domingo, 24 de fevereiro de 2008

Frases


Manuel Bandeira


Dos vendedores ambulantes que freqüentavam a Rua da União, dois me interessavam particularmente: a preta das bananas, com o seu vistoso xale de pano da Costa, e o homem dos sapatos. Este chegava com o seu grande baú de folha-de-flandres, abria-o na saleta de entrada e ficava esperando pela freguesia, que eram as senhoras de casa e da vizinhança. Eu gostava de olhar aquela confusão de borzeguins, chinelas e sapatos rasos. Mas, um dia, o sujeito, que era robusto e falava grosso, me interpelou: —Já vai ao colégio? Estuda Geografia? Qual é a Capital do Espírito Santo?

Embatuquei, e o sapateiro tripudiou: — Ignora?

O que eu esperava, o que eu ouvia dizer em tais ocasiões era: — “Não sabe?” Aquele “ignora”, que eu jamais ouvira, soou-me duro. Senti-me insultado, afastei-me do baú, nunca mais me aproximei do homem. E até hoje implico com esse inocente verbo “ignorar”, sobretudo no singular do presente do indicativo.

Outro dia foi meu tio Antonico que me surpreendeu, dizendo ao amigo Fiúza: — Quando você ia colher os cajus, eu já voltava com as castanhas!

Surpresa maior, porém, foi o que disse à minha avó unia sua amiga, ouvindo-lhe queixas de achaques que não cediam aos remédios: — Minha Dona França, deixe a natureza obrar!

Essas foram frases ouvidas na infância e então me soaram insólitas e inexplicáveis. Adulto, ouvi outras, sem nenhum mistério, mas igualmente surpreendentes. Assim, a de uma dessas pretinhas de Copacabana, cabelizadas e maquiladas, que tratava emprego com a senhora:

— A que horas a senhora janta?

— Às oito horas.

— Não pode ser às sete?

— Quem marca o horário das refeições em minha casa sou eu, não a cozinheira.

A pretinha então, muito gentil:

— Claro, não leve a mal que eu pergunte: não vê que eu sou mulher da vida e tenho de noite o meu trabalho lá fora?


Texto extraído do livro "Colóquio unilateralmente sentimental", Distribuidora Record — Rio de Janeiro, 1968, pág. 15.

Senhor, tem pena de mim


Ivan Lessa

As vastas amendoeiras do Passeio Público fornecem aprazível refúgio àqueles que, por alguns minutos, desejam escapar ao alvoroço do Centro, deixando-se ficar sentados, simplesmente a matutar ou ler o jornal. Quando eu discretamente deixei a serrinha e o facão, embrulhados no Jornal dos Sports, ao meu lado no banco, uma boa meia-dúzia de gatos pingados, dentre as dezenas daquele logradouro, veio logo xeretar.

Perfume de mulher bonita é sabonete. Sabonete e sangue. Na manga do paletó de brim branco uma gota rubra brotara entre a noite de ontem e a manhã de hoje. Para que nunca te esqueças de mim, ó malvado! Um gato com um olho só me fitava. Distingui no horizonte, cruzando a baía cor de conhaque, a Barca da Cantareira.

Retirei o lenço do bolso, assoei o nariz. Atitudes de cais, ares úmidos de adeus. Tentei acertar com um pontapé o olho que sobrara ao bichano errante. Eu também fui um cego. A língua malvada dessa gente. Os falsos amigos. O ciúme corroeu meu peito, Uma serpente envolveu meu coração. Sou pássaro sem ninho, perdido nas ilusões da grande metrópole. Tua traição. Ingrata e pérfida. Pra mostrar que braço é braço, nada mais fiz que dar murro em ponta de faca. Espingarda e baioneta, couro mais duro. Teu corpo magistral, escultural. Minha loucura. Perdição. Mendigo de tua esmola. Trapo inútil. Eu te digo adeus. Brááp. Opa. Pelo grito e pelo berro. O som desta buzina.

Até o gato zarolho se assustou. Sou homem de enredada digestão. Dia de rabada, na pensão da Vanda, não cheguem perto de mim. Nessas tardes olorosas. Peguei o rumo da Lapa deixando atrás o legado maldito envolto na infausta notícia em cor-de-rosa de que Perácio, para domingo, estava fora de cogitações.


Vai graxa sim. Do alto de minha cadeira retiro do prendedor o exemplar de Estrelas em Desfile. Ninon de Vallois figura com destaque no mais recente show do Folies Bergère e, a se julgar pela foto, informa o redator, com tal chassi seguramente essa garota vai... longe! A barca deve ter chegado a Niterói. Pffft. Esse foi de mansinho.

O engraxate salpica água em meu sapato direito com a garrafa de Caxambu tapada com rolha, um furinho. Abano disfarçando. Betty Grable vem ao Brasil, Seu marido, o trumpetista Harry James, que mantenha o olho vivo, pois Betty, é sabido em Hollywood, não faz segredo de sua admiração pelos galãs latino-americanos. Cesar Romero que o diga. Poucos sabem que, no início de sua carreira, a explosiva loura foi crooner de orquestra. Ela não só canta mas encanta. Eu entrava no apartamento da Evaristo da Veiga, o dono do negócio, com chave própria, e a ouvia no quarto cantarolando junto com o rádio os sucessos da atualidade. Não importava a hora do dia, frio ou calor, havia sempre uma suave penumbra, propícia aos amantes, perpassando cada aposento — um rumor de asas, nosso ninho, o ventilador Ideal, bule azul de café, gaiola doirada. Mesmo assim, eu checava o bidê e as toalhinhas.

O gato negro de meu ciúme. Sob o astro-rei, solar tirano, um barco a vela navega manso. Vestido no manto da ilusão, sombra perdida na tarde, vago em rumo da Conde Laje tendo o firmamento por testemunha. Venho do porto das tristezas, parto para o cais do pecado. Na carne, amarras que são garras. Tempo feliz que jamais há de voltar, passado sepulto, em dor.

Um copo de Hidrolitol sempre ajuda a digestão além de refrescar. Brindemos à vida. Vejo a bolha criada por meus sonhos surgir e desaparecer no largo recipiente de vidro. Sorvo lento, peido baixo. Desafio o destino e adquiro, do maneta frente ao Silogeu, o gasparino da fortuna. Faraco me fará rico. Olho a girafa. Na ausência de gato.


A uruguaia faz barba, cabelo e bigode e não tem sentido ficar na Conde Lage. Olha, muchacha, façamos um acordo: assim. Seis meses de Santo Amaro, Bento Lisboa e Correia Dutra e, por volta do Grande Prêmio Brasil, te lo juro, apartamento com criada e tudo em Copacabana. Nunca lhe menti, nunca lhe enganei, você sabe que pode confiar em mim. Eu falo com a madama, está tudo arrumado, você não se iluda com as mentiras multicores da cidade.

Precisas de um homem com experiência da vida: A cera brilha como espelho; o aroma forte traz evocações deliciosas. Tu tens o mundo a teus pés e não o sabes: A cigana não nos enganou. Buena dicha. Um país encantado nos espera. Ela ri quando eu digo que leio o futuro nas pregas. Aqui eu vejo um estranho em seu destino que lhe fará muito feliz. Cuidado com uma amiga falsa: Notícias de casa. Pfff. Estás viendo? Ué, será o Benedito? Cu cor-de-rosa é sinal de bom coração.


