro.
Ele pregava que o objetivo de todos os atos é alcançar o prazer e, com ele, a alma tranqüila que permitiria viver numa espécie de estado superior. "É a busca dos prazeres simples e refinados para viver com sabedoria", define Marco Zingano, professor de filosofia antiga da Universidade de São Paulo. Apesar da moderação e até frugalidade da idéia original, o que se disseminou, nada surpreendentemente, foi uma espécie de degeneração do conceito – pensem em Roma e todos os seus abusos. Também nada surpreendentemente, o cristianismo se transformou numa espécie de bandeira anti-hedonista, sobretudo em suas variantes mais puritanas – pensem no protestantismo fundamentalista que está na raiz da formação americana. Flocker faz até brincadeira com as diferenças entre Estados Unidos e Brasil. "Primeiro, eu me perguntei se os brasileiros precisam mesmo de um livro que ensine como aproveitar a vida", diz. "Mas depois me dei conta de que Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, são como qualquer outra cidade grande do mundo e devem estar cheias de doidos correndo para cima e para baixo, que precisam desacelerar." Autor de outra pérola do gênero ligeiro, *O Metrossexual – Guia de Estilo,* Flocker diz que tenta seguir os próprios conselhos: jornada de trabalho de no máximo quarenta horas por semana e viagens turísticas no mínimo quatro vezes por ano, sempre com o celular desligado. "Ninguém é tão necessário que não possa ficar incomunicável", diz. Mas, como nada é perfeito, desde que lançou o livro não pára de trabalhar na sua divulgação, "sem tempo para fazer coisas muito mais divertidas".

*HORA DE DESCONECTAR*

*Segundo o livro, bastam cinco identificações com os sintomas abaixo para caracterizar a necessidade de uma "intervenção hedonista"*

• Você não lembra o telefone de ninguém porque todos os números estão programados no celular

• Manda mensagens eletrônicas para pessoas que estão sentadas na mesma sala

• Suas férias seguem um roteiro

• A idéia de uma semana inteira sem acesso à internet é apavorante

• Sente-se entediado em casa se a televisão estiver desligada

• Precisa assistir ao noticiário todo dia para ter certeza de que o mundo
não vai acabar

• Pára para assistir a seriados que já viu inúmeras vezes

• É incapaz de sentar e ficar pensando em silêncio

• Suas conversas giram em torno da vida dos outros, não da sua

• Compra um sapato porque combina com seu iPod

*DE PERDER O JUÍZO*

*Dez motivos para parar tudo e mergulhar
de cabeça no que a vida tem de melhor*

• Tire férias sozinho. Você vai se conhecer melhor

• Apaixone-se perdidamente. Segurança emocional é coisa supervalorizada

• Visite os trópicos com alguém especial. Dure ou não, você nunca vai
esquecer

• Acampe no deserto. Fuja da civilização e tudo ficará mais claro

• Faça um passeio de balão

• Passe uma semana longe de todos e faça tudo o que tiver vontade

• Dê-se uma festa de aniversário espetacular. Não precisa ser grande, só
espetacular

• Monte o álbum de fotografias da sua vida. Vai ver que sua vida rende uma
história

• Mande pintar seu retrato. Todo mundo merece ser imortalizado para a
posteridade

• Deixe o passado para trás. Ele existe para ser lembrado, não para ficar
preso a ele

*DESACELERE*

*Dez passos infalíveis para libertar o hedonista
que existe dentro de você*

• Sente-se num banco de jardim para ver a vida passar

• Balance-se numa rede, olhando as estrelas

• Flutue sobre as ondas do mar

• Faça uma caminhada sem rumo

• Leia um livro em total silêncio

• Cochile sob o sol

• Tome um banho de banheira à luz de velas

• Durma até não poder mais

• Estenda as preliminares

• Veja um filme sueco

*E DAÍ?*

*Dez coisas que você não devia fazer.
Mas, quando faz, se diverte*

• Beber até constranger os amigos

• Dormir até depois do meio-dia

• Comprar a crédito

• Fazer sexo com um ex

• Jogar

• Comer o que engorda

• Ligar para o trabalho e dizer que está doente

• Ficar acordado até tarde

• Fofocar

• Tramar uma vingança

*DESAPEGUE-SE*

*Dez exemplos de coisas que parecem importantíssimas,
mas passam sem deixar vestígio *

• Juventude

• Paixão

• Barriga tanquinho

• Emprego

• Problemas

• Importância profissional

• Relacionamentos

• Dívida

• Hemorróidas

• A vida

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

As domésticas, segundo o desembargador

 O desembargador aposentado Caio Graccho decidiu criar o "Pequeno Dicionário da Empregada Doméstica" para o jornal "Tribuna da Magistratura", da (Apamagis) Associação Paulista dos Magistrados. Ele diz que o lançamento será "no saguão principal da sede das Casas Bahia, ao lado do 'Crediário' (que eu não sei onde fica)".
*
No artigo, Graccho relata a dificuldade de um amigo de entender o que dizia uma "serviçal" que havia contratado. "A moça era do norte. De Garanhuns. Nada contra, mas... sabe como é. Nós, brasileiros, sabemos", diz, citando a cidade-natal do presidente Lula. Graccho disse à coluna que sua empregada gostou muito das piadas:
"Li para ela e ela achou bom". E os moradores de Garanhuns, não ficarão chateados? "Nós,
brasileiros, também estamos chateados com os homens de lá". Abaixo, expressões do "dicionário":