Crepúsculo singular. As luzes da cidade se acendem piscando de volta para a lua e as estrelas. Uma baratinha amarela quase me pega na Senador Dantas. Na agitação dos cabarés, os primeiros anjos da noite abrem as asas em exótico bailado.

No Amarelinho, começam as primeiras histórias tristes. Máscaras caem, outras se ajustam. Coletivos apinhados transportam vidas sem razão. Ergue-se a cortina revelando o cenário do drama cotidiano vivido à noite entre o néon; o álcool, o riso falso. Anjo, Homem-Pássaro e Ângelus. Brilham os olhos dos gatos do Passeio Público. Um brilha de olho só. Cem mil verdes olhos mágicos dos aparelhos receptores se dilatam e se contraem em busca da sintonia perfeita. Confirmada a ausência de Perácio no clássico das multidões.

Funcionário das Barcas revela que teve sua atenção chamada para a mala macabra devido ao mau aroma que de lá se desprendia. As diligencias prosseguem e um perito afirma que os despojos pertencem indubitavelmente a pessoa do sexo feminino. No mictório da Brahma, vertendo, vejo-me ao lado de festejado compositor que conheço ligeiramente de bar. Pergunto se me permite cantarolar um sambinha que eu tenho para o reinado de Momo.

Veja você, me diz ele, há dez anos atrás eu rachava ao meio pedra de gelo com o jato do mijo, hoje não empurro nem bola de naftalina. Rio da boa mas não desisto. Ai, ai, Senhor, tem pena de mim, não suporto a dor de viver triste assim, Breque: Ai, ai, Senhor. Ele diz que depois a gente vê isso.

***************
Ivan Lessa fez parte do grupo que colaborou e que, durante muito tempo, fez sucesso no jornal "O Pasquim". Carioca, filho de Orígines Lessa e Elsie Lessa, escreve valendo-se de um humor cheio de ironias. Auto-asilado na Inglaterra, segundo ele por ter-se desencantado com o Brasil, trabalha na BBC de Londres.


O texto acima foi extraído do livro “Garotos da fuzarca”, Companhia da Letras – São Paulo, 1987, pág. 51, seleção de Diogo Mainardi.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Se o Buda cruzar seu caminho, mate-o!


Demita seus gurus
 
É hora de acabar com a dependência e nos tornarmos tão grandes quanto os mestres que seguimos – tão autênticos, peculiares e obstinados quanto eles.
por Tijn Touber
 
"Todo homem deve chegar aos céus à sua própria maneira"
Frederico II (1712-1786), rei da Prússia
 
Gurus, professores espirituais, terapeutas, conselheiros: eu costumava segui-los com devoção. Devorava seus livros, não perdia um seminário e me sentava a seus pés. Durante anos viajei para a Índia, sem dúvida o país com maior índice de gurus por habitante. Todo professor que eu encontrava prometia algum tipo de iluminação ou libertação: um dizia que seria pelo compartilhamento do conhecimento, outro por meditação, ioga ou recitação de mantras. Alguns pregavam sermões longos, outros ficavam de boca fechada. Havia os que eram a própria encarnação do amor; outros eram rudes e investiam sem piedade contra seus seguidores até lhes despedaçar o ego. Muitos desses gurus eram extraordinariamente sábios e enriqueceram muito minha vida.
 
Contudo, comecei a duvidar se a relação entre um guru e seus seguidores seria mesmo a melhor maneira de atingir a libertação. Afinal, pouquíssimas vezes encontrei um seguidor que houvesse alcançado a iluminação - alguém que parecesse tão sábio e radiante quanto seu mestre. A maioria dos seguidores era gente devota, mas que duvidava muito de si mesma. Percebi também, em mim mesmo, que algumas vezes eu parecia encolher na presença de um guru que inspirava admiração em todos. Seria um sentimento de honra e respeito ou seria medo de me erguer sobre meus próprios pés?
 
Há mais de mil anos, o mestre zen chinês Lin Chi chamava a atenção para o perigo dos gurus. Ele via como muitos de seus contemporâneos transferiam a responsabilidade por seu bem-estar espiritual para outros. Com isso, dizia ele, as pessoas abriam mão de seu poder e de sua autenticidade. Esta observação levou-o a fazer uma declaração que se tornaria célebre: "Se o Buda cruzar seu caminho, mate-o". Em outras palavras, se você acha que vai encontrar a iluminação fora de si mesmo, está no caminho errado. Afinal, a essência dos ensinamentos do Buda é que todos carregam um Buda dentro de si - ou, em outros termos, todos somos Buda.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fora do lugar!


    No cérebro de um homem havia um neurônio sozinho. Um dia, um outro neurônio  passa por lá meio apressado. O neurônio solitário diz:
     - Olá! Tudo bem? Como vai? Prazer em vê-lo! Peraí, vamos conversar!
     O neurônio que passeava pelo cérebro estranha a hospitalidade e responde:
     - Olá, companheiro! Posso saber o motivo de tanta felicidade ao me ver?
    - Quer  saber? Você é o primeiro neurônio que vejo passar por aqui depois de  décadas... Estou sozinho há tanto tempo nesse maldito cérebro...
     - Mas espera aí... há quanto tempo você está aqui solitário?
    -  Bem... Desde sempre... Sempre estive aqui...
    - Cara,  mas você é burro mesmo! Desce pro pinto... Tá todo mundo lá!

ELEGIA (erótica)


(Ilust:Fragmento de "Sonhos de arrebalde";
óleo sobre tela - 100x70cm
)

Indo para o leito
John Donne

Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.

Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado.
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
o que ele guarda, quieto, tão de perto.
o corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
o que o meu anjo branco põe não é
o cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima embaixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
o olho de tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

Tradução: Augusto de Campos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Nestor e a vizinha

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca.
Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas.
Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira.
Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
- Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?
Conclusão:
Se você compartilha informações a tempo, pode prevenir exposições desnecessárias.

Seção: "Esqueçam o que eu falei"

 
"Democracia é bom, mas tem hora" (Lula, referindo-se à expulsão de Paulo de Tarso Venceslau, do PT, por ter denunciado corrupção no partido, revista Isto É, 25 de março de 1998).
 
"É só pegar os panfletos e as entrevistas dos líderes dos partidos para perceber que eles estão de esquerda para enterrados. São como cadáveres insepultos vagando por aí. A maioria dos grupos que se dizem de esquerda são igrejinhas, seitas, um bando de loucos e dogmáticos" (Herbert José de Souza, Betinho, setembro de 1995).
 
"Não sou do PT e quero distância desses loucos que se limitam a usar a retórica de esquerda sem ter propostas concretas. Defendo a economia de mercado e creio que a estabilidade da economia é um valor popular definitivo. Acho que o socialismo não é mais possível" (Ciro Gomes, Rádio CBN, 25 de agosto de 1997).
 
"Não sou e nem nunca fui socialista. Como posso ser a favor de um regime no qual quem produzir oito garrafas de cerveja ganhará o mesmo que quem produz dez?" (Lula, revista VEJA, 13 de agosto de 1997).

Quando a mulher lê

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda.
O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.
Chega um guardião do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode
começar a qualquer momento.
Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia,madame - diz ele, e vai embora.
 
Obs.: "Nunca discuta com uma mulher que lê. Certamente ela pensa."

Para trocar uma lâmpada, quantas pessoas são necessárias?

Depende do tipo de pessoa:
 
Gays
Seis: um para trocar e cinco para ficar gritando: Linda! Poderosa!
Maravilhosa! Divina! tuuudo!
 
Peruas
Duas: uma chama o eletricista e a outra prepara os drinques.
 
Psicólogos
Apenas um, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada.
 
Loiras
Cinco: uma para segurar a lâmpada e outras quatro para girarem a
cadeira.
 
Consultores
Dois... Um sempre abandona o trabalho no meio do projeto.
 
Bêbados
Um, só pra segurar a lâmpada, enquanto o teto vai rodando.
 
Ativistas Gays
Nenhum. A lâmpada não precisa mudar, para ser aceita pela
sociedade..
 
Cantores sertanejos
Dois: um troca a lâmpada e o outro escreve uma canção sobre os bons
tempos da lâmpada antiga...
 
Machões
Nenhum: macho não tem medo de escuro.
 
Patricinhas
Duas: uma pra segurar a Coca light e outra pra chamar o papai.
 
Argentinos
Um só: ele segura a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.
 
Mulher com TPM (essa é a melhor de todas)
Só ela! Sozinha!! Porque ninguém, dentro desta casa sabe como trocar
uma lâmpada! É um bando de IMPRESTÁVEIS!!! Eles nem percebem que a lâmpada queimou! Eles podem ficar em casa no escuro por três dias antes de notar que a porcaria da lâmpada queimou! E quando eles notarem, vão passar mais cinco dias esperando que EU troque a lâmpada, porque eles acham que eu sou a ESCRAVA deles!!! E quando eles se derem conta de que eu não vou trocar a lâmpada, eles ainda vão ficar mais dois dias no escuro porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da dispensa! E se, por algum milagre eles encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o piso todo, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica guardada! É inútil
esperar que eles troquem a lâmpada, então sou eu mesmo quem vai trocá-la! E como eu sou uma mulher independente, vou lá e troco! E SOME DA MINHA FRENTE!

Morte digna

por Gilberto Dupas
 
Vamos aprofundar uma reflexão iniciada neste espaço há quase dois anos. Em que medida é desejável o prolongamento da vida usando recursos extremos? Quem se beneficia desses procedimentos? A importância das tecnologias é óbvia. Mas onde estão o interesse do paciente que sofre e a proteção da sua dignidade humana? Imagine-se o drama dos pais de fetos com defeitos congênitos, para os quais a medicina de ponta recomenda intervenções radicais até antes do nascimento. Trinta anos atrás, médicos experientes costumavam dizer: a natureza é sábia; deixemos que ela selecione quem deve nascer. Hoje, a tecnologia, onipotente e plena de esperança, obriga esses pais a uma decisão terrível: submeterem seus filhos aos procedimentos mais invasores ou se sentirem eternamente culpados de não terem tentado o máximo. É o mesmo dilema trágico ao se tratar da sobrevida de mãe idosa, com doença grave. Embora o olhar da mãe implore o descanso final, médicos jovens armados com os novos recursos da medicina dizem: vai deixá-la morrer? E se um novo medicamento for inventado? Imensos recursos são investidos em novos equipamentos, que se tornam "indispensáveis" e, em seguida, precisam ser amortizados. O custo dos tratamentos aumenta pesadamente. E o sofrimento também. Para quem pode usá-los, proliferam hospitais privados moderníssimos; mas sobram pressões insuportáveis sobre a rede pública de saúde.
 
O nascimento de uma criança foi transformado, de uma função fisiológica para a qual o organismo da mulher esteve desde sempre preparado, em questão cirúrgico-hospitalar. O número de cesarianas no Brasil é quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O parto, tal qual evento cirúrgico, vê a mulher como recipiente a esvaziar...

TAPIOCA NA CARA


por Glauco Fonseca

Sujeito apresenta cartão para pagar a conta no restaurante e o garçom diz:

- O senhor por acaso não teria um outro? Não se trata de problema nem na tarja, nem no chip nem na maquininha. O problema é de ordem ética mesmo. É que lamentavelmente não poderemos aceitar este cartão. Sua despesa não configura urgência e relevância para o Estado brasileiro.

No supermercado, a moça do caixa olha com desdém para o cartão corporativo e diz ironicamente ao cliente:

- O moço encontrou tudo que precisa? Não quer aproveitar para comprar produto para proteção de madeira contra cupim? Não quer aproveitar para comprar lixa de madeira, pregos e verniz? Sim, porque nunca vi tamanha cara-de-pau comprar uísque, picanha argentina e vinho importado com um cartão pago por mim que ganho salário mínimo. Eu, hein?

No posto de gasolina, diz o frentista com as mãos na cintura para o descolado dono do carro particular em pleno sábado à tarde:

- Num sábado, amigão? Indo pra praia, meu chapa? Não aceito. Ou paga com outro cartão ou vou tirar a gasolina. Leva a mal não, cidadão, mas essa gasolina aí ta sendo paga por mim também, né? E eu não tô a fim de rachar contigo, não.

No hotel de luxo, a autoridade apresenta o cartão para pagar a hospedagem. O atendente diz à cliente VIP:

- A senhora não gostaria de pagar com outro cartão? É que, como se trata de dinheiro público, o povo ta numa dureza braba, eu sou povo e estou liso como sabão também, estamos tentando economizar um pouquinho, sabe com é. Se a senhora ajudar, pagando com um cartão próprio pelo menos os extras, já ajudaria nas MINHAS finanças.

Na casa de massagem:

- Olha, amigo, cartão de crédito a gente aceita. Se o cliente for um cara bacana, a gente pendura e até vale-transporte e ticket alimentação a gente recebe. Agora, esse cartão como essa estrela aí eu não vou aceitar não. Aqui a gente passa a mão no cliente, sim. Mas a mão no bolso a gente não mete não e isso aí é dinheiro público. Mão boba aqui só da iniciativa privada.

No freeshop, o rapaz do caixa repassa as compras do cidadão bacana chegando de Miami:

- Cigarros, chocolates suíços, gravatas Hermès, iPods para as crianças. Era só isso, Excelência ou vai cravar mais alguma facada no combalido erário através deste cartão corporativo pago com dinheiro público?

E digo eu:
- Ah, se um dia o povo descobre...

Assim caminha a revolução


Autor: Lézio Júnior

Como Lênin, Mao e Guevara, em breve Fidel Castro será apenas um pôster na parede. Ou a ilustração de camiseta.
Claudio Humberto

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Políticamente "incorreto"? Fogueira nele!


"Que acontece quando uma estupidez
luta contra outra?
Uma pode ganhar de todas as outras,
mas nem por isso deixa de ser estupidez;
e não poderá no fim, ser descoberta
e vencida pela verdade?".