Ãnsdionti - Antes de ontem
Asmininxegaro
- As meninas chegaram
Badacama
- Debaixo da cama
Badapia
- Debaixo da pia
Cásperdi
- Caso perdido
Dendapia
- Dentro da pia
Dôdistongo
- Dor de estômago
Iscodidente
- Escova de dente
Issokipómoiá
- Isto aqui pode molhar
Lidileite
- Litro de leite
Mardufigo
- Mal do fígado
Oncotô
- Onde que eu estou
Olunumpré
- O Lula não presta
Sinborntão
- Vamos embora então
Tirdiguerra
- 'Tiro de guerra Unkidicarne - Um quilo de carne
Uventátáondi
- O avental está aonde (sic)
...

*******
PS: se você sabe mais, bota  aqui em 'Comentários'

 

O Caso do Vestido(*) poema e roteiro


Carlos Drummond de Andrade
 
 
Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?
 
Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.
 
Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?
 
Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.
 
Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.
 
Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.
 
O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.
 
Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!
 
Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.
 
Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.
 
E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,
 
se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,
 
chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,
 
me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,
 
mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.
 
Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,
 
beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.
 
Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,
 
me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,
 
que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...
 
Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.
 
Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio.  Disfarcemos.
 
Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.
 
Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.
 
E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.
 
Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.
 
Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,
 
só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.
 
Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.
 
Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.
 
O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,
 
mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.
 
Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.
 
Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.
 
Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,
 
visitei vossos parentes,
não comia, não falava,
 
tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.
 
Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,
 
perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,
 
minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,
 
minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.
 
Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.
 
Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,
 
pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.
 
Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,
 
que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,
 
última peça de luxo
que guardei como lembrança
 
daquele dia de cobra,
da maior humilhação.
 
Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
 
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
 
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
 
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
 
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
 
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
 
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
 
dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.
 
Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito
 
de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.
 
Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.
 
Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?
 
quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?
 
quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?
 
quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?
 
Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.
 
Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.
 
Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada
 
vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,
 
mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,
 
põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,
 
comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,
 
comia meio de lado
e nem estava mais velho.
 
O barulho da comida
na boca, me acalentava,
 
me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito
 
de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.
 
Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.
 
****************************
 
(*) Faz alguns anos adaptei este poema para Vídeo e, diferente de recentes adptações, cuidei para pouco ou nada modificar da narrativa poética, pretendendo interferir o menos possivel, inclusive nos "diálogos", alguns criados em benefício da 'naturalidade'. O resultado foi visto por mais de 1570 pessoas no site onde está alojado: Recanto das Letras

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A Rainha, Lula e o bebê


Lula vai para a Inglaterra visitar a rainha, ele a homenageia, trocam presentes, e lhe pergunta:
-Companheira Rainha, como consegue escolher ministros tão maravilhosos?
Ela lhe responde:
-É fácil, senhor presidente, eu apenas faço uma pergunta inteligente e
se a pessoa conseguir responder é por que ela é capacitada para ser
ministro. Quer ver? Eu vou lhe dar um exemplo.
A rainha pega o telefone, liga para Tony Blair e pergunta:
-Tony, seu pai e sua mãe têm um bebê e, ele, não é seu irmão, nem sua irmã.
Então, quem ele é?
O ministro pensa, pensa, e responde:
-Senhora rainha, esse bebê sou eu.
Ela diz que a resposta está certa, agradece e desliga o telefone falando
para Lula:
-Viu só? Ele merece ser ministro.
Lula, maravilhado, volta para o Brasil, chama seu (ex) coordenador
Ricardo Berzoíni e lhe pergunta:
-Berzoini, seu pai e sua mãe têm um filho, ele não é seu irmão nem sua
irmã. Então, que é ele?
O ex-ministro pensa e pensa e responde:
-Senhor presidente eu vou consultar o pessoal do setor de inteligência e
lhe trago a resposta.
Vai para a sala de seus assessores e cobra a resposta, dizendo para irem
rápido que o presidente está esperando. Nenhum sabe a resposta, então um
deles lhe diz para consultar a equipe de base que está mais ligada ao
povo, que eles devem saber essas coisas.
Seguindo o conselho, ele liga para a equipe de base e lhes faz a mesma
pergunta. Também não souberam responder e disseram para o ministro
perguntar ao ex-presidente Fernando Henrique. Então, Berzoíni liga para o
ex-presidente e lhe pergunta:
-Fernando Henrique aqui é o Berzoíni, eu tenho uma pergunta para você,
que é sociólogo e pode nos ajudar nessa. Se seu pai e sua mãe têm um bebê
e esse bebê não é seu irmão nem sua irmã então quem é esse bebê?
O ex-presidente pensa e responde:
-Ora, Berzoíni, é lógico que esse bebê sou eu...
Berzoíni agradece, desliga o telefone e vai correndo contar para Lula a
resposta da pergunta. Chegando na sala do presidente, vai falando:
-Se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão nem
minha irmã, é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique.
Então, Lula dá um grande sorriso e diz:
-Companheiro Berzoíni, agora eu te peguei, sua resposta está
completamente errada. O bebê é o Tony Blair!!