*********************

"Se eu, ilustríssimo Cavaleiro, manejasse um arado, apascentasse um
rebanho, cultivasse uma horta, remendasse uma veste, ninguém me daria
atenção, poucos me observariam, raras pessoas me censurariam e eu
poderia facilmente agradar a todos. Mas, por ser eu delineador do
campo da natureza, por estar preocupado com o alimento da alma,
interessado pela cultura do espírito e dedicado às atividades do
intelecto, eis que os visados me ameaçam, os observados me assaltam,
os atingidos me mordem, os desmascarados me devoram. E não é só um,
não são poucos, são quase todos. Se quiserdes saber por que isto
acontece, digo-vos que o motivo é que tudo me desagrada, detesto o
vulgo, a multidão não me contenta..."
Giordano Bruno

florbela...

Adeus mamãe... Muito lindooo

Aos corações sensíveis

Um jovem estava fazendo compras no supermercado, quando notou que uma velhinha o seguia por todos os lados.
Se ele parava, ela parava e ficava olhando para ele. No fim, já no caixa, ela se atreveu a falar com ele, dizendo:
- "Espero que não o tenha feito se sentir incomodado; mas é que você se parece muito com meu filho que faleceu".
O jovem, com um nó na garganta, respondeu que estava bem, que não havía problema.
A velhinha lhe disse, quero lhe pedir algo incomum.
O jovem lhe respondeu, diga-me em que posso ajudá-la.
A velhinha falou que queria que ele lhe dissesse "Adeus Mamãe", quando eu me for do supermercado, isso me fará muito feliz!
O jovem bom sabendo que seria um gesto que encheria o coração e espírito da velhinha, aceitou.
Então, enquanto a velhinha passava pela caixa registradora se voltou sorrindo e agitando sua mão disse: "Adeus filho"!
Ele cheio de amor e ternura lhe respondeu efusivamente 'Adeus mamãe"
O homem contente e satisfeito pois com certeza havia dado um pouco de alegria a velhinha, continuou pagando suas compras.
"Sao R$ 554,00 lhe disse a moça do caixa".
"Cruz credo ... Por que tanto se só levo somente uma pizza congelada??"
E a moça do caixa lhe disse:
- "Sim, mas sua mamãe disse que você pagaria pelas compras dela também".

Moral da história:
- "Não confie em nenhuma velha que se aproxime de você em supermercado com sentimentalismo barato!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Não me pertence mais

 
Óleo sobre madeira - 17cmX15cm - MAF
Posted by Picasa

A loira no avião


Em um avião indo para Nova York, a comissária se dirige a uma loira sentada na divisão reservada para a primeira classe e pede para que ela se mude para a classe econômica , pois ela não tinha a passagem para a primeira classe. A loira replicou dizendo:

- Eu sou loira, eu sou bonita, estou indo para Nova York e eu não vou sair.

Não querendo argumentar com a passageira, a comissária pede para o co-piloto para falar com ela. Ele foi falar com a mulher pedindo que ela fizesse a gentileza de sair da primeira classe.

Novamente, a loira respondeu:

- Eu sou loira, eu sou bonita, estou indo para Nova York e eu não vou sair.

O co-piloto voltou para a cabine de comando e perguntou para o piloto o que ele deveria fazer.

O piloto disse:

- Eu sou casado com uma loira e sei como lidar com isso.

Ele foi para a primeira classe e sussurrou no ouvido da loira... Ela imediatamente pulou da cadeira e correu para o setor econômico resmungando para si:

- Por que ninguém me disse antes?

Surpresos, a comissária e o co-piloto perguntaram o que ele havia dito para a loira que a convenceu a sair. Ele disse:

- Eu disse a ela que a primeira classe não estava indo para Nova York!


*********Outra**********

Conselho de Loira para Loira

Uma mulher ia se casar, mas seu noivo não sabia que ela não era mais virgem. Então, para não decepcioná-lo na lua de mel, resolve perguntar para uma amiga o que deveria fazer. E a amiga lhe dá uma sugestão:

-Antes de transar, você vai ao banheiro, com a desculpa de que vai se arrumar para ele, e nessa hora você coloca uma pequena bexiga (balão) no local do hímen.

Aceitando a sugestão, na lua de mel, na hora H, ela foi ao banheiro e fez o planejado. Voltou ao quarto e, lépida, se entregou ao marido. Rolou aquele aquecimento básico e o cara, já bem animado, partiu para cima. No momento do bem-bom ouve-se um pequeno estouro. Ele se assusta, interrompe o ato, olha para o pênis e fica parado de boca aberta. Ela mais do que depressa pergunta:

-O que houve meu amor? Nunca viu um hímen??

O marido responde:

-Sim, mas em nenhum estava escrito FELIZ ANIVERSARIO!!!!

Quem foi que fez isso?!

A rainha das loiras

A vingança da Loira


Meses atrás, uma loira estava viajando aos Estados Unidos. No avião, um homem senta ao seu lado e, começa a puxar assunto. Vendo que era loira ele resolve tirar vantagem da situação:

-Vamos fazer um jogo de perguntas? Eu te pergunto e se você errar, você me dá 5 reais, se você acertar eu te dou 500 reais e, depois você me pergunta... se eu acertar você me dá 5 reais e se eu errar, eu te dou 500 reais.

-Ok! - disse a loira.

-Minha pergunta - disse o homem - O que é a gravitação?

Sem dizer uma palavra, a loira tira da carteira e entrega 5 reais ao sujeito.

-Minha vez -disse a loira- O que que sobe uma montanha com três pernas e desce com cinco?

O rapaz pensou, pensou, pensou e deu os 500 reais para a loira.

- Mas espere aí - disse o rapaz à loira - O que que sobe uma montanha com três pernas e desce com cinco?

E, novamente se dizer uma palavra, a loira tirou 5 reais da carteira e deu ao rapaz.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Adolescentes... antigos

 
Ao enviar, minha amiga Tânia Polo Gelmi, disse: "Espero que seja fato, pois não pesquisei para saber... bjs"



Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."

2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."

3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."

4) "Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases.

Então, revelou a origem delas:

- A primeira é de Sócrates (470-399 a.C .)
- A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
- A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
- E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia (Atual Bagdá) e tem mais de 4000 anos de existência.
************
Consegue controlar seu comentário?(rs)
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Bebe Vinho, que te fá bene

 
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Vinho faz perdoar a pena de viver.
Bebe vinho! Vinho cor de rubi, vinho cor-de-rosa, vinho cor de sangue!
Bebe vinho!
Tens muitos séculos para dormir.
Vinho é amargo? Não importa! Tem o gosto da vida!
*****
Todos os reinos por uma taça de vinho precioso.
Todos os livros e toda ciência dos homens por um perfume suave de vinho.
Todos os hinos de amor pela canção do vinho que corre.
Toda a glória de Feridoum pelos reflexos do vinho na ânfora.
Bebo o vinho que me oferece uma linda rapariga e não cuido de minha salvação.
Sempre ouço dissertar sobre os gozos reservados aos eleitos, limitando-me a dizer:
Só tenho confiança no vinho.
Bebe vinho!
Só ele te dará a mocidade, ele é a vida eterna.
******
Bebe um pouco de vinho porque dormirás muito tempo,
debaixo da terra, sem amigo, sem camarada, sem mulher.
Nosso amigo mais velho é o vinho mais novo.
*****
O vinho destrói os cuidados que nos atormentam e nos dá a quietude perfeita.
Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno.
Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno o paraíso deve estar vazio.
*****
Vinho! Eis o remédio que carece o meu coração doente.
Vinho com perfume almiscarado! Vinho cor-de-rosa!
Dá-me vinho para apagar o incêndio da minha tristeza.
Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Vinho! Vinho em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!
*****
Quando bebo, ouço mesmo o que não me pode dizer a minha bem amada!
Mais vale uma ânfora de vinho do que o poder, a glória e as riquezas.
O vinho libertar-te-á das névoas do passado e das brumas do futuro.
O vinho inundar-te-á de luz, livrando-te dos grilhões de prisioneiro.
*****
Quando Deus me criou sabia que eu beberia vinho.
Se me tornasse abstêmio, sua ciência estaria errada.
Trazei-me todo o vinho do Universo!
Meu coração tem tantas feridas!
*****
O vinho proporciona aos sábios uma embriaguez semelhante à dos eleitos.
Dá-nos a mocidade, restitui-nos o que perdêramos, põe ao nosso alcance tudo o que desejamos.
O vinho queima como torrente de fogo,
mas, às vezes, tem sobre as nossas mágoas o efeito da água pura e fresca.
Omar Khayyan
****
Khayyam significa, em persa, fabricante de tendas; ele adotou esse nome em memória do pai que era fabricante de tendas.
Além de poeta Omar Khayyam foi matemático e astrônomo.

Não me pertence mais

 
Óleo sobre cartão
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A supremacia máscula


 

Supremacia Racial

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Pirâmide


Rafal Olbinski é ilustrador e pintor com trabalhos em exposição no The National Arts Club (N. York), The Library of Congress Print Collection (Washington D.C. e Carnegie Foundation (N. York)Ilustração para a ópera 'Salomê'
Colaboração de Marco Sismotto da Edit. Saraiva

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Prostituta bem Informada.


Contam por aí que o Lula entrou no Café Photo, sentou-se junto ao balcão do bar para tomar uma e viu que estava ao lado de uma linda garota de programa e deslumbrado disse:

- Sou o presidente de todos os brasileiros, o preferido de 70% dos eleitores e aclamado para resolver todos os seus problemas, então, quanto você quer para passar uma noite comigo?
E ela responde:

- Se o senhor conseguir fazer o seu pênis crescer como fez com os juros, e mantê-lo duro como estão todos os brasileiros, levantar minha saia como levanta os impostos, baixar minha calcinha como faz com os salários, mudar de posição como mudou na sua vida política e me fuder com tanto jeitinho como está fudendo o povo brasileiro... é de graça!!!

A última foto: do animador da festa

O fantástico ALHO: mais informações


Nome Científico: Allium sativum L.
Origem: Ásia
Orientação para o cultivo: Textura média, bem drenado
Parte utilizada: Bulbo
Indicação: Nos antigos egípios o alho sem dúvida uma das plantas mais citadas, e a ele se prestavam grandes honra e era empregados na embalmação dos mortos, pois acreditava-se que sua presença conservaria melhor o cadáver
Contra Indicação: Não foram encontrados na literatura consultada
Forma de utilização: Pode ser usado nos preparos culinários, como, carnes, peixe, verduras e legumes; como ingredientes de sopa, suflês e bolos salgados.

Se você quer falar bem de alguma coisa, experimente o alho.
Ele só não tem uma virtude, que é perfumar o hálito; em todas as outras é insuperável.

Para começar, o tempero. Alho socado e refogado dá vida à maioria dos pratos, as sopas modestas que o digam. Fatiado e cozido, na água, no azeite ou no vinho, acompanha altos pratos de carnes, frango, peixe, vegetais, cogumelos. Uma vinha-d’alhos é fundamental para purgar carnes mais pesadas antes de assar ou cozinhar. Um pão de alho para abrir os trabalhos da mesa é sempre bem-vindo. Qualquer patê que se preze leva um dentinho de alho. Uma conserva de alho no molho de soja – basta descascar, cobrir com o molho escuro e deixar alguns dias – acompanha bem qualquer prato e é um tira-gosto delicioso. Dentes grandes podem ser assados no espeto. Para temperar o feijão, pode-se colocar uma cabeça de alho inteira, sem descascar, e depois espremer o creme com uma colher de pau, retirando a palha.

Consta que a primeira greve da história aconteceu quando os escravos que construíam as pirâmides do Egito deixaram de receber sua porção diária de alho, que estava em falta no mercado. "Assim não é possível trabalhar", resolveram eles, e cruzaram os braços. Atribuíam ao alho seu vigor, sua disposição.

Não é para estranhar. Há milênios que o alho afasta vampiros, vermes e parasitas em geral, é antiespasmódico, neutraliza gases, estimula a secreção de bile, é digestivo, diurético, tonificante, expectorante, baixa a febre. Usado constantemente na alimentação, cru e cozido, equilibra as taxas de colesterol e triglicerídeos; reduz a hipertensão, regula a glicose do sangue, previne contra tumores malignos, relaxa os vasos sanguíneos evitando a arteriosclerose. Descongestiona as vias respiratórias e trata a bronquite. Ajuda a eliminar toxinas, pois contém muito enxofre. Também contém germânio, que facilita a absorção de oxigênio pelas células. Preserva vitaminas; contém B6 e selênio, facilita o aproveitamento da B1. Desintoxica, acalma e aumenta a capacidade do organismo de resistir ao frio e ao calor. Combina muito com carnes e feijões, mas pode ser comido com outros alimentos mais leves em quantidade menor.

O extrato de alho é usado atualmente como antibiótico em infecções importantes, principalmente por fungos; funciona contra vírus da herpes e outros relacionados; aumenta a ativação das células T e acentua a função antitumoral das macrófagas; aumenta a imunidade contra uma série de agentes infecciosos.

Num estudo de 1944 a conclusão era de que o alho tinha um poder maior e mais abrangente do que todos os outros antibióticos por ser ao mesmo tempo bactericida, fungicida, vermífugo, antiviral e antiprotozoário. Atualmente, 72 diferentes infecções podem ser evitadas usando alho...
Na Rússia é o remédio mais comum contra gripes, resfriados, tosse e desordens intestinais. Na Polônia é usado contra gastroenterocolite, dispepsia, pneumonia, nefrose e septicemia. Na China, doses altas de alho têm sido empregadas no tratamento da meningite criptocóccica, infecção fúngica que não cede a antibióticos comuns.

O cheiro do alho, que fica no corpo durante várias horas, diminui bastante se ele for ingerido junto com um alimento protéico – carnes, lácteos, ovo, feijões; está ligado à alicina, o poderoso princípio ativo, e não há como obter os bons efeitos sem pagar o preço. Mastigar uns raminhos de salsa depois de ingerir o alho pode ajudar a reduzir o hálito. Tomar um copinho de vinho tinto, segundo os franceses, também. Chupar um ou dois cravos-da-índia. Beber extrato de clorofila.

Para fazer óleo de alho em casa, soque uns dois dentes de alho bem socados (dizem que espremer não serve, socar é que libera os agentes importantes), misture com azeite de oliva, deixe três dias na temperatura ambiente, coe e guarde na geladeira. Amorne quando for usar para dor de ouvido em bebezinhos e crianças maiores, pingue duas ou três gotinhas e tampe com um pedaço de algodão.

Um extrato frio de alho se faz deixando vários dentes de alho de molho em meia xícara de água durante 8 horas.

Água de alho: socar 2 a 4 dentes de alho, colocar num copo de água quente e deixar durante a noite. De manhã coar e beber; repetir durante vários dias.

Manteiga de alho: socar alguns dentes de alho e misturar bem com azeite de oliva e salsinha picada. Passar no pão para comer de manhã ou a qualquer hora.

O suco de alho: socar alguns dentes, espremer num pano, usar meia colher de chá diluída em água e beber 2 ou 3 vezes por dia.

Contra tosse, misturar alho socado com mel.

Tintura de alho: deixar 200 gramas de dentes de alho descascados em um litro de brandy ou conhaque de boa qualidade durante 14 dias, numa temperatura de 30o C, numa garrafa arrolhada. Sacudir várias vezes por dia. Coar e guardar até um ano, tomando 5 a 25 gotas, várias vezes por dia, conforme a necessidade.

Chá de alho: 25 gramas de alho fervidos em um copo grande de água ou leite durante vinte minutos, tomar duas vezes ao dia contra todos os vermes. Oxiúros: fazer esse tratamento na lua minguante, durante três ou quatro dias. Uma variação: macerar 2 dentes de alho sem casca numa tigela de leite durante 24 horas, e tomar tudo, pela manhã, em jejum, 3 dias seguidos.

Cápsulas de alho: duas cápsulas, três vezes ao dia, com a comida.

Contra vermes em crianças, colocar alguns dentes de alho nos bolsos da roupa, fazer um colarzinho com dentes de alho ou colocar fatias finas de alho nos sapatos para a alicina ser absorvida através da pele. Ressalva a constar na próxima edição: a reação de algumas crianças ao contato direto entre o alho e a pele não foi boa, gerando bolhas como se houvesse uma queimadura no local. É bom testar com cuidado.
__________________________
Tirado do site de Corre Cotia, onde existem diversas outras informações.

Lista de hackers fornecida pelo governo


Quando o assunto é segurança todo cuidado é pouco.


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Banco do Brasil informa - Sua chave e senha de acesso foram bloqueados - Contrato Pendente - Clique para fazer atualização

Big Brother Brasil - ao vivo - quer ver tudo ao vivo e ainda concorrer a promoções exclusivas? Clique na fechadura

Câmara dos Dirigentes Lojistas - SPC - Serviço de Proteção ao Crédito - Notificação - Pendências Financeiras - Baixar o arquivo de relatório de pendências.

carnaval 2008 - veja o que rolou nos bastidores do carnaval de São Paulo

Cartão Terra - eu te amo - webcard enviado através do site Cartões Terra

Cartão UOL - I love you - você recebeu um cartão musical - Para visualizar e ouvir escolha uma das imagens

Cartões BOL - Você recebeu um cartão BOL

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Colaneri e Campos Ltda - Ao Gerente de Vendas - orçamento de material e equipamentos em urgência

Correio Virtual - hi5 - Seu Amor te enviou este cartão

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Declaração de Imposto de Renda de 2006/07 - Ministério da Fazenda - CPF Cancelado ou Pendente de Regularização

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Embratel - Comunicado de Cobrança - Aviso de Bloqueio

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Febraban - Guia de Segurança - Febrasoft Security

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Olá, há quanto tempo! Eu me mudei para os Estados Unidos, e perdemos contato...

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Outra dica importante:
Nunca abra E-Mails de remetentes desconhecidos!
Sempre desconfie de E-Mails que solicitam 'clique aqui' ou ' acesse o link (tal)' ou ' veja minha foto' ou ' te encontrei , lembra-se de mim? ' ou ' ligue-me para sairmos' , etc...
E, finalmente, para ter certeza que é de um golpe que você está sendo vítima, passe o mouse - sem clicar - pela palavra do direcionamento : você vai ver, na barra inferior - à esquerda da tela -, que se trata de um arquivo com a terminação 'exe' ou 'scr' ou outra. Arquivo este(s) que vai (vão) espionar seu computador, roubando seus dados, senhas, etc.


Luiz Carlos Pereira Maroso
Secretaria de Estado da Administração
Gerente de Tecnologia da Informação


LEMBRE-SE DE SEMPRE QUE REPASSAR UM E-MAIL, APAGUE O NOME DE QUEM TE ENVIOU O E-MAIL ORIGINAL.

(Dica recebida de minha amiga Tânia Polo Gelmi)

É a grana, estúpido!


O dinheiro suscita a maior parte das vociferações que ouvimos: é o dinheiro que fatiga os tribunais, é ele que coloca pais e filhos em desavença, é ele que derrama venenos, é ele que põe a espada nas mãos dos assassinos e das legiões; ele está manchado de sangue nosso; é por causa dele que as discussões de marido e mulher ressoam na noite, é por causa dele que a turba aflui aos tribunais; por causa dele, os reis massacram, saqueiam e arrasam cidades que demoraram séculos a construir, para procurarem ouro e prata entre as cinzas. Vês os cofres arrumados a um canto?
É por causa deles que se grita até os olhos saírem das suas órbitas e que os brados ressoam nos tribunais; é por causa deles que juízes vindo de regiões longínquas se reúnem para decidir qual é a avidez mais justa. E quando, não por um cofre, mas por um punhado de ouro ou por um denário que se dispensaria a um escravo, se perfura o estômago de um velho que ia morrer sem herdeiros?

E quando, possuindo vários milhares, um usurário de pés e mãos deformados, incapaz sequer de mexer no dinheiro, reclama, furioso, os juros dos seus asses? Se me apresentasses todas as minas e todo o dinheiro que delas retiramos, se pusesses aos meus pés todos os tesouros escondidos (pois a avareza devolve ao interior da terra aquilo que dela fora retirado com maldade). não creio que todas estas riquezas conseguissem impressionar um homem virtuoso.

Quão risíveis são todas as coisas que nos provocam lágrimas!
Sêneca

Queimando livros


Pouca idéia fazemos do que deixamos de saber com a destruição da Biblioteca de Alexandria, que não foi destruída de uma tacada só, pelo fogo, mas aos poucos. Primeiro por uma desavença entre a feia Cleópatra e Júlio César; e, depois, vítima da miopia religiosa do imperador Teodósio (400 d.C.) e do califa Omar. (Em 640 d.C., o califa ordenou que fossem destruídos pelo fogo todos os livros da Biblioteca sob o argumento de que "ou os livros contêm o que está no Alcorão e são desnecessários ou contêm o oposto e não devemos lê-los"). Bem mais tarde, em outra região do mundo, mais civilizada, aparentemente, os livros também acabaram bem mais que chamuscados. Foi a Bücherverbrennung, a queima de livros em praça pública ordenada pelo regime nazista em junho de 1933, que tomou parte em várias cidades da Alemanha. Será que, em pleno século XXI, não estaríamos nós promovendo o mesmo ato, diariamente, de maneira quase que irrefletida? Quando utilizamos o "google" como ferramenta de busca bibliográfica, os resultados que aparecem nas primeiras páginas só possuem tal colocação porque foram os mais acessados, mas nem por isso são os melhores. Quem de nós clica na página número 113.ooo, por exemplo? Ou, sem muitos exageros, na página 45? Acabamos sempre privilegiando os primeiros resultados. Sei não, mas sinto um cheiro de queimado no ar...

posted by Amigo de Montaigne

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

3 camisinhas

Um rapaz vai a uma farmácia e diz :
- Tem preservativo? Minha namorada me convidou para jantar esta noite na casa dela.

O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai .

De imediato, volta, dizendo:
Senhor, dê-me outro. A irmã da minha namorada é uma gostosona, vive cruzando as pernas na minha frente.
Acho que também vai rolar....
O homem dá o preservativo ao jovem .

Ele volta, dizendo:
Quero outro. A mãe da minha namorada também é boa pra caramba. A velha vive se insinuando, deve ser mal amada, e como eu hoje vou jantar lá na casa delas...

Chega a hora da comida e o rapaz está sentado à mesa com a namorada ao lado, a mãe e a irmã à frente.

Neste instante entra o pai da namorada .

O rapaz baixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:
- Senhor, abençoa estes alimentos, blá,blá.. Damos graças por estes alimentos...
Passa-se um minuto e o rapaz continua de cabeça baixa rezando:
- Obrigado Senhor...blá,bla...
Passam-se cinco minutos :
- Abençoa Senhor este pão...
Todos se entreolham surpreendidos, e a namorada lhe diz ao ouvido:
Meu amor, não sabia que você era tão religioso...
- E eu não sabia que o teu pai era farmacêutico!

A última foto: Nem sempre Deus protege os bebuns

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Por que escrevo

Cartão bolado pela Ateliê Editorial

"Como sabem, a pergunta que mais fazem a nós escritores, a pergunta predileta, é: por que você escreve? Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever! Escrevo porque sou incapaz de fazer um trabalho normal, como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros como os que eu escrevo. Escrevo porque sinto raiva de todos vocês, sinto raiva de todo mundo. Escrevo porque adoro passar o dia à mesa escrevendo. Escrevo porque só consigo participar da vida real quando a modifico. Escrevo porque quero que os outros, todos nós, o mundo inteiro, saibam que tipo de vida nós vivemos, e continuamos a viver, em Istambul, na Turquia. Escrevo porque adoro o cheiro do papel e da tinta. Escrevo porque acredito na literatura, na arte do romance, mais do que em qualquer outra coisa. Escrevo porque é um hábito, uma paixão. Escrevo porque tenho medo de ser esquecido, porque gosto da glória e do interesse que a literatura traz. Escrevo para ficar só. Talvez escreva porque tenho a esperança de entender por que eu sinto tanta, tanta raiva de todos vocês, tanta, tanta raiva de todo mundo. Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira. Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história. Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual - como num sonho - nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz."

Orhan Pamuk, em "A maleta do meu pai" (Companhia das Letras, 2007, 96 págs.), livro que reúne três textos do escritor turco: dois discursos (um deles ao receber o Prêmio Nobel de Literatura em 2006) e uma palestra sobre literatura.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

As 10 vantagens de ser pobre…


1 É Simples - Você não perde o seu
precioso tempo com grandes sonhos e
se contenta com um sonho da padaria no
almoço e um Sonho de Valsa no jantar.

2. É Valorizador – Em um mundo de
mulheres tão interesseiras e
oportunistas, só as sinceras e
verdadeiras dão bola pra você! O
problema é agüentar ficar sozinho!

3. É Saudável - Você tem uma vida de
atleta, correndo pra alcançar o ônibus,
malhando pra conseguir um lugar pra
sentar e se alongando pra passar por
baixo da catraca.

4. É Anti-Estressante - Nenhum
vendedor te liga pra empurrar alguma
bugiganga porque, além da sua conta
estar negativa, você não tem telefone!

5. É Aliviante - Com a sua fama de
pé-rapado, nenhum amigo te pede
dinheiro emprestado e, dependendo do
seu grau de pobreza, eles nem serão
mais seus amigos.

6. É Emocionante - Você nunca sabe se
o dinheiro vai chegar até o final do mês e,
assim, tem uma rotina muito menos
previsível!

7. É Invejável - Enquanto os seus
vizinhos viajam, pegam trânsito no
feriado e sofrem com as praias lotadas,
você descansa na comodidade do seu
barraco.

8. É Útil – Você tem de trabalhar aos
domingos pra fazer hora-extra e, assim,
não precisa assistir aos programas que
são campeões de audiência de encheção
de saco.

9. É Seguro – Você não precisa levar a
carteira para todos lugares que for, pois
ela está sempre vazia. Assim, os
trombadinhas vão passar longe de você!

10. É Gratificante – Sem dinheiro pra
acessar a Internet, você nunca vai ler
textos cretinos como esse!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O melhor ímã de geladeira em 2007


recebi de Angel Blue

A última foto: do último mergulho

"Me sinto estrangeiro em toda parte"

Não existe vida inteligente ou virtude no nativismo regionalista

Há gente querendo reeditar, sei lá, 1932, propondo, quem sabe?, uma luta armada entre São Paulo e Minas. NÃO sou paulista. Só nasci em São Paulo. Sou brasileiro — para o bem e para o mal. Já disse aqui: quando cruzo a fronteira do “meu” estado, indo ou voltando, não sinto nada. Às vezes, tédio. Só sei que estou em São Paulo por causa das estradas sem buracos. Eu não entendo esse orgulho de “ser mineiro”, de “ser paulista”, de “ser acreano”... Isso é coisa ou de trapaceiro ou de trapaceado, ou de Cavalcantes ou de cavalgados, ou de ladrões ou de roubados. Não há nada de virtuoso nessa conversa: quem alimenta esse tipo de dissensão ou é manipulador ou é manipulado. Não existe nativismo regionalista honesto ou inteligente.

Há paulistas de primeiro time, e há aqueles que não servem para catar cocô. O mesmo se diga dos mineiros. Ocorre, e isto é fato, que não há “pensadores” em São Paulo fazendo teorias sobre “o jeito de ser paulista”. Ou há? Se houver, avisem-me para que eu lhes dê um pé no traseiro.

Assim, não me venham esses babacas dizer que Minas não me pertence. Não me sinto estrangeiro quando estou nesse estado, não. Minas é minha e não é. Como qualquer lugar. Estrangeiro, de fato, eu me sinto em toda parte, como diria o poeta.
(...)
Eu poderia dizer que FHC e Lula são tão "paulistas" quanto mineiros são Newton Cardoso e Francelino Pereira. Mas isso emburreceria o debate — e, no caso, eu ainda estaria sendo injusto com os dois “paulistas” postiços na comparação com os dois falsos “mineiros”. Entendeu ou preciso desenhar? Minas, São Paulo e toda parte nos deram homens públicos exemplares e larápios notórios. O larápio não o era porque paulista ou mineiro. Também não é a origem, analogamente, que dita o bom caráter.

(...) Ah, isso é de uma tolice gigantesca. Sem essa! Não venham me roubar Minas. Não venham me roubar Drummond. Não venham me roubar Murilo Mendes — de Guimarães Rosa, eu abro mão. Minas não pertence a qualquer mineiro mais do que pertence a mim. E fiquem à vontade para saquear amorosamente São Paulo.

O patriotismo é o último refúgio dos canalhas. E nativismo regionalista é refúgio de canalha caipira. Sou mineiro. Nasci no Piauí. E daí?

E, por favor, não percam tempo enviando para cá críticas contra “os” mineiros, contra “os”paulistas, contra “os” qualquer coisa. Não reconheço essas divisões como categorias políticas. Já disse: é coisa de gente trapaceira. Passo boa parte do meu tempo criticando os burocratas e inocentes úteis da luta de classes. Só me faltava agora aderir a essas tolices provincianas.
Reinaldo Azevedo

domingo, 27 de janeiro de 2008

"Propensão natural para a crueldade"




Meu amigo Montaigne diz: "(...) nunca consegui sequer ver sem desprazer perseguirem e matarem um animal inocente, que está sem defesa e do qual não sofremos mal algum. E como costuma acontecer que o cervo, sentindo-se sem fôlego e sem força, não tendo mais outro remédio, atira-se e se rende a nós mesmos que o perseguimos, rogando-nos mercê com suas lágrimas, esse sempre me pareceu um espetáculo muito desagradável. Nunca apanho animal vivo ao qual não devolva a liberdade. Pitágoras comprava-os dos pescadores e dos passarinheiros para fazer o mesmo. As índoles sangüinárias com relação aos animais dão prova de uma propensão natural para a crueldade."

Promessas partidas de J. Joyce

de MAF - Xilogravura 15cmX20cm
Marco Antonio Dourado - Curitiba (PR) diz: "A propósito, 'outrora, quando fui fiel ao meu sonho', cometi a ousadia de tentar traduzir o poema “Broken Vows”, Ei-lo, abaixo, com o devido pedido de perdão pelas agressões ao texto original e pelas derrapadas no nosso idioma:"

Broken Vows
(Promessas partidas)
de James Joyce

Era tarde a noite passada;
O cão falava de ti.
A narceja falava de ti, lá do fundo do pântano.
És tu o pássaro solitário dos bosques.
Pois que fiques sem companhia até me encontrar.

Tu prometeste... a mim! E mentiste para mim...
Disseste que estarias a meu lado
Quando os carneiros fossem arrebanhados.
Eu assoviei e clamei por ti centenas de vezes
E nada achei por lá, a não ser uma ovelha balindo.

Tu prometeste algo difícil:
Um navio de ouro sob um mastro prateado,
Doze cidades e um mercado em todas elas
E uma branca e bela praça à beira do mar,

Tu prometeste algo impossível:
Que me darias luvas da pele de um peixe;
E sapatos da pele de uma ave,
E roupa da melhor seda da Irlanda.

Foi num Domingo que te entreguei o meu amor:
O Domingo que precede o Domingo de Páscoa.
Eu, ali, de joelhos, a ler a Paixão (*);
E meus olhos a te oferecer amor eterno.

Minha mãe me advertiu que não falasse contigo:
"Nem hoje, nem amanhã, nem Domingo!"
Foi um mau momento para dizer-me isso.
Como trancar a porta depois da casa arrombada.

Meu coração se acha negro, negro como o abrunho (**),
Ou como o negro carvão da fornalha do ferreiro;
Ou como a sola de um sapato largado de fora dos alvos salões;
Foste quem que me cobriu a vida com toda essa treva.

Tiraste o Leste de mim, tiraste o Oeste de mim,
Tiraste o que existe à minha frente, tiraste o que me há por trás;
A Lua me tiraste, o Sol me tiraste,
E, imenso é o meu medo, tiraste Deus de mim.
__________
(*) NARRATIVA DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO, CONFORME DESCRITOS NOS EVANGELHOS.
(**) ABRUNHO OU ABRUNHEIRO - ESPÉCIE DE AMEIXEIRA-BRAVA DO NORTE DA EUROPA.

Perdido na cozinha

de MAF - Guache/ecoline, s/papel:14X17cm
«O olhar dum bicho comove-me mais profundamente que um olhar humano. Há lá dentro uma alma que quer falar e não pode, princesa encantada por qualquer fada má. Num grande esforço de compreensão, debruço-me, mergulho os meus olhos nos olhos do meu cão: Tu que queres? E os olhos respondem-me e eu não entendo... Ah, ter quatro patas e compreender a súplica humilde, a angustiosa ansiedade daquele olhar!"
Florbela Espanca

Não me pertence mais: Doei


óleo s/madeira. 17cmX45cm

Saíndo e entrando

O que é ser escritor?

"A maleta do meu pai" (Cia. da Letras, 91 páginas), pequeno livro que contém três discursos proferidos por Pamuk em ocasiões diferentes. O discurso proferido na cerimônia de entrega do prêmio Nobel empresta o título ao livro. O autor de "O meu nome é Vermelho" define o que é ser escritor: "Para mim, ser escritor é reconhecer as feridas secretas que carregamos, tão secretas que mal temos consciência delas, e explorá-las com paciência, conhecê-las melhor, iluminá-las, apoderar-nos dessas dores e feridas e transformá-las em parte consciente do nosso espírito e da nossa literatura". Algumas páginas antes: "O escritor que se recolhe e antes de mais nada empreende um viagem para dentro de si mesmo haverá de descobrir ao longo dos anos a regra eterna da literatura: é preciso ter o talento de contar as próprias histórias como se fossem histórias dos outros, e contar as histórias dos outros como se fossem suas, porque é isso a literatura. Mas antes é preciso viajar pelas histórias e pelos livros de outros".
****************
O leitor segundo o autor, desde o ponto de vista de Guy de Maupassant*

"O leitor, que unicamente busca num livro satisfazer a tendência natural de seu espírito, pede ao escritor que responda a seu gosto predominante e qualifica invariavelmente como bem escrita a obra ou o parágrafo que agrada a sua imaginação idealista, alegre, picaresca, triste, sonhadora ou positiva.
Em resumo, o público está composto por numerosos grupos que nos gritam:

«Consolem-me.»
«Detraiam-me.»
«Entristeçam-me.»
«Enterneçam-me.»
«Façam-me sonhar.»
«Façam-me rir.»
«Façam que me estremeça.»
«Façam-me chorar.»
«Façam-me pensar.»

Só alguns espíritos seletos pedem ao artista:
«Escrevam algo belo, na forma que melhor lhes indique seu temperamento.»

O artista tenta e triunfa ou fracassa."

*Guy de Maupassant (escritor francês, 1850-1893) estudou Leis em Ruán e Paris, porém a guerra franco-prusiana o fez abandonar seus estudos e começar uma carreira como funcionário público. Os conselhos de Gustave Flaubert o convenceram a dedicar-se à literatura. Seu estilo é elegante e preciso, e reflete preocupação pelo detalhe, e, ao mesmo tempo, uma visão pessimista e angustiosa da vida.

Superman

Sete horas da manhã, o marido entra em
casa.
A mulher espera de pé, perto da porta.
- Chegando a esta hora, Superman ?
- Desculpe, eu estava com clientes.
- E vocês discutiram a noite toda até às
sete da manhã, Superman ?
- Tá certo. Nós fomos a um bar, até às
três horas, para bebericar.
- Até às três, Superman ? E o que
aconteceu que você só chegou agora, às
sete, Superman ?
- Eu... Bem..., é que depois nós fomos a
um bar de strip-tease; mas eu só fiquei
olhando! Eu não percebi o tempo passar.
- Tá bem, Superman . Você só olhou. No
que mais você quer que eu acredite,
Superman ?
- Nada, eu... Espera aí... Por que é que
você está me chamando o tempo todo de
Superman ?
- Porque só o Superman usa a cueca por
cima da calça, seu safado!!